AGRONEGÓCIO

Nidera Sementes Apresenta Novidades Tecnológicas na Bahia Farm Show

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Destaque no Agronegócio Nordestino

A Bahia Farm Show, sediada em Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia, é um ponto de encontro crucial para a divulgação das últimas inovações em tecnologia agrícola. Para a Nidera Sementes, é uma oportunidade única de apresentar seu portfólio de alto potencial produtivo aos produtores locais.

Lançamentos em Cultivares

Na feira, a Nidera Sementes está lançando novas cultivares tanto para milho quanto para soja:

  • Milho:
    • NS44VIP3: Este híbrido superprecoce destaca-se pela sua produtividade excepcional e pela sua adaptação a diferentes ciclos. Com manejo adequado, demonstra boa tolerância ao complexo do enfezamento.
    • NS75VIP3: Com alto teto produtivo, este híbrido apresenta boa qualidade de grãos, arquitetura foliar e arranque inicial, além de tolerância intermediária ao complexo de enfezamentos.
  • Soja:
    • NS7902IPRO: Este lançamento possui múltipla resistência a nematoides de cisto e destaca-se pelo alto potencial produtivo, sendo responsivo a ambientes de alto investimento.
    • NS8080IPRO: Com múltipla resistência a nematoides, este cultivar oferece alto potencial produtivo em solos férteis, além de boa tolerância ao estresse hídrico e ampla janela de semeadura.
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Agricultura Digital

Além dos avanços em sementes, a Nidera Sementes também está apresentando soluções em agricultura digital, em parceria com a Syngenta. Os visitantes terão a oportunidade de conhecer a plataforma Cropwise, que utiliza dados do campo para otimizar as operações agrícolas e promover práticas mais sustentáveis.

Destaques da Plataforma:

  • Balance: Ferramenta para gestão de custos e rentabilidade da lavoura.
  • Protector: Monitoramento digital para tomada de decisões mais eficientes.
  • Imagery: Análise de índices de vigor das plantas por meio de imagens de satélite.
  • Nema Digital: Utilização de inteligência artificial para identificação de nematoides em cultivos de soja, possibilitando um melhor manejo e redução de perdas.

A presença da Nidera Sementes na Bahia Farm Show reflete seu compromisso com a inovação e o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

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A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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