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Mulheres Conquistam Mercado de Cafés Especiais no Paraná

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O mercado de cafés especiais no Paraná tem testemunhado uma crescente presença feminina, especialmente no Norte Pioneiro, região onde as mulheres vêm conquistando destaque pela qualidade de seus grãos. A 22ª edição do Concurso Café Qualidade Paraná, patrocinado pelo Sicredi, evidenciou a importância dessa transformação, com um número recorde de participantes e a vitória de mulheres cafeicultoras que, com dedicação e habilidade, têm se tornado referências no setor.

Maristela Fátima da Silva Souza, produtora de café de Tomazina, conquistou o primeiro lugar na categoria café natural. Seu lote, com notas de frutas vermelhas e mel, aroma floral e frutado, e corpo encorpado e amanteigado, encantou os especialistas e consumidores. “Este prêmio não é só meu, é de todas as mulheres que estão se dedicando à cafeicultura e conquistando seu espaço”, declarou Maristela. Ela não está sozinha nessa trajetória. Ariele Miranda Afonso, de Curiúva, também se destacou na competição, conquistando o segundo lugar na mesma categoria. Ariele, que inicialmente não se interessava pela cafeicultura, passou a ser responsável pela produção em sua propriedade após sua participação no projeto Mulheres do Café.

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Apoio do Sicredi ao Setor Cafeeiro

O Sicredi tem sido um importante aliado do produtor rural paranaense, com um histórico de apoio à cafeicultura do estado. O patrocínio ao concurso reflete o compromisso da instituição com o desenvolvimento e a valorização da produção de café no Paraná. “Nosso apoio vai além do patrocínio; estamos comprometidos com a transformação das propriedades e com o crescimento sustentável do setor”, afirmou Gilson Farias, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi PR/SP/RJ.

O Norte Pioneiro, conhecido por sua tradição agrícola, se consolidou como um polo de excelência na produção de cafés especiais, com um crescente número de produtores e suporte técnico contínuo. “Ver nossos associados entre os premiados reforça o impacto e a relevância desse incentivo”, destacou Paulo José Buso Júnior, presidente da Sicredi Norte Sul PR/SP.

Concurso Café Qualidade Paraná

Reconhecido como o terceiro maior prêmio do setor cafeeiro no Brasil, o concurso valoriza a excelência dos cafés paranaenses e tem contribuído para a elevação da qualidade da produção no estado. A edição de 2024 contou com a participação de 119 lotes de café, provenientes de todas as regiões produtoras do estado. As categorias de café natural e cereja descascado (processado via úmida) competiram por prêmios que incentivam a qualidade e a inovação no setor.

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Os vencedores receberam prêmios em dinheiro, com o campeão da categoria natural recebendo R$ 8 mil por saca de 60 kg de café. O concurso não só promove a visibilidade dos cafés do Paraná, mas também oferece aos produtores a oportunidade de agregar valor a sua produção, garantindo uma renda maior e melhores condições de vida.

A cerimônia de premiação, realizada no Mercado Municipal de Curitiba, contou com a presença de autoridades, incluindo o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, e o presidente interino do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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