A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Nobres (a 125 km de Cuiabá), cumpriu, nessa quinta-feira (27.2), duas ordens judiciais, uma de prisão e uma de busca e apreensão, em ações distintas, contra uma mulher de 31 anos e um adolescente de 14.
Na primeira ação, os investigadores prenderam, na área urbana de Nobres, uma mulher que estava foragida da Justiça. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz da Comarca de Nobres, após a condenação da mulher e descumprimento das medidas cautelares impostas. O cumprimento contou com apoio da Polinter.
A condenada passou pelos procedimentos legais, como exame de corpo de delito, e foi encaminhada para a Cadeia Pública de Cáceres, onde ficará à disposição da Justiça.
Apreensão adolescente
Ainda nessa quinta-feira (27), durante a tarde, policiais da Delegacia de Nobres apreenderam um adolescente, de 14 anos, em cumprimento de um mandado de busca e apreensão, também expedido pelo juiz da Comarca de Nobres. O adolescente é investigado por envolvimento em homicídios.
Após os procedimentos legais, o adolescente passou por exame de corpo de delito e foi colocado à disposição da Justiça. Posteriormente, ele será encaminhado para uma das unidades de internação do Estado.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.