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Crescimento do Mercado de Bioinsumos no Brasil: 15% em 2023/2024

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O mercado de bioinsumos no Brasil registrou um crescimento de 15% na safra 2023/2024 em comparação com o período anterior, alcançando um volume de aproximadamente R$ 5 bilhões. A informação foi compartilhada por Franklin Almeida, Consultor de Fertilizantes da Coopercitrus, durante o Fórum de Bioinsumos realizado pela CropLife, em Brasília, no dia 6 de novembro. O evento reuniu especialistas e representantes do setor para discutir os avanços e os desafios do mercado em ascensão.

Expansão Rápida e Sustentabilidade no Manejo Agrícola

Os bioinsumos, que englobam produtos como controle biológico de pragas, inoculantes, bioestimulantes e solubilizadores, têm ganhado destaque como soluções sustentáveis e eficazes no manejo agrícola. Nos últimos três anos, o mercado brasileiro tem apresentado um crescimento médio anual de 21%, quatro vezes superior à média global. O Estado de Mato Grosso lidera o consumo nacional, respondendo por um terço da demanda total do país.

Projeções Globais e Destaque para as Culturas Principais

No cenário global, o setor de bioinsumos apresenta um grande potencial, com estimativas indicando que o valor de mercado pode alcançar US$ 45 bilhões até 2032. A taxa de crescimento anual esperada para o segmento gira entre 13% e 14%. As principais culturas impulsionadoras desse crescimento são soja, milho e cana-de-açúcar, que desempenham papel crucial na expansão dessa indústria.

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O Que São Bioinsumos?

Bioinsumos são produtos, processos ou tecnologias originadas de fontes vegetais, animais ou microbianas, utilizadas na produção, armazenamento e beneficiamento de produtos agropecuários, sistemas aquáticos ou florestas plantadas. Esses insumos promovem o crescimento e o desenvolvimento de plantas, animais e microrganismos, interagindo de maneira benéfica com processos físico-químicos e biológicos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Hereford e Braford: provas de eficiência reforçam seleção genética para uma pecuária mais produtiva e sustentável

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A busca por uma pecuária mais eficiente e sustentável ganhou novos avanços com a apresentação dos resultados das Provas de Eficiência Alimentar (PEA) e de Emissão de Gases (PEG) das raças Hereford e Braford. Os dados foram divulgados durante um dia de campo realizado na última segunda-feira (29), na sede da Embrapa Pecuária Sul, em Bagé (RS), reunindo criadores, pesquisadores, técnicos e representantes do setor.

Além de apresentar o desempenho dos animais avaliados, o evento destacou o papel da genética na redução dos custos de produção e na diminuição das emissões de metano, fatores cada vez mais relevantes para a competitividade da pecuária brasileira.

Avaliação mediu desempenho, consumo e emissão de metano

Na edição de 2026, foram avaliados 31 animais oriundos de diferentes criatórios do Rio Grande do Sul, sendo 15 exemplares da raça Hereford e 16 da raça Braford.

As provas analisaram indicadores como:

  • ganho de peso;
  • consumo alimentar;
  • eficiência produtiva;
  • consumo alimentar residual;
  • emissão de metano.

As informações permitem identificar animais capazes de produzir mais carne consumindo menos alimento e emitindo menor volume de gases de efeito estufa.

Braford teve Retiro do Ouro como destaque

Na categoria Braford, o melhor desempenho foi do animal C0021, pertencente à P.A.P Namur Paixão Suñé, da propriedade Retiro do Ouro.

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O segundo lugar ficou com D079, de Sérgio Renato Dias Barbieri, da Fazenda Santa Prenda, enquanto a terceira colocação foi conquistada pelo FIV T5610, de Ney Artur Azambuja, da Fazenda Santa Tereza.

Hereford premiou genética de alto desempenho

Entre os Hereford, o primeiro lugar foi conquistado pelo animal 1335, de Vitor Leston e Jacques Rodrigues Leston, da Agropecuária Dom Vitor.

Na sequência ficaram:

  • X44, de Miguel Vargas Chuy, da Cabanha Don Angélico, em segundo lugar;
  • TE L06, de Gonçalo Neves Correia, da Fazenda Casuarinas, em terceiro.
Eficiência alimentar reduz custos e fortalece sustentabilidade

Segundo o gerente executivo da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Felipe Azambuja, as avaliações unem dois dos principais desafios da pecuária moderna: aumentar a rentabilidade e reduzir os impactos ambientais.

De acordo com ele, identificar animais que apresentam menor consumo alimentar para produzir a mesma quantidade de carne representa um importante avanço para os sistemas produtivos.

“Identificar linhagens que consumam menos para produzir o mesmo quilo de carne significa encontrar animais mais sustentáveis e que custem menos dentro do sistema de produção”, destacou.

Emissão de gases passa a integrar seleção genética

A Prova de Emissão de Gases foi conduzida paralelamente à Prova de Eficiência Alimentar, permitindo que os pesquisadores mensurassem a emissão de metano dos animais durante todo o período de avaliação nutricional.

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A integração entre as duas análises amplia a capacidade de identificar linhagens geneticamente superiores, combinando produtividade com menor impacto ambiental.

Dados servirão de base para novas DEPs

As informações obtidas durante as avaliações serão utilizadas na construção de uma população de referência das raças Hereford e Braford.

Essa base permitirá o desenvolvimento das Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs) para características como eficiência alimentar, consumo alimentar residual e emissão de gases, ferramentas fundamentais para orientar a seleção de reprodutores.

Segundo Felipe Azambuja, a expectativa é que esses indicadores estejam disponíveis futuramente para todos os criadores, ampliando o acesso à genética voltada para eficiência produtiva e sustentabilidade.

Programação reuniu pesquisadores e produtores

Além da divulgação dos resultados das provas, o dia de campo contou com palestras técnicas sobre eficiência alimentar, emissão de metano e estratégias nutricionais para maximizar a expressão do potencial genético dos animais.

A iniciativa reforça a importância da integração entre pesquisa, inovação e produtores para acelerar o desenvolvimento de uma pecuária cada vez mais eficiente, rentável e alinhada às exigências dos mercados nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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