AGRONEGÓCIO

Preços do Milho Registram Queda no Brasil, Mas Demanda Apresenta Sinais de Fraqueza

Publicado em

O mercado de milho no Brasil apresentou uma semana de queda nos preços, refletindo uma diminuição da liquidez à medida que o fim de ano se aproxima. Segundo a Safras Consultoria, a falta de novos compradores tem sido um fator determinante, uma vez que os consumidores alegam estar bem abastecidos de estoques para o período de transição de ano.

Embora os produtores continuem cautelosos ao liberar grandes volumes de oferta para venda, a alta do dólar frente ao real contribuiu para um aumento da paridade de exportação nos portos, embora ainda seja necessário liberar espaço nos armazéns para a chegada da safra recorde de soja, o que pressionou os preços para baixo em algumas localidades. Além disso, a expectativa é de que o clima melhore nas áreas produtoras, o que pode beneficiar as lavouras de milho.

No mercado internacional, a Bolsa de Chicago registrou volatilidade, com altas impulsionadas pela boa demanda pelo milho norte-americano. No entanto, o clima favorável ao cereal na América do Sul contribuiu para um cenário de preços mais baixos.

Leia Também:  Mutirão Fiscal é prorrogado para regularização de débitos municipais em Cuiabá
Preços Internos

No Brasil, o preço médio da saca de milho foi cotado a R$ 71,07 em 19 de dezembro, marcando uma queda de 0,87% em relação aos R$ 71,69 registrados na semana anterior. No mercado disponível, em Cascavel, Paraná, o preço permaneceu estável a R$ 69,00.

Em Campinas/CIF, o valor da saca caiu 1,95%, passando de R$ 77,00 para R$ 75,50. Na região da Mogiana paulista, a cotação do milho recuou 2,63%, de R$ 76,00 para R$ 74,00. Em Rondonópolis, Mato Grosso, o preço seguiu em R$ 68,00 por saca, enquanto em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço caiu 1,33%, de R$ 75,00 para R$ 74,00.

Em outras localidades, como Uberlândia, Minas Gerais, e Rio Verde, Goiás, o preço manteve-se inalterado em R$ 67,00 por saca.

Exportações de Milho

As exportações de milho do Brasil geraram uma receita de US$ 502,34 milhões em dezembro (nos primeiros 10 dias úteis), com uma média diária de US$ 50,23 milhões. A quantidade total exportada foi de 2,37 milhões de toneladas, com uma média diária de 237,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 211,80.

Leia Também:  FGV: Brasil tem menor nível de incerteza econômica desde 2017

Em comparação com dezembro de 2023, houve uma queda de 27% no valor médio diário da exportação, uma perda de 21,8% na quantidade média exportada e uma desvalorização de 6,7% no preço médio da tonelada. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, destacando uma redução nas exportações do cereal, tanto em volume quanto em valor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

Published

on

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

Leia Também:  Pecuária de corte, milho e cana impulsionam VBP de Alagoas, Paraíba e Sergipe em 2023

As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

Leia Também:  Ibovespa abre sem direção clara com foco nos balanços corporativos e IPCA

No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA