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Perspectivas Promissoras para o Mercado de Etanol em 2025, Segundo Archer Consulting

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O mercado de etanol no Brasil apresenta perspectivas altamente positivas para 2025, de acordo com análise da Archer Consulting. Diversos fatores indicam um cenário de preços em alta já no primeiro trimestre do ano, acompanhado por um crescimento expressivo na produção de etanol de milho, que deve atingir 9,4 bilhões de litros, frente aos 8 bilhões registrados na safra atual.

Alta na demanda e impacto tributário

A demanda aquecida, combinada com uma possível escassez de etanol até fevereiro, deve impulsionar os preços. Outro fator relevante é o aumento de R$ 0,10 no ICMS da gasolina, previsto para vigorar a partir de 1º de fevereiro. Segundo Arnaldo Luiz Corrêa, analista de mercado e diretor da Archer Consulting, esse reajuste deve tornar o etanol hidratado mais competitivo, fortalecendo sua presença no mercado interno.

Produção de etanol de cana e foco no açúcar

No caso do etanol de cana, a expectativa é de redução na safra devido à maior alocação de cana-de-açúcar para a produção de açúcar, que oferece melhor rentabilidade para as usinas. Essa mudança deve limitar a oferta de etanol, contribuindo para a pressão de alta nos preços.

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E30: expansão do consumo

A possível implementação do E30, que permitirá a mistura de até 30% de etanol na gasolina, é outro elemento que pode alterar significativamente o mercado. Essa medida tem o potencial de adicionar cerca de 1,2 bilhão de litros à demanda anual, ampliando ainda mais a competição pela oferta disponível.

Projeção de preços

Com a combinação desses fatores, a Archer Consulting projeta que o preço do etanol hidratado, atualmente em torno de R$ 3,15 por litro, poderá atingir até R$ 3,35 no início de 2025. Para Corrêa, esse cenário representa uma oportunidade atrativa para o setor e aponta para um período de alta rentabilidade para produtores e distribuidores.

A análise reforça o otimismo quanto à competitividade do etanol no mercado energético brasileiro, consolidando sua relevância como alternativa sustentável e economicamente viável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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