AGRONEGÓCIO

Corte no Leite: Estratégia Genética Aumenta Rentabilidade para Produtores de Leite

Publicado em

A busca por maior rentabilidade no setor de leite tem levado os produtores brasileiros a adotar uma estratégia genética inovadora, popular nos Estados Unidos e na Europa: o uso de sêmen de corte no rebanho leiteiro. Por meio do cruzamento de vacas leiteiras com touros de corte, os produtores geram animais de corte, que apresentam alta demanda pela indústria, trazendo um aumento significativo nos lucros.

A estratégia genética e seus benefícios

O uso da genética de corte no leite ganhou força com a introdução da genética sexada de fêmea, utilizada para a reposição das melhores vacas leiteiras. No entanto, os produtores começaram a enfrentar um excedente de fêmeas, o que gerou altos custos para a cria e recria desses animais. Para resolver esse problema, a opção de cruzamento industrial com genética de corte surgiu como uma alternativa vantajosa.

Marcelo Selistre, Gerente de Produto e Projetos Corte Europeu da ABS, explica que a estratégia se tornou viável após o uso massivo da genética sexada. Ele destaca que a solução oferece aos produtores de leite uma maneira de maximizar a rentabilidade do rebanho, utilizando vacas de menor desempenho para a produção de animais de corte.

Leia Também:  Netflix aumenta os valores dos planos de assinatura; veja os novos preços
Programa Beef InFocus: mais rentabilidade com genética de corte

O programa Beef InFocus foi desenvolvido pela ABS para atender à demanda crescente por esse tipo de cruzamento. A partir de um rigoroso processo de análise de dados de reprodução, o programa permite que os produtores definam um percentual de uso de genética sexada para reposição e cruzamento industrial com genética de corte para vacas de baixo desempenho.

Antes de serem incluídos no programa, os reprodutores passam por uma avaliação rigorosa, que leva em conta mais de 5,5 milhões de registros de fertilidade e 1,5 milhão de eventos de parto. Esses dados garantem que todos os reprodutores atendam aos padrões exigidos, tanto para o produtor de leite, com foco em fertilidade e facilidade de parto, quanto para o produtor de carne, que busca ganho de peso, eficiência alimentar e qualidade da carcaça.

Resultados comprovados: maior lucratividade e eficiência

Em uma comparação direta, os animais provenientes do programa Beef InFocus garantiram R$640 a mais de lucro por cabeça em relação a uma progênie de Angus. Além disso, esses animais consumiram 0,5 kg a menos de ração por quilo ganho em comparação ao Angus, atingindo o peso de abate três semanas antes. Esse ganho de tempo resultou em mais de 10% de economia nos custos de confinamento. As carcaças também apresentaram qualidade superior, com maior peso e melhor acabamento de gordura, superando a média da indústria.

Leia Também:  Prefeito recebe o poeta e historiador Moisés Martins na véspera do aniversário de Cuiabá

Laís Grigoletto, Gerente de Serviços Genéticos da ABS, reforça o compromisso da empresa com a validação de desempenho. “Nosso compromisso com a validação de performance é essencial para garantir que a genética Beef InFocus seja confiável e eficaz, proporcionando melhores resultados ao produtor”, afirma.

Conclusão: inovação e rentabilidade para o setor leiteiro

O programa Beef InFocus tem se mostrado uma solução eficiente e confiável para os produtores de leite que buscam aumentar sua rentabilidade. Ao integrar genética de corte ao rebanho leiteiro, a estratégia não apenas melhora os lucros, mas também contribui para a eficiência e a sustentabilidade da produção. Com resultados comprovados e um processo rigoroso de validação, a ABS se consolida como uma parceira fundamental para a evolução do setor agropecuário brasileiro.

Beef InFocus

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Egito e África do Sul dominam mercado global de laranja de mesa e ampliam pressão sobre concorrentes

Published

on

O mercado global de laranja de mesa passa por uma profunda transformação. Impulsionados pelo crescimento da produção, ganhos de competitividade e expansão das exportações, Egito e África do Sul consolidaram sua liderança no comércio internacional da fruta fresca e devem responder por quase 69% das exportações mundiais em 2026.

Levantamento da CitrusBR, com base nos relatórios anuais Citrus: World Markets and Trade do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mostra que os dois países adicionaram cerca de 300 milhões de caixas de 40,8 quilos ao mercado global entre 2010 e 2026.

O avanço evidencia uma mudança estrutural no setor citrícola mundial, com novos protagonistas ocupando espaços historicamente dominados por grandes exportadores tradicionais.

