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Rabobank: Projeções e Desafios Econômicos para o Brasil na Última Reunião

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No Brasil Weekly desta semana, os especialistas do Rabobank, Maurício Une e Renan Alves, abordam o panorama macroeconômico, com destaque para a análise intitulada “A última reunião”. O estudo explora os impactos das recentes movimentações globais e locais, que refletem tanto desafios quanto oportunidades para o Brasil.

Mercado Externo: Indicadores positivos e incertezas globais

Externamente, os dados da folha de pagamento (payroll) de novembro nos Estados Unidos indicam um mercado de trabalho aquecido, com a criação de 227 mil postos de trabalho, superando a expectativa de 220 mil e o número de outubro (36 mil). Além disso, após 25 anos de negociações, o Mercosul e a União Europeia anunciaram um tratado de livre comércio, um avanço significativo nas relações comerciais internacionais.

Cenário Interno: Crescimento econômico robusto, mas com desafios fiscais

No Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre de 2024 mostra que a economia permanece aquecida, com uma expansão de 0,9% em relação ao trimestre anterior, superando a expectativa do mercado de 0,7%. No entanto, as preocupações com a aprovação do pacote fiscal ainda persistem. O PIB continua sendo impulsionado principalmente pelo investimento e pelo setor de serviços, mas o cenário fiscal continua incerto.

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Câmbio e Perspectivas do Real

Com um menor espaço para cortes de juros nos Estados Unidos, o real brasileiro continua vulnerável às incertezas globais, como a desaceleração das economias dos EUA e China, os riscos geopolíticos e a possível alta de juros no Japão. No cenário local, o real enfrentou uma depreciação de 1,94% em relação ao dólar na semana anterior, sendo a moeda com pior desempenho entre 24 economias emergentes. Em meio a esse ambiente de grande incerteza, o Rabobank projeta uma paridade entre euro e dólar dentro de seis meses e mantém um viés de depreciação para o real, revisando suas expectativas para o câmbio. O dólar deve atingir R$ 5,78 em dezembro de 2024, e R$ 5,62 em dezembro de 2025.

Projeções para o PIB e Produção Industrial

Apesar de uma desaceleração no crescimento, o PIB brasileiro do terceiro trimestre de 2024 demonstra uma economia forte. A expansão de 0,9% t/t reflete o impacto positivo do investimento e dos serviços. Com isso, o Rabobank revisou sua previsão de crescimento do PIB para 2024 de 3,4% para 3,5%, enquanto para 2025, a expectativa de crescimento foi reduzida de 2,0% para 1,8%.

No setor industrial, a produção retraiu 0,2% em outubro, com contribuições negativas das indústrias de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, além de bebidas.

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Desempenho Fiscal e Comercial

Em relação ao governo central, o Tesouro Nacional registrou um superávit fiscal de R$ 40,8 bilhões em outubro, após cinco meses consecutivos de déficits. Esse resultado veio próximo das expectativas de mercado e foi um alívio para as finanças públicas. Já no comércio exterior, a balança comercial registrou um superávit de US$ 7,0 bilhões, superando as expectativas. O crescimento das importações em 9,9% ao ano foi impulsionado, entre outros fatores, pela substituição da soja pelo petróleo como o principal produto exportado pelo Brasil.

Expectativas para a Semana

O mercado estará atento à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para quarta-feira, e à divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) na terça-feira. Também são aguardados dados importantes sobre a atividade econômica, incluindo o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), as vendas no varejo e o volume de serviços. No cenário internacional, destaca-se a decisão sobre a taxa de juros no Peru, bem como a divulgação da balança comercial do Chile.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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