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Manejo Nutricional na Pecuária: Atenção Especial à Transição entre a Seca e as Águas

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A transição entre os períodos de seca e as águas é um dos momentos mais desafiadores para os pecuaristas, especialmente no que diz respeito ao manejo nutricional dos rebanhos. Durante essa fase, a escolha do suplemento adequado se torna crucial para evitar a queda no consumo de alimentos e minimizar os riscos de intoxicação alimentar nos bovinos. De acordo com Murilo Meschiatti, consultor técnico da Trouw Nutrition, é fundamental ajustar a inclusão de ureia nos suplementos proteicos conforme as variações climáticas e as mudanças na composição bromatológica e estrutural das pastagens.

“Durante a seca, as pastagens apresentam baixo teor de proteína e menor digestibilidade das fibras, o que exige uma suplementação proteica mais robusta. A ureia, nesse cenário, é essencial para fornecer Nitrogênio Não-Proteico (NNP), composto que melhora a digestibilidade das fibras, aumenta o consumo de matéria seca e, consequentemente, favorece o ganho de peso dos animais”, explica Murilo.

Com a chegada das chuvas e a consequente rebrota das pastagens, a qualidade nutricional dos pastos melhora consideravelmente, o que reflete em uma maior digestibilidade das forragens. Neste momento, é necessária uma adaptação na suplementação proteica, com a redução, e em alguns casos a eliminação, da ureia. Essa alteração visa dois objetivos principais: garantir o consumo adequado do suplemento, já que a ureia, juntamente com o cloreto de sódio e aditivos, funciona como controlador de consumo, e ajustar o custo do suplemento, tornando-o mais acessível ao pecuarista.

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Reconhecendo as dificuldades enfrentadas pelos pecuaristas durante a transição climática, a Trouw Nutrition oferece soluções inovadoras e suplementos específicos, com minerais e proteicos, para bovinos de corte em todas as fases de produção. “O Lambisk SA é um proteinado ideal para substituir a ureia, sendo especialmente recomendado para este período de transição entre a seca e as chuvas, quando os pastos começam a rebrotar”, conclui o especialista da Trouw Nutrition.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizante feito com dejetos de porco pode reduzir dependência de fósforo

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Uma tecnologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) começa a se consolidar como alternativa para reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes fosfatados importados. Trata-se da estruvita, um insumo obtido a partir de resíduos da suinocultura que, em testes conduzidos pela Embrapa, foi capaz de suprir até 50% da demanda de fósforo na cultura da soja sem perda relevante de produtividade.

Nos experimentos, a produção alcançou 3.500 quilos por hectare, resultado próximo da média nacional de 3.560 quilos por hectare registrada em 2025 com adubação convencional. O desempenho indica que o produto pode ser incorporado ao manejo como complemento ao fósforo solúvel, especialmente em sistemas que buscam maior eficiência no uso de nutrientes e redução de custos.

A estruvita é formada pela precipitação química de nutrientes presentes em dejetos animais, gerando cristais de fosfato de magnésio e amônio. O processo transforma um passivo ambiental — comum em regiões de produção intensiva de suínos — em insumo agrícola, com potencial de reaproveitamento dentro da própria cadeia produtiva.

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Do ponto de vista agronômico, o diferencial está na liberação gradual do fósforo. Em solos tropicais, onde o nutriente tende a ser rapidamente fixado e perder disponibilidade, essa característica melhora o aproveitamento pelas plantas. A reação alcalina do material também contribui para maior eficiência no solo, em contraste com fertilizantes convencionais, predominantemente ácidos.

Os estudos também avançam no desenvolvimento de formulações organominerais. Em avaliações iniciais, essas combinações apresentaram maior difusão de fósforo no solo em comparação com a estruvita granulada, ampliando o potencial de uso em diferentes sistemas produtivos.

Além do desempenho agronômico, a tecnologia traz implicações econômicas e ambientais. Ao reduzir a dependência de insumos importados,  que ainda representam cerca de 75% do consumo nacional de fertilizantes, a estruvita se insere como alternativa estratégica em um dos principais componentes de custo da produção agrícola.

Outro impacto relevante está na gestão de dejetos da suinocultura. A recuperação de nutrientes permite reduzir a carga de fósforo e nitrogênio aplicada ao solo, diminuindo o risco de contaminação ambiental e abrindo espaço para maior intensificação da produção nas granjas.

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Apesar do avanço internacional, com unidades de produção em operação em países como China, Estados Unidos e Alemanha, o uso da estruvita ainda é incipiente no Brasil. A principal lacuna está no conhecimento sobre o comportamento do insumo em condições tropicais, marcadas por solos ácidos e alta presença de óxidos de ferro e alumínio, que influenciam a dinâmica do fósforo.

A pesquisa conduzida pela Embrapa, com participação de universidades e centros de pesquisa nacionais, busca justamente adaptar a tecnologia à realidade brasileira e viabilizar sua adoção em escala.

O avanço ocorre em linha com o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê a ampliação da produção interna e o desenvolvimento de fontes alternativas mais eficientes. Se confirmados os resultados em escala comercial, a estruvita tende a se consolidar como uma solução nacional para um dos principais gargalos estruturais da agricultura brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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