Participação global cresce de 48% para quase 69%

Em 2010, o comércio internacional de laranja de mesa movimentava aproximadamente 97,9 milhões de caixas. Naquele período, Egito e África do Sul exportavam juntos 47,6 milhões de caixas, o equivalente a 48,6% do mercado global.

Para 2026, a expectativa é que as exportações mundiais alcancem 121,1 milhões de caixas, crescimento de 23,6% em relação a 2010. Desse total, os dois países africanos deverão embarcar 83,3 milhões de caixas, ampliando sua participação para quase 69% do comércio global.

Enquanto isso, o chamado “Resto do Mundo” perdeu espaço. O grupo formado por exportadores tradicionais, incluindo Estados Unidos, países europeus, Turquia e Marrocos, deverá reduzir suas exportações de 50,3 milhões para 37,8 milhões de caixas no mesmo período.

Greening e clima reduzem competitividade dos Estados Unidos

A retração dos concorrentes foi determinante para o crescimento dos países africanos.

Nos Estados Unidos, a disseminação do greening nos pomares da Flórida e os eventos climáticos adversos na Califórnia provocaram forte queda na produção e nas exportações. Os embarques americanos, que somavam 18,3 milhões de caixas em 2010, devem recuar para apenas 8 milhões de caixas em 2026, uma redução de 56%.

Leia Também:  Arroz de leite (arroz doce)

A Europa também enfrenta desafios significativos. Secas prolongadas, restrições hídricas e doenças nos pomares contribuíram para uma redução de quase 14 milhões de caixas na produção ao longo dos últimos anos.

Com menor disponibilidade de fruta para exportação, os produtores europeus perderam competitividade no mercado internacional, abrindo espaço para novos fornecedores.

África do Sul amplia produção e conquista novos mercados

A África do Sul foi uma das maiores beneficiadas pela reorganização do comércio mundial de laranjas.

Segundo o USDA, a produção sul-africana avançou de 35 milhões para 46,5 milhões de caixas entre 2010 e 2026, crescimento de aproximadamente 33%.

As exportações apresentaram desempenho ainda mais expressivo, saltando de 23,1 milhões para 36,7 milhões de caixas, avanço de 60%.

Além da União Europeia, tradicional destino da fruta sul-africana, mercados como China, Rússia e Estados Unidos passaram a desempenhar papel estratégico para o setor exportador do país.

Egito fortalece competitividade e acelera expansão internacional

O Egito também consolidou sua ascensão como potência exportadora de laranja de mesa, especialmente a partir de 2016.

A expansão foi impulsionada por fatores como desvalorização cambial, acordos comerciais com tarifas preferenciais, custos de produção mais competitivos, incentivos governamentais e linhas de financiamento apoiadas por parceiros europeus.

Esse conjunto de medidas permitiu ao país ampliar rapidamente sua participação nos mercados internacionais e fortalecer sua posição entre os maiores exportadores globais de frutas frescas.

Leia Também:  Holding familiar garante segurança jurídica para sua família e patrimônio
Avanço africano também impacta mercado de suco de laranja

Embora o Brasil permaneça como líder absoluto na produção e exportação de suco de laranja, o crescimento de Egito e África do Sul acende um alerta para a cadeia citrícola global.

Segundo análise da CitrusBR, enquanto os dois países ampliaram sua presença no segmento de fruta fresca, o Brasil deixou de exportar aproximadamente 570 milhões de caixas de laranja na forma de suco ao longo do período analisado.

De acordo com o diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, a expansão egípcia merece atenção especial por envolver não apenas a exportação de fruta in natura, mas também o aumento da capacidade de processamento.

“Enquanto a África do Sul concentrou seus esforços no mercado de fruta fresca, o Egito ampliou sua presença tanto nas exportações de laranja de mesa quanto no processamento industrial, tornando-se um concorrente cada vez mais relevante, especialmente no mercado europeu”, destaca.

Mercado acompanha crescimento da indústria egípcia

As projeções do USDA indicam que o Egito deverá processar cerca de 22 milhões de caixas de laranja nesta temporada, volume próximo ao total de fruta fresca exportada pelo país em 2010.

Caso as estimativas se confirmem, o mercado internacional poderá receber aproximadamente 78 mil toneladas equivalentes de suco de laranja provenientes do país africano.

O aumento da oferta ocorre em um momento de desaceleração da demanda global, cenário que reforça a competição entre os principais exportadores e amplia os desafios para a indústria citrícola mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA