AGRONEGÓCIO

Gira técnica inaugura Mundial Braford no Brasil

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O Brasil será o anfitrião do Mundial da Raça Braford em 2025, evento que reunirá criadores e produtores de diversas partes do mundo para um intercâmbio sobre as práticas de manejo e as características dessa raça, famosa por sua produtividade e capacidade de adaptação. De 27 de abril a 4 de maio, os participantes poderão vivenciar uma experiência imersiva com a realização de uma gira técnica, que percorrerá quatro propriedades no Rio Grande do Sul, cada uma representando diferentes abordagens na criação de Braford.

O percurso terá início na Fazenda Pitangueira, localizada em Itaqui (RS), no extremo oeste do Estado. Administrada pela família Monteiro Lopes, a propriedade é uma das mais tradicionais do Brasil na criação de Braford. O próximo destino será a Estância do Sossego, em Uruguaiana (RS), de propriedade da família Ormazabal Moura, reconhecida pela qualidade de seus animais. A gira técnica prosseguirá para a Fazenda Bela Vista, em Sant’ana do Livramento (RS), sob a gestão da família Albornoz Maciel, com mais de 60 anos de tradição na criação da raça, especialmente na produção de touros com genética avançada. A última parada será na Fazenda Santa Tereza, em Arambaré (RS), de responsabilidade de Ney Arthur Azambuja, que apresentará os métodos de manejo aplicados para otimizar a produtividade dos animais.

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Segundo Eduardo Soares, presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), a gira técnica visa demonstrar a versatilidade e qualidade da raça Braford em diferentes condições ambientais e sistemas de produção. “Queremos mostrar ao mundo que, independentemente do ambiente, o Braford é capaz de gerar resultados no campo, proporcionando rentabilidade e sustentabilidade aos produtores”, explica o presidente da ABHB.

Para Soares, o Mundial da Raça Braford vai além de uma vitrine para os produtores brasileiros. O evento reafirma o compromisso do Brasil com a inovação no setor agropecuário e destaca a importância da raça Braford no mercado global de carne. “A gira técnica é uma oportunidade única para produtores de diferentes partes do mundo observarem como o Braford se adapta a diversos biotipos e sistemas produtivos. É uma demonstração da diversidade genética e da eficiência produtiva que a raça pode agregar aos negócios rurais”, acrescenta.

Felipe Azambuja, gerente executivo da ABHB, reforça que a seleção das propriedades foi feita para ilustrar modelos variados de produção, evidenciando a adaptabilidade da raça. “Essas propriedades foram escolhidas pela representatividade e pela qualidade genética dos animais, além dos métodos diferenciados de criação aplicados em cada uma delas. Queremos que o mundo conheça o potencial do Braford brasileiro e como ele pode se adequar a diferentes realidades produtivas”, afirma Azambuja.

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Este será o segundo Mundial da Raça Braford realizado no Brasil. Após a gira técnica, o evento será encerrado no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), onde ocorrerão atividades como palestras e julgamentos da raça.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Restrição a antimicrobianos ameaça mercado de R$ 9 bilhões para proteínas animais

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O agronegócio brasileiro tem um prazo fatal de menos de 90 dias para evitar o fechamento das portas do mercado europeu e britânico. Com a oficialização de novas restrições ao uso de antimicrobianos pela União Europeia, que excluíram o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes, a partir de 3 de setembro.

O impacto econômico é significativo. Apenas em 2025, a União Europeia importou o equivalente a cerca de R$ 9 bilhões em proteínas animais brasileiras. Desse total, aproximadamente R$ 5,3 bilhões corresponderam às exportações de carne bovina e R$ 3,8 bilhões às vendas de carne de frango. Embora o bloco não esteja entre os maiores destinos em volume, é considerado um mercado estratégico por absorver produtos de maior valor agregado e remunerar melhor os exportadores brasileiros.

Além do mercado europeu, o Brasil também corre o risco de enfrentar restrições no Reino Unido. Um ofício enviado nesta semana pelo Ministério da Agricultura aos auditores fiscais federais agropecuários informou que os procedimentos adotados para atender às exigências da União Europeia também deverão ser observados para as exportações destinadas aos britânicos. As medidas abrangem carne bovina, carne de aves, carne equina, pescado, mel, ovos etc.

Segundo o documento, somente poderão ser certificados para a União Europeia e para o Reino Unido os produtos considerados elegíveis aos requisitos relacionados ao uso de antimicrobianos previstos na legislação europeia. A regra passará a valer para certificações emitidas a partir de 3 de setembro de 2026, independentemente da data de chegada da carga ao destino.

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O governo brasileiro ainda tenta reverter a decisão. No entanto, o próximo encontro do comitê técnico europeu responsável pela avaliação do tema está previsto apenas para outubro, quando as restrições já terão entrado em vigor. Integrantes do governo avaliam que a questão poderá exigir atuação política em nível mais elevado, inclusive com eventual envolvimento direto do Palácio do Planalto nas negociações com a Comissão Europeia.

Fontes ligadas às discussões classificam a medida como uma barreira comercial injustificada, especialmente após a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia, em 1º de maio. O Ministério da Agricultura afirma que o Brasil segue elevados padrões sanitários e defende o reconhecimento internacional dos controles adotados pelo país.

No ofício encaminhado aos fiscais, a área técnica da pasta determinou que os estabelecimentos habilitados para exportar aos dois mercados implementem controles auditáveis para comprovar o atendimento às exigências relacionadas aos antimicrobianos. Os procedimentos incluem rastreabilidade de animais e matérias-primas, manutenção de registros, segregação entre produtos elegíveis e não elegíveis, além de mecanismos para bloqueio de lotes que percam a condição necessária para certificação.

No caso da carne de aves, os exportadores deverão comprovar que os produtos são provenientes de animais não submetidos aos antimicrobianos proibidos pela legislação europeia. Para a carne bovina, os auditores deverão verificar certificados de transição dos lotes habilitados à exportação, além de conferir informações do Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov) e das Guias de Trânsito Animal.

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A regulamentação europeia proíbe o uso, em animais destinados à produção de alimentos exportados ao bloco, de antimicrobianos considerados essenciais para a saúde humana. A lista inclui grupos específicos de antibióticos, antivirais e antiprotozoários reservados ao tratamento de infecções em pessoas.

Segundo informações obtidas pelo governo brasileiro, o Reino Unido também solicitou que o Brasil apresente garantias formais sobre seus sistemas de controle até o dia 2 de setembro. Caso não haja avanço nas negociações, exportadores brasileiros poderão perder acesso a mercados que movimentam bilhões de reais por ano e são considerados estratégicos para as cadeias de proteína animal do país.

A decisão oficializa o entendimento já aprovado em 12 de maio pelo Comitê Permanente das Plantas, dos Animais, dos Alimentos e dos Alimentos para Animais da União Europeia. O regulamento reúne exigências anteriores e atualiza a lista de países que não apresentaram garantias consideradas suficientes para comprovar o controle do uso de antimicrobianos na produção destinada ao mercado europeu.

Fonte: Pensar Agro

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