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Futuros do Milho Iniciam Quinta-Feira em Queda na B3 Acompanhando o Dólar

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Os contratos futuros de milho começaram esta quinta-feira (05) em desvalorização na Bolsa Brasileira (B3), com preços variando entre R$ 70,55 e R$ 70,85 por volta das 10h07 (horário de Brasília). Essa queda reflete o impacto das movimentações cambiais, uma vez que o dólar registrava uma retração de 0,68%, sendo cotado a R$ 6,01 no mesmo período.

Os principais contratos apresentaram as seguintes cotações:

  • Janeiro/25: R$ 70,85 (-0,42%)
  • Março/25: R$ 70,57 (-0,20%)
  • Maio/25: R$ 70,55 (-0,01%)

A variação cambial tem exercido influência direta nos preços do cereal, acentuando as perdas no mercado interno.

Mercado Externo: Estabilidade e Fatores Misto

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro registraram movimentações discretas, com o mercado operando em campo misto por volta das 09h59 (horário de Brasília):

  • Dezembro/24: US$ 4,21 (-0,50 pontos)
  • Março/25: US$ 4,30 (estável)
  • Maio/25: US$ 4,35 (+0,25 pontos)
  • Julho/25: US$ 4,38 (-0,25 pontos)

De acordo com informações da Successful Farming, a produção de etanol nos Estados Unidos apresentou retração após atingir um recorde histórico, ao mesmo tempo em que os estoques cresceram na semana encerrada em 29 de novembro, conforme dados da Energy Information Administration.

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Por outro lado, o mercado de trigo trouxe algum suporte aos preços internacionais. A alta nos contratos futuros foi impulsionada por relatórios indicando que uma parcela significativa das safras da Rússia encontra-se em condições adversas, o que gera incertezas sobre a oferta global do grão.

O cenário, portanto, é marcado por uma combinação de fatores locais e externos que influenciam as cotações do milho, tanto no Brasil quanto no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estudantes indígenas conhecem história de Cuiabá em visita ao Complexo Biocultural do Porto

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Quarenta e dois estudantes da Escola Indígena Umutina, de Barra do Bugres, visitaram nesta sexta-feira (29) o Complexo Biocultural do Porto, em Cuiabá, conhecendo o Museu do Rio Cuiabá, o Aquário Municipal e a Orla do Porto. A atividade integrou uma programação educativa voltada à valorização do patrimônio cultural mato-grossense e ao fortalecimento da identidade dos povos originários.

Com idades entre 11 e 17 anos, os alunos participaram da visita acompanhados pelas professoras Eliane Boroponepa Monzilar, da Aldeia Boropó, e Ana Lúcia Calomezoré, da Aldeia Balotipone. O objetivo pedagógico foi conscientizar os estudantes sobre a importância da preservação do patrimônio cultural do Estado e promover reflexões sobre a história e as culturas indígenas.

A visita foi viabilizada pelo projeto Caminhos da Cultura, iniciativa criada em 2019 pelo artista plástico e produtor cultural Vicente Paulo. O projeto tem como proposta ampliar o acesso de estudantes da rede pública, além de comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, a museus, galerias e outros espaços de formação cultural. Desde sua criação, a iniciativa já aproximou mais de 11 mil alunos de equipamentos culturais em Mato Grosso.

“O projeto nasceu para proporcionar esse acesso aos estudantes da rede pública e também às comunidades tradicionais. Hoje estamos contemplando os Umutina, vindos de diferentes comunidades dessa grande nação indígena”, explicou Vicente Paulo.

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No Complexo Biocultural do Porto, os estudantes participaram de um roteiro guiado que apresentou aspectos históricos de Cuiabá por meio do acervo do Museu do Rio e das atrações do Aquário Municipal. A coordenadora pedagógica do Museu do Rio, Luana da Cruz Borema, explicou que o complexo está implantando um novo formato de recepção aos visitantes, com uma apresentação guiada que contextualiza a história da cidade antes da visita aos espaços expositivos.

Segundo ela, a proposta busca tornar a experiência mais educativa e aproximar os visitantes do patrimônio histórico e cultural de Cuiabá.

Para a professora Eliane Boroponepa Monzilar, a atividade representa uma oportunidade de intercâmbio de conhecimentos e de ampliação do repertório cultural dos estudantes.

“Esse projeto proporciona às crianças e aos jovens indígenas a oportunidade de conhecer outros saberes. Muitos deles nunca haviam visitado um museu. É uma troca importante entre o conhecimento do nosso povo e outros conhecimentos culturais, permitindo que compreendam melhor esses espaços e sua importância”, afirmou.

A fala da educadora reforça uma realidade observada em outras ações do Caminhos da Cultura. Em atividades recentes promovidas pelo projeto, estudantes da zona rural e de comunidades tradicionais também tiveram contato pela primeira vez com museus e espaços históricos da capital, vivenciando experiências que ampliam o aprendizado para além da sala de aula.

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A turismóloga Silvana Maria de Morais Abdala destacou o interesse demonstrado pelo grupo durante toda a visita. Segundo ela, as fotografias históricas e a maquete expostas no museu despertaram grande curiosidade entre as crianças e os adolescentes.

“Foi gratificante perceber o interesse deles em conhecer a história de Cuiabá e compreender melhor o espaço. As crianças, principalmente, demonstraram muita atenção e curiosidade durante toda a visita”, relatou a servidora, que atua há 18 anos na área do turismo.

Além do Complexo Biocultural do Porto, o roteiro dos estudantes incluiu visitas ao Museu da Imagem e do Som de Cuiabá (MISC), à Galeria Lava Pés e ao Museu de História Natural de Mato Grosso, consolidando um dia de atividades voltadas ao conhecimento, à cultura e à formação cidadã.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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