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Representantes do Governo Federal elogiam iniciativas de combate à fome lideradas pela primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro

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Representantes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome visitaram, nesta quinta-feira (5), iniciativas executadas pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, sob os cuidados da primeira-dama Márcia Pinheiro. Os projetos foram apresentados pela secretária-adjunta de Assistência Social, Clausi Barbosa, que destacou as ações voltadas ao combate à fome e à promoção de alimentação saudável no município. Os dois espaços vistados: a Padaria Comunitária e o Restaurante Popular receberam elogios pela qualidade do serviços prestados à população.

A visita faz parte da programação da estratégia “Alimenta Cidades”, que beneficia capitais e municípios com mais de 300 mil habitantes. Cuiabá foi selecionada entre as 60 cidades que receberão apoio técnico para fortalecer ações de segurança alimentar. “A Prefeitura de Cuiabá segue sendo referência nacional em iniciativas que aliam inovação e impacto social, mostrando que a união entre o poder público e a iniciativa privada pode transformar vidas e inspirar políticas públicas em todo o Brasil”, disse a primeira-dama, Márcia Pinheiro.

Entre os locais visitados estava a Padaria Comunitária, que atende diversos equipamentos socioassistenciais, como os Centros de Referência de Assistência Social- Cras, Centro Referência Especializado em Assistência Social- Creas, Centros de Convivência de Idosos- CCI’s e o programa Siminina. Atualmente, a padaria produz cerca de 600 pães por dia, com capacidade para chegar a 2.000 unidades. Recentemente reformada, a unidade recebeu novos equipamentos que aprimoram a qualidade e aumentam a eficiência da produção.

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Além disso, os visitantes conheceram a Padaria Artesanal, que está em fase final de conclusão da obra que será entregue ainda nesse mês de dezembro. O espaço terá capacidade para capacitar até 25 pessoas por dia em cursos voltados ao empreendedorismo e à qualificação profissional, com foco em panificação. A iniciativa foi idealizada pela primeira-dama Márcia Pinheiro e visa não apenas qualificar os participantes, mas também fomentar a autoestima e a autonomia.

“A formação que será oferecida na padaria artesanal reflete a visão da gestão de promover a inclusão social e romper ciclos de vulnerabilidade, como violência e depressão, por meio da capacitação e do estímulo ao empreendedorismo”, explicou Clausi Barbosa.

A visita surpreendeu positivamente os representantes do Ministério. Francine Teixeira Xavier, diretora do Instituto Comida do Amanhã, afirmou: “Já vimos outras padarias, mas nunca uma com a estrutura e organização da Padaria Comunitária de Cuiabá. É um exemplo que deve ser replicado”.

Outro ponto visitado foi o Restaurante Popular, que passou por ampla revitalização. O local serve, em média, 900 refeições diárias balanceadas e elaboradas por nutricionistas, com foco em atender pessoas de baixa renda. Durante a visita, a equipe conheceu a cozinha e os processos de preparo dos alimentos. O cardápio do dia incluiu arroz, feijão, carne assada, purê de abóbora, salada, suco e gelatina como sobremesa.

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Clausi Barbosa explicou que, embora a supervisão seja da Prefeitura, o restaurante é gerido por uma empresa privada, a Norte Sul Alimentos, contratada por meio de licitação. A parceria público-privada foi elogiada pela coordenadora-geral de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável do Ministério, Giselle Bortolini. “Cuiabá está de parabéns por firmar parcerias que fazem a diferença. Essa é uma estratégia que queremos compartilhar com outras cidades selecionadas, mostrando que é possível obter resultados significativos com planejamento e cooperação”, afirmou.

“Queremos promover o intercâmbio de experiências e inspirar outras cidades com exemplos como o de Cuiabá. A urbanização apresenta desafios à segurança alimentar, mas, com iniciativas bem estruturadas, podemos reduzir desigualdades e ampliar o acesso a alimentos saudáveis”, concluiu Giselle Bortolini.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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