AGRONEGÓCIO

PIB do Agronegócio Paulista: Crescimento Moderado de 1,81% entre 2010 e 2023

Publicado em

O PIB do agronegócio do estado de São Paulo alcançou R$ 609,7 bilhões em 2023, representando 18,9% do PIB total estadual, 5,6% do PIB do Brasil e 23,6% do PIB do agronegócio nacional. Os dados, calculados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP em parceria com o Departamento de Agronegócio da Fiesp (Deagro), destacam a força do setor no cenário econômico paulista e nacional.

O setor agropecuário paulista em 2023 manteve sua principal característica: o predomínio das atividades “fora da porteira”. As agroindústrias de insumos e processamento foram responsáveis por 39,4% (R$ 240 bilhões) do PIB agropecuário paulista, enquanto os agrosserviços representaram 45,8% (R$ 279,5 bilhões). Já a agropecuária, com a produção agrícola e pecuária propriamente dita, respondeu por 14,8% (R$ 90,2 bilhões). Esse perfil reflete a importância do estado como grande exportador de produtos agropecuários industrializados e insumos para o Brasil e para o mercado internacional.

Embora o PIB do agronegócio paulista tenha apresentado um crescimento modesto de 1,81% entre 2010 e 2023, a análise revela uma evolução de R$ 599 bilhões para R$ 609,7 bilhões, a preços de 2023. O crescimento, que acompanha a evolução da renda real do setor, foi impulsionado por um aumento de 3,4% no volume agregado de produção, mas impactado por uma queda de 1,6% nos preços relativos. Assim, apesar de a produção em 2023 ter superado a de 2010, as condições de preços foram menos favoráveis para o agronegócio paulista.

Leia Também:  Superávit do Agronegócio Paulista impulsiona Balança Comercial do Estado nos cinco primeiros meses

Comparado com outros setores da economia, o agronegócio paulista teve um desempenho moderado: enquanto o agronegócio brasileiro cresceu 19,1%, a economia nacional avançou 14,7% e a economia paulista teve uma expansão de 7,7% no mesmo período.

Relatório completo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Corriedale aposta em seleção genética e uso de dados para fortalecer produção de carne e lã no Rio Grande do Sul

Published

on

A Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC) iniciou uma nova agenda voltada à modernização da ovinocultura, com foco na geração e aplicação de informações técnicas para apoiar decisões de seleção genética nas cabanhas do Rio Grande do Sul. A iniciativa busca aproximar dados produtivos, avaliação de desempenho e manejo reprodutivo da rotina dos criadores.

A proposta da entidade é ampliar o uso de ferramentas técnicas como suporte à escolha de reprodutores, planejamento de acasalamentos e evolução dos plantéis, fortalecendo a competitividade da raça Corriedale, reconhecida por sua dupla aptidão para produção de carne e lã.

Dados e tecnologia ganham espaço na seleção de ovinos

Segundo a ABCC, o avanço da ovinocultura passa pela integração entre conhecimento prático dos criadores e indicadores técnicos que permitam mensurar desempenho com maior precisão. A entidade destaca que a seleção de animais vem incorporando, de forma crescente, informações objetivas ao lado da avaliação visual tradicional.

A estratégia busca tornar mais eficiente a identificação de animais com melhor desempenho produtivo, contribuindo para rebanhos mais uniformes, produtivos e adaptados às condições de produção do Sul do país.

Leia Também:  Acordo entre UE e Mercosul pode ser assinado em 2023, diz Lula
Carne do Corriedale ganha protagonismo em nova estratégia da raça

O presidente da ABCC, Gustavo Velloso, afirma que a entidade tem direcionado esforços para fortalecer a produção de carne da raça, sem perder a conexão com sua trajetória histórica na ovinocultura gaúcha.

“Queremos trabalhar bastante a questão da carne e da marca da carne Corriedale. A raça representa cerca de 60% do rebanho ovino gaúcho, e esse é um fator muito importante. Por isso também estamos realizando esse primeiro teste de desempenho, com candidatos voltados à produção de carne em sistema de pastagem”, destacou.

Prova de desempenho avalia 41 reprodutores em Hulha Negra (RS)

Uma das principais ações em andamento é a prova de desempenho realizada no Centro de Pesquisas da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em Hulha Negra, no Rio Grande do Sul.

A avaliação reúne 41 ovinos reprodutores da raça Corriedale, oriundos de diferentes cabanhas do estado, em um sistema de manejo pastoril padronizado, com predominância de pastagem de azevém e suplementação mineral.

Leia Também:  Entenda quais são as vantagens do GLP no agronegócio

O objetivo é gerar dados comparáveis de desempenho produtivo e genético, que possam subsidiar decisões de seleção nas propriedades.

Indicadores técnicos orientam evolução dos rebanhos

Durante o período de avaliação, os animais são acompanhados com base em diferentes indicadores zootécnicos. Entre eles está o Ganho Médio Diário (GMD), que mede o incremento de peso ao longo do tempo, além da Área de Olho de Lombo (AOL), utilizada para estimar o desenvolvimento muscular e o potencial de carcaça.

Também é observada a Espessura de Gordura Subcutânea (EGS), indicador importante para avaliar acabamento e qualidade da carne.

Segundo a ABCC, a combinação desses parâmetros permite identificar reprodutores com maior potencial para gerar cordeiros mais eficientes, com melhor rendimento de carcaça e qualidade de carne, contribuindo para o avanço produtivo da ovinocultura de corte no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA