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Fretes rodoviários na Bahia permanecem estáveis com baixa demanda e estoques regulados

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Estabilidade nos fretes acompanha baixa comercialização de grãos

Os valores dos fretes rodoviários nas principais regiões produtoras da Bahia mantiveram-se estáveis no início de 2026, segundo o Boletim Logístico | Ano IX – janeiro/2026, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 26 de janeiro.

O relatório aponta que a redução nos estoques de grãos e o fluxo assegurado de retorno para portos, devido à continuidade das importações de fertilizantes, são os principais fatores que sustentam os preços do transporte.

Irecê e Luís Eduardo Magalhães registram estabilidade nos fretes

Na praça de Irecê, os fretes permaneceram estáveis diante da baixa comercialização de mamona. O boletim da Conab explica:

“Com a expectativa de alta nos preços, os armazéns estão cheios e os produtores comercializam volumes reduzidos, na esperança de valorização futura do grão.”

Em Luís Eduardo Magalhães, a situação é semelhante, com demanda reduzida decorrente do diminuto fluxo de transporte de grãos, que acompanha a diminuição dos estoques locais.

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Rotas para o nordeste e Espírito Santo apresentam diferenças

No nordeste da Bahia, o comportamento dos fretes foi mais heterogêneo. As rotas com destino a Recife (PE) e Feira de Santana (BA) mantiveram os valores estáveis, enquanto o trajeto para Vitória (ES) registrou redução nos preços, devido à maior distância e menor demanda logística.

A Conab destaca que a colheita da terceira safra de milho na região só foi concluída em dezembro de 2025, mesmo com expectativa de valorização do grão. Apesar do aumento nos preços em relação aos meses anteriores, a alta foi moderada e inferior à expectativa dos produtores.

Previsão de manutenção da estabilidade nos fretes

O boletim indica que a estabilidade dos valores de frete deve se manter até fevereiro, apoiada em estoques internos considerados suficientes para abastecer o mercado.

No mercado externo, dados do Portal Comex Stat registraram em dezembro de 2025:

  • Queda de 35% nas exportações de soja em relação a novembro;
  • Aumento de 3,7% nos embarques de algodão, superando também os volumes de dezembro de 2024;
  • Sem exportações registradas de milho.
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Segundo a Conab, as variações nos volumes exportados refletem os níveis de estoque de cada produto, impactando diretamente a demanda por transporte e manutenção dos preços de frete.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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