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Preços da Soja no Brasil Tendem a Subir, Acompanhando Valorização do Dólar e de Chicago

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Os preços da soja no mercado interno brasileiro devem apresentar alta nesta quarta-feira, em sintonia com os ganhos moderados registrados nas cotações do dólar e de Chicago. O dólar tem operado em leve valorização, e a bolsa de Chicago também segue com tendência positiva, o que proporciona sustentação para os preços da oleaginosa no Brasil. Com a melhora nos valores, espera-se que os negócios se movimentem de forma mais ativa, embora o ritmo de comercialização ainda seja limitado pelas disparidades nas propostas de compra e venda. Nesse momento, os produtores priorizam o acompanhamento das lavouras em desenvolvimento.

O mercado de soja seguiu com um ritmo lento. Alguns negócios foram concretizados, com a indústria comprando a preços mais firmes, mas de forma pontual. De maneira geral, os compradores têm reduzido suas ofertas, enquanto os vendedores resistem em baixar os preços. Nos portos, a estabilidade predomina, enquanto o mercado interno apresenta cotações que variam entre estáveis e ligeiramente mais baixas, refletindo ajustes pontuais.

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Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00. Na região das Missões, a cotação passou de R$ 131,00 para R$ 132,00. No Porto de Rio Grande, o preço manteve-se em R$ 141,00. Em Cascavel (PR), o valor da saca caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00, enquanto no Porto de Paranaguá (PR, o preço diminuiu de R$ 142,00 para R$ 141,00. Já em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 145,00 para R$ 142,00, e em Dourados (MS), o preço permaneceu estável em R$ 135,00. Em Rio Verde (GO), a saca valorizou de R$ 133,00 para R$ 134,00.

Chicago e Câmbio

Os contratos futuros de soja em Chicago com entrega em janeiro operam a US$ 9,88 3/4 por bushel, apresentando uma valorização de 0,53% em relação ao pregão anterior. A alta dos preços é sustentada por um movimento de cobertura de posições vendidas, e o desempenho do grão é favorecido pela queda do dólar em relação a outras moedas e pela alta do petróleo em Nova York. No entanto, as expectativas de uma safra robusta no Brasil limitam ganhos mais expressivos para a soja.

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O dólar comercial, por sua vez, apresenta uma alta de 0,2%, sendo cotado a R$ 5,82, enquanto o índice do dólar (DXY) recua 0,56%, alcançando 106,41 pontos.

Indicadores Financeiros

Nos mercados financeiros internacionais, as bolsas da Ásia fecharam de forma mista. Em Xangai, o índice avançou 1,53%, enquanto Tóquio registrou queda de 0,80%. Na Europa, o comportamento também foi misto: Paris caiu 1,21%, Frankfurt perdeu 0,90%, e Londres teve leve alta de 0,05%. O preço do petróleo segue em alta, com o WTI para janeiro subindo 0,40%, cotado a US$ 69,05 o barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tratamento de sementes reduz riscos e pode ser considerado “seguro barato” da lavoura, aponta Embrapa

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O tratamento de sementes é considerado uma das tecnologias de maior eficiência custo-benefício dentro dos sistemas produtivos agrícolas. Segundo a Embrapa, a prática contribui diretamente para o controle inicial de pragas e doenças e tem participação reduzida no custo total da lavoura, sendo frequentemente definida como um “seguro barato” da produção.

Aplicado antes da semeadura, o tratamento atua na proteção das sementes e plântulas, fase crítica para o estabelecimento da cultura no campo e para a formação de um estande uniforme, especialmente em condições ambientais adversas.

Baixo custo relativo e alto impacto produtivo no sistema agrícola

Estudos da Embrapa mostram que, na cultura da soja, o tratamento de sementes com fungicidas e inseticidas representou em média 2,2% do custo de produção por hectare em análises realizadas entre as safras 2008/09 e 2018/19 em Mato Grosso do Sul.

