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Investimentos em Máquinas Autônomas Impulsionam Produtividade na Cultura da Laranja

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A Jacto, uma das líderes na fabricação de pulverizadores agrícolas no Brasil, está revolucionando a produtividade nos pomares de laranja por meio de investimentos em tecnologia autônoma. Os pulverizadores da linha JAV, equipados com tecnologia de posicionamento da Hexagon, têm mostrado um aumento de 30% na eficiência das operações de pulverização na produção de laranja.

Tecnologia de Autonomia no Campo

Esses pulverizadores de alto nível de autonomia não exigem a presença de um operador em cada unidade. A operação é realizada remotamente através de um tablet, com o operador planejando a tarefa, demarcando a área e supervisionando o funcionamento. Segundo Sérgio Sartori Júnior, Diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Jacto, essa inovação representa um marco no cenário agrícola brasileiro, já que o desenvolvimento de máquinas autônomas ainda é uma etapa inicial, devido à sua complexidade e desafios relacionados à segurança.

A tecnologia de posicionamento, essencial para garantir a precisão no controle das máquinas, é destacada por Bernardo de Castro, VP de Estratégia Agrícola da Hexagon. Ele observa que o aumento da produtividade nos pomares brasileiros pode fortalecer ainda mais a posição do Brasil como um dos principais exportadores de laranja do mundo. O Brasil cultiva anualmente mais de 16 milhões de toneladas de laranja em uma área de 500 mil hectares.

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Autonomia e Eficiência no Campo

Para os produtores rurais, adotar a autonomia significa mais do que aumento de produtividade. “As máquinas operam sem interrupções, permitindo que os operadores ajustem turnos de trabalho e fiquem no campo apenas para monitorar eventos imprevistos, o que torna o trabalho mais saudável e complexo”, explica Sérgio.

A escassez de mão de obra qualificada no campo, que tem sido uma preocupação crescente, também é atenuada com a introdução da tecnologia. De acordo com o IBGE, entre 1996 e 2017 houve uma queda de 1,4 milhão de pessoas ocupadas na agricultura brasileira. Sérgio ressalta que a automação no campo pode atrair novas gerações, mais interessadas em formação acadêmica e em carreiras no setor agrícola. “A função de supervisor de máquinas autônomas é mais atraente, menos penosa e oferece uma remuneração melhor. A tecnologia transforma a fazenda em um negócio comercial que exige gestão profissional”, completa.

Parceria para Desenvolvimento de Tecnologia

A colaboração entre Jacto e Hexagon começou há oito anos, com a Jacto buscando expandir seu portfólio de tecnologias de posicionamento. Desde então, todas as máquinas da empresa saem de fábrica equipadas com soluções de posicionamento da Hexagon, como a antena SMART7 e a SMART2, melhorando a precisão das operações no campo. Recentemente, a Jacto obteve bons resultados ao combinar duas antenas, o que aumentou a precisão do posicionamento e melhorou o desempenho das máquinas autônomas, especialmente em lavouras com velocidades reduzidas ou equipamentos parados.

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Correção de Sinal para Maior Precisão

A tecnologia GNSS (Sistema Global de Navegação por Satélite), quando combinada com soluções de correção de sinal, minimiza os erros de posicionamento, garantindo operações mais precisas e consistentes. A Jacto oferece aos produtores o TerraStar, uma tecnologia de correção de sinal que reduz a margem de erro de até 50 para apenas 2 centímetros, garantindo ainda mais precisão nas operações agrícolas. “Embora a tecnologia de correção de sinal seja opcional, os produtores que a experimentam não voltam atrás, pois percebem claramente os benefícios”, conclui Sérgio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

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A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

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Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

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A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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