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Famílias recebem assistência conjunta da Prefeitura de Cuiabá e Governo do Estado

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As famílias afetadas pelas fortes chuvas dos últimos dias no bairro São Mateus receberam, na tarde desta sexta-feira (17), cobertores, cestas básicas e kits de higiene e limpeza. Essa iniciativa foi resultado de uma ação conjunta entre a Prefeitura de Cuiabá e o Governo do Estado, representada pela primeira-dama municipal, Samantha Iris, e pela primeira-dama estadual, Virgínia Mendes. A entrega ocorreu na Creche Municipal São Mateus e contou com a presença do prefeito, Abilio Brunini.

Além da entrega emergencial de suprimentos, já foi aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores, o auxílio emergencial no valor de R$ 1 mil.

A primeira-dama e vereadora da capital, Samantha Iris, destacou a rápida resposta do Governo Estadual em atender as demandas das famílias afetadas. “Agradeço à primeira-dama Virgínia Mendes pela parceria e pela agilidade em nos ajudar neste momento tão difícil, em que muitas famílias perderam tudo por conta das chuvas. Estamos unindo esforços para trazer soluções reais para a população em vulnerabilidade social. O Abilio buscou essa medida, disposto através do pagamento mensal de R$ 1 mil/mensais como solução imediata, a fim de minimizar os impactos causados pelos alagamentos” afirmou.

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A primeira-dama reforçou que as secretarias de Obras e Serviços Urbanos já estão trabalhando para encontrar soluções definitivas. “A nossa intenção é que, no próximo ano, as chuvas não representem um problema para essas famílias. Queremos que as pessoas possam ficar em casa com segurança, sabendo que a prefeitura tomou as providências necessárias,” destacou.

Virgínia Mendes ressaltou a importância do programa estadual “Ser Família”, que já beneficia diversas famílias em situação de vulnerabilidade em Mato Grosso. Ela reforçou que a integração entre o município e o Estado facilitará o avanço de ações sociais em Cuiabá.

“Agora, com essa parceria sólida, podemos atender melhor a população e avançar nas políticas sociais que Cuiabá tanto necessita. Antes, era impossível trazer melhorias para Cuiabá. Ganha o Estado, ganha o município e, principalmente, ganha a população que mais precisa,” acrescentou a primeira-dama do Estado.

“Essa ação no bairro São Mateus simboliza a força do trabalho conjunto entre Prefeitura, Câmara de Vereadores e Governo do Estado. A mobilização reflete o compromisso da nova gestão, em atender emergencialmente e construir soluções duradouras para os desafios enfrentados pela população mais vulnerável de Cuiabá”, concluiu Samantha.

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O prefeito Abilio Brunini também esteve presente no local, se solidarizando com as famílias, assim como tem feito desde o momento do alagamento.

A vice-prefeita e secretária de Assistência Social, cel. Vânia Rosa, a presidente da Câmara e vereadora, Paula Calil e o vereador Dilemário Alencar também participaram da ação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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