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Ações Asiáticas Fecham Mistas com Perspectiva de Novos Estímulos Econômicos na China

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Os principais mercados asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira com desempenhos mistos. A divulgação de uma queda nos lucros das indústrias chinesas elevou as apostas de investidores em novas medidas de estímulo econômico por parte de Pequim.

Entre janeiro e outubro, os lucros industriais da China recuaram 4,3%, com uma queda ainda mais acentuada de 10% na base anual. As perspectivas para o próximo ano permanecem desafiadoras, com potenciais tarifas adicionais dos Estados Unidos ameaçando os resultados do setor exportador.

De acordo com Lynn Song, economista-chefe para a Grande China no ING, os dados de outubro refletem certa distorção causada por efeitos de base. “No acumulado do ano, os lucros continuam pressionados, mas há expectativas de melhora no ambiente operacional em 2024, à medida que mais políticas de flexibilização sejam implementadas”, observou Song.

Os índices chineses reagiram positivamente. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 2,32%, impulsionado por altas expressivas das gigantes tecnológicas: Alibaba (+2%), JD (+5%) e Meituan (+7,2%). No mercado de Xangai, o índice Xangai Composto subiu 1,53%, com destaque para os ganhos da Beijing Kingsoft Office Software (+5,2%) e da iFlytek (+3,1%).

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Investidores agora aguardam dados cruciais do PMI industrial e de serviços, que serão divulgados na sexta-feira, além do PMI Caixin/S&P, programado para sábado.

Enquanto isso, o Nikkei 225, de Tóquio, registrou queda de 0,80%, impactado pela desvalorização das montadoras, refletindo incertezas sobre as políticas comerciais dos Estados Unidos. A Nissan Motor recuou 4,7%, e a Toyota Motor caiu 3,6%. Fatores como a guerra Rússia-Ucrânia e a possibilidade de tarifas americanas adicionais sobre produtos importados contribuíram para o cenário de volatilidade.

Na Coreia do Sul, o Kospi também fechou em baixa de 0,69%, pressionado por quedas nos setores de semicondutores e automóveis. A Hyundai Motor recuou 1,1%, enquanto sua subsidiária Kia caiu 3,1%. Já as fabricantes de chips de memória Samsung Electronics e SK Hynix registraram perdas de 3,4% e 5%, respectivamente, acompanhando o desempenho negativo das ações de semicondutores nos EUA na véspera.

Fechamento dos principais índices asiáticos:

  • Nikkei 225 (Tóquio): -0,80%; 38.134,97 pontos
  • Hang Seng (Hong Kong): +2,32%; 19.603,13 pontos
  • Xangai Composto (Xangai): +1,53%; 3.309,78 pontos
  • Kospi (Seul): -0,69%; 2.503,06 pontos
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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil crescem 32,8% na receita diária em junho de 2026 com alta de preços e embarques

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As exportações brasileiras de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — registraram forte crescimento na receita média diária até a terceira semana de junho de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 32,8%, refletindo a combinação entre aumento de embarques e valorização do produto no mercado internacional.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o faturamento médio diário passou de US$ 65,665 milhões em junho de 2025 para US$ 87,208 milhões em junho de 2026, indicando um desempenho mais robusto da cadeia exportadora brasileira de proteína animal.

Receita acumulada acompanha ritmo positivo das vendas externas

No acumulado até a terceira semana de junho, as exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,220 bilhão. No mesmo mês de 2025, o faturamento total foi de US$ 1,313 bilhão, conforme metodologia da Secex que prioriza a média diária para comparação de desempenho entre períodos.

O resultado reforça a tendência de crescimento do setor, mesmo em um cenário global marcado por oscilações de demanda e ajustes de preços internacionais.

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Embarques de carne bovina avançam 10,9% na média diária

O volume exportado também apresentou expansão no período analisado. A média diária de embarques de carne bovina alcançou 13,362 mil toneladas em junho de 2026, contra 12,052 mil toneladas por dia no mesmo mês do ano anterior, representando alta de 10,9%.

No total, os embarques chegaram a 187,080 mil toneladas até a terceira semana de junho deste ano, frente às 241,046 mil toneladas registradas em junho de 2025, considerando o fechamento completo do mês anterior como base comparativa da Secex.

O desempenho indica manutenção de ritmo consistente nas vendas externas, mesmo diante de ajustes na dinâmica global de consumo.

Preço médio da tonelada impulsiona resultado das exportações

A valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional foi um dos principais fatores para o crescimento da receita.

O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 6.526,2 em junho de 2026, ante US$ 5.448,4 no mesmo período de 2025. O avanço de 19,8% reforça o ganho de competitividade e o posicionamento do Brasil como fornecedor relevante no comércio global de proteína animal.

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A alta nos preços contribuiu diretamente para elevar o valor gerado por tonelada embarcada, ampliando a rentabilidade das exportações.

Receita diária tem maior crescimento entre os indicadores

Entre os principais dados avaliados pela Secex, a receita média diária foi o indicador com maior variação positiva no período, crescendo 32,8% na comparação anual.

O desempenho supera tanto o avanço do volume exportado (+10,9%) quanto a valorização média da tonelada (+19,8%), evidenciando o impacto combinado de preços mais altos e maior fluxo de embarques.

Setor mantém tendência de expansão nas exportações

Os dados da Secex indicam um cenário de crescimento consistente para a carne bovina brasileira no mercado externo em junho de 2026. A combinação entre maior demanda internacional, valorização do produto e aumento no volume exportado sustenta o desempenho positivo da receita do setor.

Com isso, o Brasil reforça sua posição como um dos principais players globais na exportação de proteína bovina, com ganhos relevantes tanto em volume quanto em valor comercializado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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