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Nova linha de ônibus A75 começa a operar no Pedra 90 em Cuiabá

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A linha de ônibus A75 começou a operar nesta segunda-feira (25) e será responsável pela integração de toda a região do Pedra 90. A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), implementou a nova linha com o objetivo de oferecer transporte público de qualidade e excelência aos moradores que utilizam o ônibus tanto para trabalhar quanto para lazer, atendendo a uma área de grande abrangência populacional.

“Como Diretoria de Transportes, que atua diretamente com as empresas prestadoras de serviço na capital, identificamos que ainda existem setores no Pedra 90 sem pavimentação e onde o transporte público está distante da população”, destacou o diretor de Transportes da Semob, Nicolau Budib.

Segundo Nicolau, a linha A75 tem a função de ser alimentadora, conectando os bairros que interligam os residenciais São Paulo e o Juca do Guaraná ao ponto final próximo ao Colégio Malik Didier Namer Zahafi. Essa integração facilitará o acesso de estudantes e moradores mais isolados ao ponto central de integração, de onde poderão realizar conexões para outras áreas.

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“Por se tratar de uma linha alimentadora, os usuários podem realizar até duas integrações adicionais para chegar ao centro de Cuiabá ou à cidade de Várzea Grande, pagando apenas uma passagem”, explicou o diretor.

A expectativa da Semob é atender entre 5 e 10 mil pessoas diariamente com a nova linha, beneficiando principalmente o público interno da região.

“Estamos priorizando as pessoas, e nada mais justo do que oferecer uma nova linha para atender a população local. Antes, muitas localidades estavam desconectadas do restante da cidade, mas hoje o cenário é completamente diferente”, afirmou o prefeito de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Chuva falha no Centro-Oeste e sobra no Sul na largada da safra

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Outubro começa com risco de replantio da soja no Centro-Oeste e de paralisação das máquinas no Sul. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica chuva abaixo da média em Mato Grosso e Goiás, enquanto o Rio Grande do Sul pode receber até 200 milímetros acima do normal em algumas áreas.

O contraste ocorre no início do plantio da safra 2026/27, estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 366,6 milhões de toneladas de grãos. A soja deverá ocupar 49,3 milhões de hectares, mas a semeadura ainda ocorre de forma pontual nas áreas de sequeiro de Mato Grosso. Em Mato Grosso do Sul e no Paraná, as condições permitiram o início dos trabalhos.

O maior risco no Centro-Oeste não é apenas o atraso do plantio. O Inmet alerta que chuvas isoladas, seguidas por períodos secos, podem provocar germinação irregular, falhas na formação das lavouras e necessidade de replantio. Em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas podem superar em mais de 2°C a média histórica de outubro, acelerando a perda de água do solo.

A decisão de esperar pela regularização das chuvas também afeta o milho segunda safra. Quanto mais tarde a soja for semeada e colhida, menor será a janela para implantar o cereal dentro do período de menor risco climático.

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No Matopiba, formado por partes de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a previsão também é desfavorável. As precipitações de setembro aliviaram o risco de incêndios, mas não foram suficientes para recompor a umidade do solo na maioria das áreas de sequeiro. O plantio de soja e milho deverá depender de chuvas mais regulares.

Em Mato Grosso do Sul, a condição tende a ser melhor, principalmente no sudoeste e no leste do Estado. Mesmo assim, o centro-norte e o Pantanal podem receber chuva abaixo da média, o que exige atenção antes da entrada das semeadoras.

No Sul, o excesso de umidade cria o problema inverso. A chuva pode reduzir as janelas para o preparo do solo e o plantio de soja, milho e arroz. No Rio Grande do Sul, o acumulado de outubro pode ficar aproximadamente 75 milímetros acima da média e alcançar excesso de até 200 milímetros no oeste do Estado.

O trigo é a cultura mais exposta neste momento. Parte das lavouras está em fases críticas de desenvolvimento ou de colheita. A combinação de chuva frequente e calor favorece doenças como giberela, ferrugem, oídio e manchas foliares, além de aumentar o risco de perda de qualidade e germinação do grão ainda na espiga.

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Em São Paulo, a chuva tende a favorecer o plantio da soja e o desenvolvimento da cana-de-açúcar, das pastagens e das hortaliças. Minas Gerais e Espírito Santo, porém, devem enfrentar precipitações irregulares e temperaturas elevadas. Para o café, a condição pode prejudicar a uniformidade da florada e o pegamento dos frutos.

A previsão é influenciada pelo El Niño, que tem 95% de probabilidade de alcançar intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O fenômeno ajuda a explicar a tendência de seca no Centro-Norte e chuva acima da média no Sul, mas não determina sozinho o volume que cairá em cada propriedade.

Para o produtor, a recomendação prática é não definir a semeadura apenas pela ocorrência de uma chuva. No Centro-Oeste, será necessário conferir se existe umidade suficiente no perfil do solo para sustentar a emergência das plantas. No Sul, o desafio será aproveitar os intervalos de tempo seco sem entrar com máquinas em áreas encharcadas.

Fonte: Pensar Agro

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