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Equipes flagram cerca de 20 tipos de medicamentos vencidos na Bem-Estar Animal 

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A nova equipe da Bem-Estar Animal, que será liderada pela médica veterinária Andrea Janaína, encontrou cerca de 20 tipos de medicamentos vencidos no estoque da secretaria, localizada no bairro Ribeirão do Lipa. Entre eles, vermífugos, vitaminas, anti-inflamatório, remédio para vômito e dor no ouvido, entre outros. Para ter uma ideia, o quantitativo do vermífugo Petzi Plus, 20 caixas, seria suficiente para a primeira dose de quase 400 animais com porte de 10 kg.

Não há como avaliar se foram adquiridos com recursos próprios ou por meio de doação, portanto não é possível mensurar os valores correspondentes aos medicamentos desperdiçados. A nova gestão atuará com precisão para evitar que situações semelhantes aconteçam.

O montante parece pouco, mas é considerado de grande significância, tendo em vista o porte do canil, sendo de tamanho médio. No que diz respeito ao descarte, as providências já foram tomadas e os medicamentos devidamente identificados e separados.

Entre os medicamentos estão: Petzi Plus comprimidos, Petzi Puppie, Pentabiótico, Glicopan Gold, Caboxin 8g, Flamavet 0,2mg comprimidos, Cortizol 10 mg, Vonau 5mg/ml, Ostoporin, entre outros. Do Petzi Plus são 94 caixas com quatro comprimidos cada, equivalente a 376 comprimidos, suficiente para a primeira dose de 376 animais. Os demais são em quantidades variáveis e proporção menor.

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Questionada sobre o fato de estar no armário, ou que poderia estar ali até serem removidos e descartados corretamente, Andrea explicou que, quando separado, deve ser retirado do armário e identificado que está vencido, o que não teria sido feito. “É inadmissível que se perca qualquer medicamento. Travamos uma luta diária pelo sustento e manutenção da saúde dos pets, todo medicamento é valioso. Houve um pouco descuido no trato com a situação”, afirma Andrea Janaína, que assumiu a BEA na gestão do prefeito Abílio Brunini..

SEM PREJUÍZO

Atualmente estão sob cuidados da Bem-Estar Animal 74 cães e 12 gatos. Entre eles alguns animais com características de leishmaniose e um animal que precisa de atenção porque está com um tumor.

“Os animais estão numa boa condição física, temos ração suficiente para cerca de 90 dias, medicamentos básicos para o atendimento, vacinas”, afirma Andrea.

Apesar de não prejudicar o atendimento dos animais, os medicamentos vencidos poderiam ter sido aproveitados junto aos protetores de animais cadastrados.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Déficit de armazenagem em Mato Grosso impulsiona uso de silo bolsa e reforça autonomia do produtor na safra de grãos

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O avanço da produção de grãos em Mato Grosso, impulsionado por safras recordes consecutivas, tem intensificado um dos principais gargalos estruturais do agronegócio brasileiro: a insuficiência de armazenagem nas propriedades rurais e nas estruturas públicas e privadas. O descompasso entre produção e capacidade de estocagem tem pressionado a logística, elevado custos e reduzido o poder de negociação dos produtores.

Atualmente, a capacidade de armazenagem de grãos no Brasil é estimada em cerca de 225 milhões de toneladas, volume ainda insuficiente diante da produção nacional. O cenário obriga grande parte da safra a ser escoada imediatamente após a colheita, o que gera filas em unidades recebedoras, aumento do custo do frete e maior dependência de compradores no momento da entrega.

Mato Grosso concentra maior produção, mas enfrenta déficit estrutural

Mesmo sendo o maior produtor de grãos do país, Mato Grosso também convive com limitações significativas em sua infraestrutura de armazenagem. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o estado possui capacidade instalada de cerca de 57,9 milhões de toneladas.

Esse volume representa aproximadamente 52% da produção total de grãos do estado, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), chegando a 56% quando consideradas apenas as culturas de soja e milho. O resultado é um déficit estimado em 45,28 milhões de toneladas, evidenciando um gargalo estrutural persistente.

Silo bolsa ganha espaço como alternativa nas propriedades rurais

Diante desse cenário, o uso do silo bolsa tem se consolidado como alternativa prática e de menor custo para armazenagem temporária dentro das fazendas, especialmente durante o pico da colheita.

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O vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, destaca que a falta de estrutura adequada impacta diretamente a autonomia do produtor.

“Quando chega o momento da colheita, o produtor muitas vezes não tem onde armazenar a produção. Em várias cidades há poucos armazéns e todos colhem no mesmo período, o que gera filas e atraso na logística. Isso afeta a colheita, reduz produtividade e compromete a rentabilidade, deixando o produtor dependente do mercado no momento da entrega”, explica.

Segundo ele, a ausência de estrutura própria impede o produtor de escolher o melhor momento de venda, reduzindo margens de negociação.

Baixo custo e flexibilidade impulsionam adoção da tecnologia

Ainda segundo Gilson Antunes, o silo bolsa se tornou uma das soluções mais viáveis diante do déficit de armazenagem.

“O silo bolsa se encaixa perfeitamente nesse cenário. Ele tem custo de implantação mais baixo, mantém a qualidade dos grãos e permite que o produtor segure a produção até um momento mais favorável de mercado, o que normalmente resulta em melhores preços”, afirma.

A solução é especialmente utilizada na segunda safra, quando a concentração da colheita aumenta a pressão sobre a infraestrutura existente.

Produtor destaca ganhos em rentabilidade e autonomia

O produtor rural de Campos de Júlio (MT), Ivo Frohlich Júnior, relata que a adoção do silo bolsa trouxe mudanças importantes na estratégia de comercialização do milho.

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Segundo ele, a principal vantagem está na possibilidade de venda em momentos mais favoráveis do mercado, especialmente na entressafra.

“Na entressafra, conseguimos preços melhores, o que compensa os custos do sistema. Além disso, o silo bolsa reduz gastos com frete e armazenagem em estruturas de terceiros, garantindo mais autonomia para negociar com diferentes compradores”, explica.

O produtor destaca ainda que a ferramenta reduz a dependência de tradings e amplia o poder de decisão dentro da propriedade.

“O produtor ganha liberdade para vender quando quiser e para quem quiser. Isso evita perdas de margem e melhora a gestão da produção”, complementa.

Ferramenta estratégica, mas desafio estrutural permanece

Apesar da expansão do uso do silo bolsa, especialistas e entidades do setor reforçam que a solução é complementar e não substitui a necessidade de investimentos em armazenagem fixa.

O crescimento contínuo da produção agrícola no estado mantém o desafio estrutural em evidência, com a necessidade de ampliação da capacidade de estocagem como uma das pautas estratégicas para o fortalecimento da competitividade do agronegócio mato-grossense.

Enquanto isso, o silo bolsa segue como uma alternativa essencial para garantir fluidez à colheita, reduzir gargalos logísticos e ampliar a autonomia do produtor rural no momento de comercialização da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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