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Governo Anuncia Novos Leilões de Contratos de Venda de Arroz para Impulsionar Produção Nacional

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Com o objetivo de diversificar, estimular e ampliar a produção de arroz no Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) dará continuidade aos leilões de contratos de opção de venda (COV) do grão. No próximo dia 20, sexta-feira, serão ofertados 16.241 contratos, cada um com volume de 27 toneladas. O leilão será realizado a partir das 9h (horário de Brasília) por meio do Sistema de Comercialização Eletrônico da Conab (Siscoe).

O diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos, destacou a importância da iniciativa diante da redução de áreas cultivadas com arroz nos últimos anos. “Nos últimos 15 anos, perdemos área de produção para outras culturas devido a questões como preço, rentabilidade, produtividade e até clima. Precisamos estimular a produção, e o governo dispõe de ferramentas para isso. Uma delas é garantir preços na comercialização, que é exatamente o propósito desses leilões”, afirmou.

Campos explicou ainda que os contratos funcionam como uma garantia para os produtores. “O produtor adquire o direito de vender o produto para o governo no próximo ano, mas, se o mercado oferecer melhores preços, ele pode optar por essa alternativa. É uma espécie de seguro, uma ferramenta moderna e eficiente”, detalhou.

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Detalhes dos Leilões

Ao todo, serão realizados seis leilões com o objetivo de proporcionar a opção de venda futura de arroz ao Governo Federal. Os três primeiros serão exclusivos para a agricultura familiar, abrangendo produtores rurais e cooperativas que possuam Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ou Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). Os três leilões seguintes estarão abertos a ampla concorrência, permitindo a participação de todos os produtores e cooperativas, inclusive os agricultores familiares.

Para participar, os interessados devem estar cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican), atender às exigências dos avisos específicos e estar vinculados a uma Bolsa de Cereais, Mercadorias e/ou Futuros.

Os contratos serão ofertados para produtores dos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins. As datas de vencimento variam conforme a localização:

  • 30 de julho de 2025: Minas Gerais e Paraná
  • 30 de agosto de 2025: Rio Grande do Sul e Santa Catarina
  • 30 de outubro de 2025: Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins
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Os valores de venda também estão definidos de acordo com os prazos de vencimento de cada contrato.

Investimento e Resultados Preliminares

Até o momento, a Conab já negociou 2.325 contratos. Para a execução dos leilões, o Governo Federal destinou à Companhia cerca de R$ 1 bilhão, com a meta de adquirir até 500 mil toneladas de arroz longo fino em casca, dos tipos 1 e 2, provenientes da safra 2024/2025.

A iniciativa reforça o compromisso do governo com a sustentabilidade da produção de arroz, buscando garantir segurança de preços para os agricultores e atender à demanda do mercado interno de forma competitiva e estruturada.

Informações sobre o Leilão

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua com avanço nas negociações entre EUA e Irã e inflação americana abaixo do esperado

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Dólar cai com redução das tensões geopolíticas

O dólar registrou queda nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento do otimismo em relação a um possível acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Segundo o analista Rich Asplund, da Barchart, a moeda americana perdeu força após notícias indicarem a possibilidade de extensão do cessar-fogo de duas semanas, com negociações podendo ser retomadas nos próximos dias.

Como reflexo, o índice do dólar (DXY) recuou 0,33%, atingindo o menor nível em seis semanas.

Inflação nos EUA abaixo das expectativas pressiona moeda

Outro fator relevante para a queda do dólar foi a divulgação do índice de preços ao produtor (PPI) dos Estados Unidos, que veio abaixo do esperado.

Os dados indicam que:

  • O PPI cheio subiu 0,5% no mês e 4,0% em relação ao ano, abaixo das projeções de 1,1% e 4,6%
  • O núcleo do PPI (excluindo alimentos e energia) avançou 0,1% no mês e 3,8% no ano, também abaixo das expectativas

Apesar de ainda indicar pressão inflacionária, o resultado mais fraco reforça a percepção de desaceleração, contribuindo para a desvalorização do dólar.

Expectativa de juros também pesa sobre a moeda americana

O dólar segue pressionado também por perspectivas menos favoráveis para os diferenciais de juros globais.

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De acordo com o analista, o Federal Reserve (Fed) pode realizar cortes de pelo menos 25 pontos-base em 2026, enquanto outros bancos centrais relevantes, como o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, podem seguir caminho oposto, com possíveis elevações de juros no mesmo período.

Esse cenário reduz a atratividade relativa da moeda americana frente a outras divisas.

Euro e iene avançam diante da fraqueza do dólar

Com o enfraquecimento do dólar, outras moedas ganharam força no mercado internacional.

O euro apresentou valorização, com o par EUR/USD atingindo a máxima em seis semanas, em alta de 0,37%. O movimento também foi favorecido pela queda de cerca de 5% nos preços do petróleo, fator positivo para a economia da zona do euro, que depende de importação de energia.

Já o iene japonês também se valorizou, com o par USD/JPY recuando 0,48%. Além da fraqueza do dólar, a moeda japonesa foi sustentada pela revisão positiva da produção industrial do Japão e pela queda nos preços do petróleo, importante para um país altamente dependente de energia importada.

Ouro e prata sobem com dólar fraco e busca por proteção

Os metais preciosos registraram forte valorização no dia, acompanhando o recuo do dólar.

O ouro e a prata avançaram, com destaque para a prata, que atingiu o maior nível em três semanas e meia.

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A queda do dólar tende a favorecer esses ativos, tornando-os mais atrativos globalmente. Além disso, a redução das preocupações inflacionárias pode abrir espaço para políticas monetárias mais flexíveis, outro fator de suporte para os metais.

Incertezas seguem sustentando demanda por ativos de segurança

Apesar do otimismo com possíveis avanços diplomáticos, o cenário internacional ainda apresenta riscos relevantes.

Entre os fatores que mantêm a demanda por ativos de proteção estão:

  • Tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã
  • Incertezas sobre políticas comerciais e tarifas americanas
  • Turbulências políticas internas nos EUA
  • Níveis elevados de déficit público

Além disso, medidas como o bloqueio naval no Estreito de Ormuz reforçam a percepção de risco global, sustentando o interesse por metais preciosos como reserva de valor.

Mercado global segue sensível a dados e geopolítica

O comportamento recente do dólar reflete um ambiente global altamente sensível tanto a indicadores econômicos quanto a eventos geopolíticos.

Nos próximos dias, a trajetória da moeda americana deve continuar atrelada à evolução das negociações no Oriente Médio, aos dados de inflação e atividade nos Estados Unidos e às expectativas sobre a política monetária das principais economias do mundo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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