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Protocolo genético e inseminação elevam taxa de prenhez em ovinos a 95% no interior do RS

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Uma propriedade localizada em Rosário do Sul (RS) alcançou 95% de taxa de prenhez em ovinos após dois anos e meio de aplicação de um protocolo especial de seleção genética e inseminação. A iniciativa visa encurtar a estação de monta, concentrar os partos e reduzir perdas neonatais, resultados que já refletem em maior eficiência produtiva.

Detalhes do protocolo e acompanhamento técnico

O trabalho foi conduzido pela consultoria SIA – Serviço de Inteligência em Agronegócios, com supervisão técnica do zootecnista Lucas Flores Madruga, especialista em produção de ruminantes. A propriedade conta com 150 matrizes da raça Merino Australiano e está na terceira geração familiar, o que favorece a adoção das tecnologias e o planejamento da atividade.

O protocolo utilizado envolve duas aplicações de prostaglandina seguidas de inseminação cervical superficial com sêmen fresco. Essa técnica permitiu reduzir o número de carneiros necessários e investir em genética de alta qualidade, aumentando a produção de lã e cordeiros.

Benefícios para manejo e sustentabilidade da fazenda

O criador Leonardo Gonçalves Esteves destaca que o planejamento genético e a concentração dos partos proporcionam um manejo mais eficiente dos recém-nascidos e maior aproveitamento dos recursos genéticos do rebanho. “Concentrar a parição facilita a gestão, reduz riscos de perdas e impulsiona a produtividade e sustentabilidade da atividade”, afirma.

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Preparação para nova fase produtiva

Com os primeiros cordeiros previstos para nascer em agosto, a propriedade inicia um novo ciclo produtivo com partos concentrados e manejo otimizado, reforçando os ganhos genéticos conquistados até o momento.

Segundo o técnico Lucas Madruga, embora seja um processo contínuo, os resultados já colhidos demonstram que o protocolo é decisivo para o avanço da ovinocultura local, garantindo maior eficiência e sustentabilidade para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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