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Incertezas Climáticas Indicam Retração na Nova Safra de Milho

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O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou sua segunda estimativa para a safrinha de milho 2024/25, apontando para uma produção de 45,53 milhões de toneladas, o que representa uma redução de aproximadamente 3,47% em relação ao ciclo anterior. Essa previsão reflete, em grande parte, as incertezas climáticas que têm impactado tanto o início da semeadura da soja quanto as expectativas para a colheita.

A área destinada ao milho deve alcançar 6,79 milhões de hectares, um reflexo direto dos atrasos na semeadura da soja, que, por sua vez, devem afetar a janela de colheita da oleaginosa. Esse adiamento tem causado um efeito cascata, dificultando o planejamento para o cultivo da safrinha, já que a soja impacta diretamente o calendário da cultura subsequente.

O cenário de instabilidade climática também tem gerado preocupações quanto à produtividade do milho, que permanece estimada em 111,74 sacas por hectare. Fatores como condições climáticas adversas, pragas, doenças e os investimentos em sementes e adubação ainda podem influenciar esses números, mantendo as margens apertadas para o produtor.

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Embora o preço do milho tenha registrado aumento nos últimos meses, analistas destacam que, em algumas regiões, as cotações futuras ainda não são suficientes para cobrir os custos operacionais efetivos. Apesar dos desafios, a estimativa de produção foi mantida em 45,53 milhões de toneladas, o que ainda representa uma safra menor comparada às últimas três temporadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bioestimulantes ganham espaço nos pomares e ajudam frutas a resistirem ao estresse climático

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Estresse climático desafia produção de frutas no Brasil

A fruticultura brasileira enfrenta desafios crescentes diante das oscilações climáticas e das mudanças nas condições ambientais. Culturas como citros, uva, maçã e manga estão entre as mais sensíveis aos chamados estresses abióticos, provocados por fatores como escassez hídrica, altas temperaturas e salinidade do solo.

Essas condições afetam diretamente o desenvolvimento das plantas, comprometendo tanto a produtividade quanto a qualidade final dos frutos. Diante desse cenário, produtores vêm ampliando o uso de tecnologias naturais voltadas à proteção fisiológica dos pomares, com destaque para os bioestimulantes agrícolas.

Extratos de algas fortalecem resistência das plantas

Entre as soluções mais utilizadas no manejo de estresse vegetal estão os extratos da alga Ascophyllum nodosum, reconhecida por sua elevada capacidade de adaptação a ambientes extremos.

A espécie é encontrada nas águas frias do Atlântico Norte, especialmente nas regiões costeiras do Canadá, Irlanda e Noruega, onde enfrenta condições severas de salinidade, variações de maré e oscilações intensas de temperatura.

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Segundo Bruno Carloto, gerente de marketing estratégico da Acadian Sea Beyond no Brasil e Paraguai, essas características naturais da alga são transferidas às plantas por meio dos extratos utilizados no campo.

“As condições extremas favoreceram o desenvolvimento de mecanismos naturais de resistência. Quando aplicados nas culturas agrícolas, esses compostos ajudam a aumentar a tolerância das plantas aos diferentes tipos de estresse”, explica.

Plantas mantêm desenvolvimento mesmo sob pressão ambiental

Pesquisas e aplicações práticas no campo mostram que os bioestimulantes atuam fortalecendo processos fisiológicos internos das plantas.

Em períodos de seca, calor intenso ou outras condições adversas, culturas tratadas tendem a apresentar maior estabilidade no desenvolvimento vegetativo e reprodutivo, reduzindo perdas produtivas.

De acordo com especialistas, esse suporte fisiológico é decisivo para preservar etapas fundamentais do ciclo produtivo, como formação, enchimento e qualidade dos frutos.

Qualidade da fruta se torna fator estratégico

Na fruticultura, manter o equilíbrio entre produtividade e qualidade é essencial para atender tanto o mercado interno quanto as exigências da exportação.

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Segundo Bruno Carloto, compreender a resposta das plantas ao ambiente se tornou um diferencial estratégico para o manejo moderno dos pomares.

“Quando ajudamos a planta a lidar melhor com o estresse, ela mantém o desenvolvimento e isso se reflete diretamente na produtividade e na qualidade dos frutos”, destaca.

Bioestimulantes avançam no manejo sustentável dos pomares

O avanço dos bioestimulantes acompanha a busca do setor por soluções mais sustentáveis e eficientes diante das mudanças climáticas.

Com maior resiliência das plantas, produtores conseguem reduzir impactos ambientais sobre a produção e ampliar a segurança produtiva em culturas altamente dependentes de condições climáticas equilibradas.

A tendência é de crescimento no uso dessas tecnologias nos próximos anos, especialmente em regiões sujeitas a extremos climáticos e maior pressão sobre os recursos hídricos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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