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China reafirma disposição para diálogo comercial com os EUA em meio a tensões tarifárias

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A China está aberta a um diálogo ativo com os Estados Unidos, fundamentado em princípios de respeito mútuo, a fim de promover o fortalecimento das relações econômicas e comerciais entre os dois países. A declaração foi feita nesta sexta-feira (21) pelo vice-ministro do Comércio chinês e representante de Comércio Internacional, Wang Shouwen.

Em uma coletiva de imprensa realizada em Pequim, Wang enfatizou que a China está preparada para lidar com os impactos de possíveis choques externos, como as tarifas comerciais ameaçadas pelo então presidente eleito dos EUA, Donald Trump. “Acreditamos que a China e os EUA podem manter uma tendência de desenvolvimento estável, saudável e sustentável nas relações econômicas e comerciais”, afirmou.

Preocupações com tarifas e medidas de resposta

Trump havia prometido impor tarifas superiores a 60% sobre produtos chineses, o que trouxe apreensão para fabricantes e exportadores do país asiático, acelerando a realocação de fábricas para o Sudeste Asiático e outras regiões. Economistas consultados pela Reuters preveem que tarifas de até 40% possam ser aplicadas no início do próximo ano, potencialmente reduzindo o crescimento da economia chinesa em até um ponto percentual.

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Para mitigar os impactos dessas ameaças, autoridades chinesas anunciaram na quinta-feira (20) uma série de medidas para impulsionar o comércio exterior. Entre elas, destacam-se o fortalecimento do apoio financeiro às empresas e a ampliação das exportações de produtos agrícolas.

Perspectivas para o iuan

As turbulências comerciais também afetam a moeda chinesa, o iuan. Nos primeiros 18 meses do mandato inicial de Trump, o iuan valorizou-se em 10%, mas perdeu cerca de 12% de valor com a imposição de tarifas e os efeitos da pandemia.

Liu Ye, autoridade do banco central da China, declarou na coletiva que o iuan deverá permanecer “basicamente estável em um nível razoável e equilibrado”. Segundo Liu, o banco central reforçará a orientação das expectativas do mercado para evitar especulações unilaterais e protegerá o câmbio contra oscilações excessivas.

Por fim, Wang reiterou que a China deseja ampliar áreas de cooperação com os EUA e buscar a gestão eficaz de divergências, em uma tentativa de sustentar a estabilidade e o crescimento mútuo nas relações comerciais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Cúpula do agro liga inovação e rastreabilidade ao acesso a mercados

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Acesso a mercados, rastreabilidade e uso de tecnologia para reduzir riscos estão no centro da proposta da Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro, a Citagro 2026, marcada para 16 de novembro, em São Paulo. O encontro pretende aproximar empresas, investidores e pesquisadores em torno da competitividade da produção brasileira.

A questão chega à porteira por meio das exigências dos compradores. Para cadeias que abastecem mercados com regras ambientais específicas, comprovar a origem da mercadoria e as condições de produção passa a integrar o trabalho de comercialização. Sistemas digitais de rastreabilidade ajudam a organizar as informações necessárias para atender a esses critérios.

Um exemplo é o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), cuja aplicação começa em 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores, segundo a Comissão Europeia. A norma abrange bovinos, soja, café, cacau, óleo de palma, borracha, madeira e determinados derivados. Para a maior parte dos micro e pequenos operadores, o prazo é 30 de junho de 2027.

As regras exigem comprovação de que os produtos foram obtidos conforme a legislação do país de origem e não estão associados a desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020. A verificação envolve informações sobre fornecedores e localização das áreas produtivas. Mesmo produtores brasileiros que vendem a uma cooperativa ou empresa intermediária recebem demandas por esses dados dos compradores.

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Outra mudança é o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (CBAM), em sua fase definitiva desde janeiro de 2026. Seu alcance inclui determinados fertilizantes e outros produtos industriais. Nesses casos, as emissões da fabricação entram no cálculo das obrigações dos importadores europeus, acrescentando uma variável ambiental à relação comercial.

O material de apresentação da Citagro também destaca a inteligência de mercado como instrumento para antecipar cenários. A proposta associa competitividade à capacidade de acompanhar mudanças tarifárias, exigências regulatórias e movimentos da demanda, usando essas informações no planejamento das empresas e na diversificação de destinos para a produção.

Para o produtor, essa discussão envolve decisões concretas: quais informações manter sobre a propriedade, quais tecnologias adotar e quais requisitos serão necessários para vender a determinados compradores. A conexão entre pesquisa e produção, outro eixo da iniciativa, busca aproximar o desenvolvimento de soluções das necessidades das cadeias agropecuárias e das regiões produtoras.

A apresentação defende ainda maior articulação entre empresas, governos e instituições de pesquisa nas negociações internacionais. O objetivo anunciado é combinar inovação no campo com participação brasileira na definição de padrões comerciais e ambientais que influenciam o acesso a mercados.

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Serviço

  • Evento: Cúpula da Inovação e Tecnologia do Agro Brasileiro — Citagro 2026
  • Data: 16 de novembro de 2026
  • Horário: das 18h às 22h
  • Cidade: São Paulo (SP)

Fonte: Pensar Agro

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