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Comércio exterior brasileiro alcança US$ 11 bilhões na primeira semana de dezembro

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A balança comercial brasileira registrou uma corrente de comércio de US$ 11 bilhões na primeira semana de dezembro de 2024, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (9) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O valor resulta de exportações no montante de US$ 6 bilhões e importações de US$ 5 bilhões, gerando um superávit comercial de US$ 1 bilhão no período.

Balanço anual e comparativos mensais

Até o momento, em 2024, as exportações somam US$ 318 bilhões e as importações totalizam US$ 247 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 71 bilhões e uma corrente de comércio acumulada de US$ 566 bilhões.

No comparativo mensal, a média diária das exportações na primeira semana de dezembro de 2024 foi de US$ 1,191 bilhão, uma queda de 17,2% em relação a dezembro de 2023, quando a média foi de US$ 1,439 bilhão. Por outro lado, as importações apresentaram um crescimento de 2,1%, passando de uma média diária de US$ 973 milhões em dezembro de 2023 para US$ 993,6 milhões em igual período de 2024.

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A média diária da corrente de comércio na primeira semana de dezembro de 2024 alcançou US$ 2,185 bilhões, representando uma redução de 9,4% em comparação com dezembro de 2023. O saldo médio diário no mesmo período foi de US$ 197,83 milhões.

Desempenho por setor e produtos

Nas exportações acumuladas até a primeira semana de dezembro de 2024, o desempenho por setor, em relação à média diária do mesmo período do ano anterior, apresentou os seguintes resultados:

  • Agropecuária: queda de US$ 49,04 milhões (-18,9%);
  • Indústria Extrativa: queda de US$ 217,23 milhões (-56,7%);
  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 16,03 milhões (2,0%).

No mesmo período, as importações mostraram as seguintes variações:

  • Agropecuária: crescimento de US$ 3,58 milhões (18,9%);
  • Indústria Extrativa: queda de US$ 14,79 milhões (-32,9%);
  • Indústria de Transformação: crescimento de US$ 32,27 milhões (3,6%).

Os números refletem a dinâmica atual do comércio exterior brasileiro, influenciada por oscilações setoriais e pela evolução da demanda e oferta globais nos últimos meses.

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Balança Comercial Preliminar Parcial – 1° semana de dezembro/2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova rota pelo Pacífico pode reduzir custos logísticos e ampliar competitividade do agro de MT nas exportações

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O agronegócio de Mato Grosso pode ganhar uma nova alternativa estratégica para o escoamento da produção ao mercado internacional com a criação do Programa de Integração Produtiva e Logística Brasil–Bolívia–Pacífico. A iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) prevê a estruturação de corredores logísticos transfronteiriços com acesso aos portos do Oceano Pacífico, ampliando as opções de exportação do setor.

A portaria que institui o programa foi assinada na última terça-feira (23), em Brasília, pelo ministro da Agricultura, André de Paula, e marca um novo movimento de integração regional entre Brasil e Bolívia, com foco em competitividade logística e ampliação de mercados.

Mato Grosso deve ser um dos principais beneficiados

Maior produtor agropecuário do país e com extensa faixa de fronteira com a Bolívia, Mato Grosso desponta como um dos estados mais favorecidos pela nova rota. A proposta busca reduzir a dependência dos corredores tradicionais de exportação via portos brasileiros, historicamente marcados por gargalos logísticos e altos custos de transporte.

A expectativa é de que o novo corredor contribua para o escoamento mais eficiente de grãos, carnes e outros produtos agroindustriais, especialmente com destino ao mercado asiático, um dos principais compradores da produção brasileira.

Nova rota pelo Pacífico pode encurtar distâncias e reduzir custos

O programa prevê a consolidação da chamada Rota 3/Rondon, que parte da região oeste de Mato Grosso, passa por Vila Bela da Santíssima Trindade (531 km de Cuiabá), atravessa o território boliviano e segue até portos no Oceano Pacífico.

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Na avaliação do setor produtivo, o novo trajeto pode reduzir distâncias logísticas, aliviar a pressão sobre rotas já consolidadas e ampliar a eficiência no transporte da produção agropecuária, especialmente em períodos de safra recorde.

Setor produtivo vê avanço estratégico para o agro

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, destacou que a iniciativa atende a uma demanda antiga do setor e reforça a necessidade de novas alternativas logísticas para o estado.

Segundo ele, a localização geográfica de Mato Grosso impõe desafios constantes de competitividade. “Esse era um momento esperado há vários anos. Mato Grosso é distante dos mercados e dos portos. A integração com a Bolívia abre mais uma rota de escoamento pelo oeste do Estado e pode alavancar a economia agropecuária mato-grossense”, afirmou.

Integração também pode ampliar acesso a insumos

Além da exportação, o programa também prevê o fortalecimento da cooperação econômica entre Brasil e Bolívia. A expectativa é de que a nova rota facilite o acesso a insumos estratégicos para o agro, como fertilizantes, além de estimular novos investimentos na faixa de fronteira.

Para Tomain, a integração tem potencial de gerar ganhos mútuos. “Mato Grosso tem alta tecnologia e grande capacidade produtiva. A Bolívia pode contribuir com insumos importantes. É uma relação que pode gerar desenvolvimento e oportunidades para os dois lados”, destacou.

Infraestrutura e cooperação serão pontos-chave do projeto

O avanço da rota também depende da consolidação da infraestrutura logística. Em Mato Grosso, já há investimentos em pavimentação de trechos que ligam a região de Vila Bela da Santíssima Trindade até a fronteira com a Bolívia.

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O próximo desafio, segundo representantes do setor, será a continuidade das obras em território boliviano, especialmente no eixo em direção a San Ignacio, essencial para viabilizar a conexão até o Pacífico.

Programa prevê integração comercial e institucional

Além da estruturação dos corredores logísticos, o Programa Brasil–Bolívia–Pacífico inclui ações de facilitação regulatória, cooperação técnica e sanitária, promoção comercial e atração de investimentos em infraestrutura.

A operacionalização ficará sob responsabilidade da Secretaria-Executiva do Mapa, que deverá instituir um Comitê Gestor para coordenar as ações e acompanhar a implementação do novo corredor internacional.

Para a Famato, a ampliação das rotas de exportação é um fator decisivo para a competitividade do agronegócio mato-grossense, especialmente diante da crescente demanda global por alimentos e da necessidade de reduzir custos logísticos na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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