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Prefeitura de Cuiabá entrega primeira unidade da Casa do Mel Móvel

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A Prefeitura de Cuiabá entregou, na manhã deste sábado (21), a primeira unidade da Casa do Mel Móvel. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (SMATED), busca facilitar o transporte e a comercialização dos produtos derivados do mel na capital. Mais de quarenta apicultores serão beneficiados pelo projeto.

O prefeito Emanuel Pinheiro destacou o compromisso da gestão em fomentar a apicultura na cidade. “A entrega da Casa do Mel hoje é a realização de um sonho coletivo. Estamos atuando, por meio do programa Agro da Gente, para auxiliar os apicultores com cursos que abrangem desde o manejo das abelhas até a extração do mel, além da entrega de kits completos para a prática e equipamentos de proteção individual (EPIs) com tecnologia de ponta, garantindo a segurança dos produtores. Hoje celebramos esse compromisso. Com esse serviço móvel, os agricultores terão mais praticidade para comercializar seus produtos e contribuir ainda mais com a economia local”, afirmou o gestor.

A Casa do Mel Móvel é uma unidade itinerante para extração, beneficiamento, decantação e envase do mel e seus derivados. O espaço conta com uma mesa desoperculadora de 32 quadros, dois decantadores, setor de higienização e uma embaladora, atendendo apiários de diversas regiões do município. Essa estrutura facilita o acesso à industrialização dos produtos apícolas.

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Além disso, a Casa do Mel Móvel possui o Selo de Inspeção Municipal (SIM), que é o primeiro passo para que a cooperativa responsável possa, futuramente, obter os selos de inspeção estadual e federal. O projeto foi desenvolvido seguindo rigorosamente todas as normas técnicas exigidas.

Por exemplo, as paredes e os painéis isotérmicos são projetados para atender padrões de frigoríficos e abatedouros. Os equipamentos são de aço inox, material que garante a segurança alimentar. A estrutura também conta com sistemas impermeáveis e pisos dentro das especificações técnicas.

Outro ponto de destaque é a ausência de quinas ou pontas, com paredes abauladas para evitar o acúmulo de sujeira. O layout interno é setorizado: as caixas de mel entram pela chamada “área suja”, passam por isolamento e seguem para a área de produção. O acesso à área de produção exige passagem por um setor de higienização, de onde o mel é encaminhado ao envase.

“Essa estrutura, planejada em parceria com o departamento de inspeção, assegura que o mel processado seja puro, de alta qualidade e em conformidade com as normas técnicas e ambientais. A Casa do Mel foi concebida com essa visão, garantindo o cumprimento de todas as exigências”, explicou o secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo.

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A iniciativa integra o programa Agro da Gente, lançado em 28 de junho de 2021, com o objetivo de fortalecer as cadeias produtivas no perímetro rural de Cuiabá, incluindo a apicultura. O projeto é respaldado pela Lei nº 6.809/22, que assegura aos pequenos produtores acesso a políticas públicas voltadas ao aumento da renda e à melhoria da qualidade de vida no campo.

“Essa entrega era aguardada há mais de um ano. É muito importante para nós, apicultores, porque agora poderemos beneficiar nosso mel de acordo com todas as exigências estabelecidas”, destacou o apicultor Jurandir Nascimento.

Os produtores participaram de capacitações técnicas, com aulas teóricas e práticas sobre o manejo das abelhas e a coleta do mel. O objetivo é aprimorar os resultados alcançados pelos apicultores.

O programa Agro da Gente também aposta no cooperativismo como forma de estruturar a comercialização do mel. Com esse propósito, foi criada a Cooperativa Cuiabana de Apicultores (COOPABEL), composta por apicultores que produzem mel puro e derivados de alta qualidade, devidamente certificados e em conformidade com as normas dos órgãos de controle. A cooperativa busca garantir a segurança dos consumidores e fortalecer a apicultura local.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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