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Seca Grave Ameaça o Agro Brasileiro: Inovações Surgem como Solução para Desafios Hídricos

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A seca prolongada continua a impor desafios severos ao agronegócio brasileiro, colocando em risco a produtividade em diversas regiões do país. De acordo com o Boletim de Monitoramento de Secas e Impactos no Brasil, divulgado pelo governo federal em 6 de novembro, outubro trouxe uma leve melhora em relação a setembro, com a diminuição do número de municípios em estado de seca extrema. No entanto, a situação ainda é preocupante, com áreas como o Acre, sudoeste do Amazonas, Rondônia e norte do Mato Grosso apresentando índices alarmantes. Além disso, no Nordeste, especialmente em Alagoas e Sergipe, a seca severa se intensificou, ampliando as dificuldades para o setor agrícola.

O levantamento aponta que cerca de 500 municípios enfrentaram níveis críticos de seca, com mais de 80% de suas áreas agroprodutivas impactadas. Embora a situação tenha mostrado um leve alívio em comparação com o mês anterior, o cenário segue como uma grande preocupação para o agronegócio, que enfrenta a escassez de recursos hídricos e, consequentemente, a ameaça à sustentabilidade das lavouras e pastagens.

Desafios para a Produção Agropecuária

A seca prolongada tem um impacto direto sobre o crescimento das plantas e a qualidade das pastagens, prejudicando culturas como soja, milho e algodão, além da criação de gado. Em regiões críticas, a falta de chuvas e o baixo nível dos reservatórios comprometem o ciclo produtivo, tornando a irrigação uma solução cada vez mais inviável devido à limitação de água disponível. Nesse contexto, surge a necessidade urgente de métodos alternativos que promovam a melhor utilização e retenção dos recursos hídricos.

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Soluções Inovadoras: Polímeros Hidroretentores

Para mitigar os impactos da seca e preservar a produção, soluções inovadoras começam a ganhar destaque. Um exemplo é o uso de polímeros hidroretentores, que atuam como “reservatórios” de água no solo. “Esses polímeros podem reter grandes volumes de água e liberá-la gradualmente, conforme a necessidade das plantas”, explica Loremberg Moraes, Diretor da Hydroplan-EB, empresa especializada em tecnologias para o agronegócio.

Os polímeros da Hydroplan-EB possuem a capacidade de absorver entre 200 e 400 vezes o seu peso em água, aumentando seu tamanho até 100 vezes. Quando em contato com a água, eles capturam o líquido e o liberam de forma controlada, criando uma reserva valiosa para os períodos de estiagem. Dessa maneira, os agricultores conseguem reduzir a frequência da irrigação e otimizar o uso da água, evitando a perda por evaporação ou drenagem, e mantendo o solo hidratado por um período mais prolongado.

Benefícios para a Saúde do Solo e a Produtividade

Além de melhorar a eficiência no uso da água, os polímeros hidroretentores também favorecem a saúde do solo. Eles previnem a compactação e a erosão, promovendo o desenvolvimento das raízes e, consequentemente, o crescimento mais vigoroso das plantas. Para Loremberg, adotar estratégias como essa pode ser a diferença entre a manutenção e o colapso de uma safra, especialmente em períodos críticos de seca severa.

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O Futuro do Agronegócio Brasileiro

Em um cenário de seca persistente, a busca por soluções inovadoras oferece uma perspectiva positiva para o setor. O uso de tecnologias que favoreçam o uso racional dos recursos naturais será cada vez mais crucial para a resiliência do agronegócio brasileiro diante das mudanças climáticas. A adaptação a esses novos desafios poderá garantir a sustentabilidade e competitividade da produção agrícola e pecuária no país, preservando a segurança alimentar e a economia do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do leite UHT dispara mais de 20% no Sudeste e amplia pressão sobre a cesta básica em abril

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Os consumidores sentiram no bolso o aumento dos preços de alimentos essenciais em abril. Levantamento realizado pela Neogrid apontou que o leite UHT liderou as altas nos supermercados brasileiros, refletindo uma menor oferta de matéria-prima e pressionando ainda mais o custo da cesta básica.

De acordo com o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, o preço médio do leite UHT avançou 18,3% no país durante o mês, passando de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril. Na região Sudeste, principal mercado consumidor do país, a valorização foi ainda mais expressiva, alcançando 20,19%.

Menor captação de leite sustenta alta dos preços

A escalada dos preços está diretamente relacionada à redução da produção nacional de leite. Dados do Índice de Captação de Leite (ICAP-L) mostram que a coleta recuou 3,9% entre fevereiro e março, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre de 2026.

Entre os fatores que explicam o cenário estão a menor disponibilidade de pastagens durante o período e a cautela dos produtores diante das margens mais apertadas observadas ao longo de 2025.

A combinação entre oferta reduzida e demanda constante elevou os preços dos lácteos no varejo, tornando o leite um dos principais responsáveis pela inflação alimentar registrada no mês.

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Feijão, pão e legumes também ficaram mais caros

Além do leite, outros produtos básicos da alimentação apresentaram aumento de preços em abril.

Os queijos registraram alta de 2,4%, passando de R$ 63,61 para R$ 65,12. O feijão avançou 2,1%, enquanto os legumes tiveram valorização de 2%. Já o pão apresentou aumento de 1,8% no período.

Segundo Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid, os reajustes estão concentrados justamente em categorias mais sensíveis às condições climáticas e à sazonalidade da produção.

“O comportamento dos preços mostra uma pressão concentrada em produtos essenciais da alimentação, especialmente lácteos e hortifrúti, exigindo maior atenção dos consumidores na composição das compras”, avalia.

Legumes lideram inflação alimentar em 2026

No acumulado entre dezembro de 2025 e abril de 2026, os legumes aparecem como os produtos com maior valorização no varejo alimentar brasileiro.

O grupo registrou alta de 25,3%, com o preço médio passando de R$ 5,50 para R$ 6,89. Em seguida aparecem:

  • Leite UHT: +21,7%;
  • Feijão: +20,5%;
  • Ovos: +13,4%;
  • Carne bovina: +6,6%.

Os números reforçam a pressão sobre os itens que compõem a base da alimentação das famílias brasileiras.

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Sudeste registra altas e quedas relevantes em abril

Na análise regional, o Sudeste apresentou comportamento misto entre alimentos e produtos de consumo diário.

As maiores altas registradas foram:

  • Leite UHT: +20,19%;
  • Pão: +4,1%;
  • Creme dental: +1,6%;
  • Água sanitária: +1,6%;
  • Arroz: +1,4%.

Por outro lado, algumas categorias apresentaram alívio nos preços ao consumidor:

  • Carne suína: -5,9%;
  • Ovos: -4,8%;
  • Açúcar: -3,1%;
  • Café em pó e em grãos: -3%;
  • Desinfetante: -1,8%.
Mercado deve seguir atento à oferta e ao clima

A expectativa para os próximos meses é de continuidade da volatilidade em produtos mais dependentes das condições climáticas e da oferta agrícola, especialmente lácteos, hortifrúti e itens básicos da alimentação.

Em contrapartida, categorias industrializadas e algumas proteínas tendem a apresentar maior estabilidade, favorecidas pela competição entre varejistas e pela acomodação dos custos de produção.

O comportamento desses mercados continuará sendo um dos principais fatores de influência sobre a inflação dos alimentos ao longo de 2026, impactando diretamente o orçamento das famílias brasileiras e as estratégias da cadeia de abastecimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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