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Tyson Foods fechará frigorífico no Kansas e cortará mais de 800 empregos

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A Tyson Foods, maior empresa de carnes dos Estados Unidos em vendas, anunciou nesta segunda-feira o fechamento definitivo de sua unidade de processamento de carne bovina e suína em Emporia, Kansas. A decisão resultará na demissão de 804 funcionários, conforme comunicado enviado ao Departamento de Comércio do Kansas.

O fechamento da fábrica, previsto para 14 de fevereiro, é parte de uma estratégia da companhia para operar de forma mais eficiente, segundo a Tyson. Além disso, cinco empregados de um laboratório associado perderão seus postos em 31 de janeiro.

A planta, localizada em uma cidade de aproximadamente 24 mil habitantes, produzia carnes temperadas, marinadas e carne moída. Desde 2008, a unidade havia interrompido o abate de gado devido à escassez de suprimentos, cenário que volta a pressionar as operações da companhia.

Crise no setor e medidas da Tyson

O anúncio em Emporia soma-se a uma série de cortes promovidos pela Tyson em 2023, incluindo o fechamento de seis fábricas de frango nos EUA e uma unidade de carne suína em Iowa, o que resultou em milhares de demissões.

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A Tyson enfrenta um cenário financeiro desafiador, com o rebanho bovino nos Estados Unidos atingindo o menor nível em décadas, elevando os custos de produção. A divisão de carne bovina, a maior da empresa, reportou um prejuízo ajustado de US$ 291 milhões no ano fiscal de 2024, encerrado em setembro, contrastando com o lucro de US$ 233 milhões registrado no ano fiscal anterior. A empresa também projeta novos prejuízos operacionais no segmento para 2025.

Apesar das dificuldades, a Tyson declarou que está incentivando os funcionários afetados a se candidatarem a outras posições na empresa e que está trabalhando com autoridades estaduais e locais para oferecer suporte à força de trabalho. “Entendemos o impacto dessa decisão sobre nossos colaboradores e a comunidade local”, destacou o comunicado da companhia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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