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Desempenho das Pastagens no Rio Grande do Sul: Resultados Positivos em Diversas Regiões

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O Informativo Conjuntural da Emater/RS, divulgado nesta quinta-feira (2), ressalta o bom desempenho das pastagens no Rio Grande do Sul, especialmente as forrageiras de verão. Embora a irregularidade das chuvas tenha trazido desafios, as pastagens têm se desenvolvido positivamente em diversas regiões administrativas do estado.

Forrageiras e Campos Nativos: Desempenho Favorável

As pastagens de verão, tanto anuais quanto perenes, apresentam bom desenvolvimento, embora em algumas áreas seja necessário um intervalo maior entre os pastejos devido à escassez de água. As forrageiras perenes têm mostrado resultados superiores às anuais, e os campos nativos, especialmente em solos rasos e rochosos, retomaram seu crescimento, garantindo alimento suficiente para os rebanhos.

Destaques Regionais do Desempenho das Pastagens
  • Bagé: As pastagens apresentam bom desenvolvimento, mas a falta de chuvas regulares limita seu pleno potencial.
  • Caxias do Sul: O clima favorável, com solos úmidos e temperaturas elevadas, beneficia as forrageiras anuais, perenes e os campos nativos.
  • Frederico Westphalen: As pastagens anuais estão em crescimento, com algumas áreas já em uso para pastejo.
  • Ijuí: A produção de massa verde e forragem de alta qualidade é alta, com desenvolvimento satisfatório das forrageiras anuais e perenes.
  • Lajeado: A regularidade das chuvas tem impulsionado o excelente desempenho das pastagens de verão, com uma recuperação acima do esperado em áreas afetadas por enchentes.
  • Passo Fundo: O campo nativo apresenta ótimo desenvolvimento, embora ainda exija roçadas para o controle de plantas invasoras.
  • Pelotas: Forrageiras anuais, perenes e campos nativos garantem uma boa oferta de alimento para os rebanhos bovinos e ovinos.
  • Porto Alegre: A alternância entre chuvas e dias ensolarados favorece significativamente o desenvolvimento das pastagens.
  • Santa Maria: As pastagens de verão, como tifton, capim aruana e jiggs, além dos campos nativos, estão se desenvolvendo adequadamente, garantindo uma boa oferta de forragem.
  • Santa Rosa: Novas áreas com capim sudão estão sendo implantadas, com complementação alimentar de silagem e feno.
  • Soledade: As pastagens perenes e os campos nativos apresentam um rebrote satisfatório devido à umidade do solo, enquanto as pastagens anuais demonstram excelente desempenho vegetativo.
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O panorama geral é de um desenvolvimento positivo das pastagens no estado, com variações regionais, mas com boas perspectivas para a alimentação dos rebanhos ao longo de 2025.

Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño 2026 deve aumentar umidade dos grãos e elevar risco de perdas na safra de inverno no Sul

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O retorno do fenômeno climático El Niño ao cenário agrícola de 2026 já preocupa produtores de culturas de inverno no Sul do Brasil. Com probabilidade de até 87% de formação no segundo semestre, o evento deve provocar aumento das chuvas durante fases decisivas do ciclo produtivo, afetando diretamente lavouras de trigo, cevada, aveia e canola.

Levantamento da MOTOMCO mostra que o excesso de umidade já começa a impactar as projeções para a próxima safra de trigo no Rio Grande do Sul. A análise, baseada em mais de 8 mil cargas monitoradas pelo Sistema de Gestão de Umidade (SGU), aponta que o teor médio de umidade dos grãos no recebimento deve subir de 16,7% para 17,5%, avanço estimado em 4,8% sobre o ciclo anterior.

Além do aumento da umidade, os dados indicam retração na área plantada de trigo em uma cooperativa gaúcha. A redução estimada é de 17%, reflexo das adversidades climáticas registradas ao longo da temporada. A produtividade também tende a cair: a projeção atual é de 2.742 kg por hectare, abaixo dos 3.230 kg/ha registrados anteriormente.

Segundo o engenheiro agrônomo da MOTOMCO, Roney Smolareck, o principal desafio em anos de El Niño está na imprevisibilidade operacional no campo.

“O produtor deixa de trabalhar com uma janela bem definida e passa a lidar com decisões muito mais rápidas. Quando não há informação precisa, ele acaba reagindo ao clima, e não se antecipando a ele, o que normalmente resulta em perda de qualidade e de valor”, afirma.

Excesso de chuva aumenta risco de doenças e perda de qualidade

Historicamente, o Sul do Brasil sofre com excesso de precipitações durante eventos de El Niño, enquanto regiões do Norte e parte do Centro-Oeste podem enfrentar redução no volume de chuvas.

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De acordo com Smolareck, o comportamento climático varia conforme a região, exigindo monitoramento contínuo por parte do produtor rural.

“O Brasil é muito grande para tratar o El Niño como um padrão único. O excesso de chuva em uma região pode significar escassez em outra. Por isso, o produtor precisa acompanhar o comportamento climático regional e monitorar o cenário constantemente”, explica.

Nas culturas de inverno, o excesso de umidade durante o desenvolvimento da lavoura pode comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade final dos grãos.

“O aumento das chuvas favorece doenças fúngicas, amplia a incidência de grãos ardidos e manchados e reduz indicadores importantes de qualidade, como o peso hectolitro. Em situações mais severas, pode ocorrer germinação ainda na espiga ou na panícula”, destaca o agrônomo.

Outro impacto importante ocorre na operação de colheita. O solo excessivamente úmido reduz a janela operacional e dificulta a entrada de máquinas nas lavouras, obrigando muitos produtores a anteciparem a colheita com umidade acima do ideal para evitar perdas ainda maiores no campo.

Armazenagem também entra no radar das perdas financeiras

Os reflexos do El Niño não se limitam às lavouras. O pós-colheita também exige atenção redobrada, principalmente na armazenagem dos grãos.

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Segundo estimativas da MOTOMCO, uma pequena variação de apenas 0,05% na medição de umidade em um silo com capacidade para 70 mil sacas de trigo pode gerar perdas equivalentes a todo esse volume ao longo da operação.

Considerando o preço médio da saca de trigo no Rio Grande do Sul em torno de R$ 75,84, o prejuízo potencial pode alcançar aproximadamente R$ 265 mil em apenas um silo.

Para Smolareck, a precisão na medição da umidade passa a ser estratégica em anos de maior instabilidade climática.

“O produtor passa meses conduzindo a lavoura e erra justamente no momento mais crítico, que é a colheita, por falta de informação. Muitas vezes ele só percebe o impacto da umidade depois da entrega do produto”, afirma.

“Em anos de El Niño, a diferença entre lucro e prejuízo começa na precisão da medição da umidade”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

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