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Corregedora do TRE-MT conduz 54º Encontro do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais

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Abuso de poder e novas tecnologias, desafios e perspectivas na organização judiciária eleitoral, uso do Processo Judicial Eletrônico (PJe), apresentação de experiências na entrega das eleições, elaboração de guias bilíngues em línguas indígenas. Estes são alguns dos abordados no 54º Encontro do Colégio de Corregedoras e Corregedores Eleitorais (CCORELB), nesta sexta-feira (06.12), em Florianópolis (SC).

O evento foi aberto oficialmente na noite desta quinta-feira (05.12), pela presidente do Colégio, que também é vice-presidente e corregedora do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Serly Marcondes Alves. Ela destacou o trabalho desempenhado pelo Colégio desde que foi fundado, no ano 2000.

“Desde a sua criação, este Colégio busca promover a melhoria na prestação jurisdicional da Justiça Eleitoral, a uniformização de métodos administrativos, respeitando as autonomias regionais, e o incentivo ao intercâmbio de boas práticas e conhecimentos. Este encontro é, portanto, mais uma oportunidade para darmos continuidade a esse legado”, ressaltou a presidente.

A solenidade de abertura contou ainda com apresentações do Coral da Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC), regidos pela maestrina Melina Figueiredo Alves de Arruda. Pelo TRE-MT, também participam o juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral, Antônio Veloso Peleja Júnior, e o coordenador jurídico da Corregedoria, Carlos Luanga.

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Troca de experiências

O evento reúne magistradas, magistrados, servidoras e servidores que estão à frente das Corregedorias dos Tribunais Regionais Eleitorais de todo o país para três dias de discussões e troca de experiências, em especial acerca da organização das Eleições Municipais de 2024. Na quarta-feira (04.12), primeiro dia do encontro, servidores representantes das corregedorias também se reuniram para debater temas relacionados à sistematização do último pleito.

Secretários, secretárias, coordenadores, coordenadoras, assessores e assessoras participaram de painéis e debates durante toda a tarde. Na quinta-feira (05.12), o grupo seguiu trabalhando até à noite, quando ocorreu a abertura oficial da reunião do Colégio de Corregedoras e Corregedores.

Na ocasião, a presidente do CCORELB e corregedora do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, frisou a relevância dos temas discutidos e pontuou que são os servidores e servidoras que formam a estrutura e são a base da Justiça Eleitoral brasileira. “Muitos países desenvolvidos e democráticos não têm essa estrutura, e isso faz grande diferença para o nível de democracia que nós temos”, afirmou.

O corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), desembargador Carlos Alberto Civinski, cumprimentou os presentes e deu boas-vindas a todos e todas as participantes. “Em um mundo que está em constante transformação, as demandas da sociedade exigem uma atuação cada vez mais integrada, responsável e ágil”, disse, destacando ainda o esforço dos servidores das corregedorias para assegurar que os serviços cartorários sejam executados com qualidade.

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Durante a tarde de trabalho, representantes dos TREs da Bahia, São Paulo e Mato Grosso apresentaram casos e dividiram experiências na organização das Eleições Municipais 2024. Os painéis abordaram assuntos como a implementação dos núcleos de garantias, o cadastro de emissoras de rádio e televisão, o uso de inteligência artificial no auxílio ao poder de polícia para combater propaganda irregular, entre outros.

Jornalista: Nara Assis

(Com informações do TRE-SC)

Fotos: TRE-SC

#PraTodosVerem: Foto que mostra as autoridades, homens e mulheres, que compõem a mesa de abertura do evento, de pé, e atrás deles, tem um painel com a marca do evento e as marcas do TRE-SC e do CCORELB. Ao final da matéria, tem uma galeria com mais fotos do evento.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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