A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (22.11), um integrante de uma associação criminosa responsável por praticar vários roubos de automóveis na Capital. Alguns dos crimes ocorreram nas proximidades da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
O mandado de prisão temporária contra o suspeito, de 25 anos, foi cumprido pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVA).
A ordem judicial foi expedida pelo juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO), após as investigações da DERFVA para esclarecer as ocorrências de roubo de veículo, envolvendo também crime de extorsão.
Diante da prisão temporária decretada, os policiais civis foram até o endereço do investigado no bairro Areão, em Cuiabá, onde localizaram uma porção grande de maconha.
O suspeito foi interrogado e também autuado em flagrante por tráfico de drogas. Após a confecção dos autos, o preso foi colocado à disposição da Justiça.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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