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Comercialização da Safrinha 2024 de Milho no Centro-Sul Atinge 77,7% da Produção Esperada

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A comercialização da safrinha de milho 2024 no Centro-Sul do Brasil alcançou 77,7% da produção estimada de 85,891 milhões de toneladas, conforme levantamento da consultoria Safras & Mercado. Em comparação ao mesmo período de 2023, a comercialização estava mais lenta, alcançando 71,2% da produção de 99,098 milhões de toneladas. A média histórica de comercialização para o período nos últimos cinco anos é de 74,9%.

Desempenho Regional da Comercialização

Nos estados que compõem o Centro-Sul, a comercialização apresenta variações significativas. O Paraná registrou 68,2% da produção negociada, enquanto São Paulo atingiu 86,3%. Em Mato Grosso do Sul, o volume comercializado foi de 76%, em Goiás e Distrito Federal 72,5%, em Minas Gerais 64,3% e em Mato Grosso 82,7%.

Comercialização no Matopiba

No Matopiba, região agrícola que abrange partes da Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins, a comercialização da safrinha 2024 atingiu 81,4% da produção esperada de 7,049 milhões de toneladas. Em 2023, o volume negociado estava um pouco abaixo, com 76,2% da produção de 7,571 milhões de toneladas.

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As taxas de comercialização no Matopiba são variadas: a Bahia registrou 69,9%, o Maranhão 84,8%, o Piauí 76,5% e o Tocantins 85,1%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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