Apesar da baixa representatividade no custo total, a tecnologia apresenta elevada relação benefício-custo, sendo considerada estratégica para reduzir perdas iniciais e aumentar a segurança da implantação da lavoura.

Adoção do tratamento de sementes cresce e se consolida no Brasil

O uso da tecnologia avançou de forma significativa nas últimas décadas. Na soja, a adoção do tratamento de sementes com fungicidas passou de cerca de 5% da área semeada na safra 1991/92 para 98,2% em 2016/17.

No mesmo período, o Tratamento de Sementes Industrial (TSI) ganhou espaço, representando 25,6% das sementes tratadas, enquanto 72,6% ainda eram tratadas diretamente nas propriedades rurais.

Fase inicial da lavoura é a mais sensível ao ataque de pragas e doenças

O desempenho da lavoura está diretamente ligado ao sucesso da germinação e da emergência das plântulas. Nesse estágio inicial, sementes e plantas jovens ficam mais expostas a fungos de solo, patógenos e pragas iniciais.

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Quando há atraso na emergência ou condições climáticas desfavoráveis, o risco de perdas aumenta, reforçando a importância do tratamento com fungicidas e inseticidas como ferramenta preventiva no manejo agrícola.

Falhas no processo podem comprometer eficiência e elevar custos

Por ocorrer em uma etapa crítica da cadeia produtiva, o tratamento de sementes exige alto nível de precisão operacional. Problemas como baixa cobertura, aderência inadequada e distribuição irregular dos ativos podem reduzir a eficiência do processo.

No caso do TSI, parâmetros como uniformidade, fluidez, controle de pó e preservação dos ingredientes ativos são fundamentais para garantir qualidade final.

Falhas nessa etapa podem resultar em menor vigor inicial das plantas, falhas de estande e até necessidade de ressemeadura — o que eleva significativamente os custos de produção.

Ressemeadura pode aumentar custos em até 17,93%

De acordo com dados da Embrapa, a necessidade de ressemeadura pode elevar os custos de produção em diferentes culturas.

Na soja, o impacto pode chegar a 11,34% em sistema convencional e 17,93% no plantio direto. No milho, os custos adicionais variam entre 8,25% e 13,36%, enquanto no algodão podem alcançar 4,07% no sistema convencional e 5,13% no plantio direto.

Os números reforçam a importância de garantir qualidade no tratamento de sementes como forma de evitar perdas econômicas significativas ainda no início do ciclo produtivo.

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Film Coating melhora eficiência e padronização no tratamento industrial

Dentro do Tratamento de Sementes Industrial (TSI), tecnologias de Film Coating têm ganhado destaque por sua contribuição à qualidade operacional.

Mais do que estética, os revestimentos aplicados às sementes melhoram a aderência dos produtos, reduzem a formação de pó, aumentam a fluidez e garantem maior uniformidade na distribuição dos ativos.

Esses fatores contribuem para maior eficiência no processo industrial e melhor desempenho das sementes no campo.

Tecnologia reforça importância da precisão no TSI

Para a Laborsan Agro, empresa especializada em tecnologias para tratamento de sementes, o avanço do TSI reforça a necessidade de enxergar o processo como etapa estratégica e altamente técnica dentro da cadeia produtiva.

Segundo a coordenadora de Pesquisa e Inovação da empresa, Letícia Azevedo, falhas de cobertura e aderência podem comprometer a eficiência planejada antes mesmo da chegada da semente ao campo.

Ela destaca que tecnologias de Film Coating contribuem para padronização, redução de poeira e melhor aproveitamento dos ativos aplicados, aumentando a confiabilidade do processo.

Eficiência no tratamento de sementes é decisiva para produtividade

Com a intensificação do uso de tecnologias e o avanço da agricultura de precisão, o tratamento de sementes se consolida como uma etapa essencial para garantir o estabelecimento adequado das lavouras.

A combinação entre inovação, controle operacional e eficiência no TSI tende a ser cada vez mais relevante para reduzir riscos, otimizar custos e elevar o potencial produtivo das principais culturas agrícolas no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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