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Futuros do açúcar sobem em Nova York com impacto da queda do petróleo

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Os contratos futuros de açúcar registraram alta na ICE Futures de Nova York na última sexta-feira (15). Segundo analistas, a queda nas cotações do petróleo, que atingiram o menor nível em duas semanas, exerceu pressão sobre o mercado da commodity e impulsionou a liquidação de posições compradas.

O contrato com vencimento em março de 2025 foi negociado a 21,58 centavos de dólar por libra-peso, um acréscimo de 2 pontos em relação ao preço do dia anterior. Já o contrato de maio de 2025 avançou 4 pontos, alcançando 20,10 centavos de dólar por libra-peso. Os demais vencimentos registraram alta de 7 a 15 pontos.

Especialistas da consultoria Barchart destacaram que a queda nos preços do petróleo também influenciou as cotações do etanol, tornando mais atrativo para as usinas direcionarem a moagem de cana-de-açúcar para a produção de açúcar, em detrimento do biocombustível. Esse movimento pode resultar no aumento da oferta da commodity no mercado global.

Londres: resultados mistos para o açúcar branco

Na ICE Futures Europe, em Londres, o desempenho do açúcar branco foi misto. Os contratos com maior liquidez, referentes aos vencimentos de dezembro de 2024 e março de 2025, encerraram com quedas de 10 centavos e 1,80 dólar, respectivamente, sendo negociados a US$ 545,20 e US$ 555,00 por tonelada. Nos demais vencimentos, as oscilações variaram entre altas de 40 centavos e 3 dólares.

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Mercado interno: alta no açúcar cristal

No mercado brasileiro, o açúcar cristal apresentou valorização na quinta-feira (14), conforme o Indicador Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 kg foi comercializada a R$ 167,72, uma alta de 0,32% em relação aos R$ 167,19 registrados na quarta-feira. Na sexta-feira (15), devido ao feriado da Proclamação da República, não houve negociações no mercado doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz enfrenta pressão de oferta e demanda enfraquecida, aponta Itaú BBA

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O mercado brasileiro de arroz segue enfrentando um cenário de forte pressão sobre os preços, reflexo da ampla disponibilidade do cereal e da demanda doméstica enfraquecida. A avaliação consta no relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que apresenta uma análise detalhada dos principais fatores que influenciam a cadeia produtiva do arroz no Brasil e no mercado internacional.

De acordo com o levantamento, a conclusão da colheita da safra 2024/25 consolidou um quadro de oferta elevada, especialmente nos principais estados produtores. O aumento da produção, combinado com um ritmo mais lento de comercialização, tem contribuído para a manutenção dos preços em patamares inferiores aos registrados nos últimos ciclos.

Oferta elevada amplia pressão sobre as cotações

A produção robusta registrada nesta temporada elevou a disponibilidade de arroz no mercado interno. Com estoques mais confortáveis e maior volume de produto à disposição dos compradores, os preços vêm apresentando dificuldades para reagir.

Segundo a análise do Itaú BBA, a combinação entre aumento da oferta e consumo doméstico moderado tem reduzido o poder de negociação dos produtores, que enfrentam margens mais apertadas diante dos custos de produção ainda elevados.

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Além disso, a concorrência com arroz importado e o comportamento cauteloso da indústria beneficiadora contribuem para um ambiente de comercialização mais lento.

Exportações ganham importância para o setor

Diante da pressão no mercado interno, as exportações assumem papel estratégico para equilibrar a oferta disponível no país. O desempenho das vendas externas será um dos principais fatores a serem monitorados ao longo dos próximos meses.

O relatório destaca que a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional dependerá de aspectos como taxa de câmbio, logística e comportamento dos preços globais. Um avanço consistente das exportações poderia ajudar a reduzir a pressão sobre os estoques e oferecer sustentação às cotações domésticas.

Mercado internacional também influencia preços

No cenário externo, a dinâmica de oferta dos principais países exportadores continua sendo um fator relevante para a formação dos preços. Alterações na produção de grandes fornecedores globais podem impactar o fluxo de comércio internacional e criar oportunidades para o arroz brasileiro.

Ao mesmo tempo, a recuperação gradual da oferta mundial após períodos de restrições em importantes países produtores tende a limitar movimentos mais expressivos de valorização no mercado global.

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Perspectivas para os próximos meses

Para o restante do ano, a expectativa é de continuidade de um mercado amplamente abastecido, com os preços dependendo da evolução da demanda doméstica e do desempenho das exportações.

Os analistas do Itaú BBA ressaltam que o setor deverá acompanhar de perto o comportamento dos estoques, o ritmo de comercialização e as condições do mercado internacional. Esses fatores serão determinantes para definir o equilíbrio entre oferta e demanda e o direcionamento das cotações nos próximos meses.

Embora o cenário atual seja desafiador para os produtores, oportunidades podem surgir caso haja recuperação do consumo ou avanço mais significativo das exportações brasileiras, contribuindo para uma melhor sustentação dos preços ao longo da temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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