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Previsão de Inflação para 2024 e 2025 é Ajustada para Cima, Aponta Pesquisa Focus

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As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) na pesquisa Focus revisaram para cima as previsões de inflação para os anos de 2024 e 2025, com destaque para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2024, a projeção do IPCA foi elevada de 4,62% para 4,64%, enquanto para 2025 subiu de 4,10% para 4,12%. Vale lembrar que a meta oficial para a inflação em ambos os anos é de 3,00%.

No que se refere aos preços administrados, que são controlados por contratos ou pelo poder público, a estimativa para 2024 foi ajustada de 5,03% para 5,01%. Já para 2025, houve um aumento na previsão, que passou de 3,82% para 3,87%. Quanto ao Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), utilizado principalmente em contratos de aluguel, a expectativa para 2024 subiu de 5,39% para 5,45%, enquanto para 2025 permaneceu estável em 4,00%.

Crescimento econômico e taxa de juros

As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024 e 2025 se mantiveram inalteradas, em 3,10% e 1,94%, respectivamente. No entanto, a estimativa do BC, divulgada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, indica um crescimento ligeiramente superior para 2024, de 3,2%.

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Quanto à taxa básica de juros (Selic), a previsão para o final de 2024 foi mantida em 11,75%, enquanto a estimativa para 2025 subiu de 11,50% para 12,00%. Há um mês, o mercado previa que a Selic encerraria 2025 em 11,25%. Atualmente, a taxa está fixada em 11,25%, indicando uma expectativa de aumento de 0,50 ponto percentual até o final do ano.

Taxa de câmbio

O mercado também revisou para cima as projeções para o dólar. Para 2024, a estimativa passou de R$ 5,55 para R$ 5,60, enquanto para 2025 foi ajustada de R$ 5,48 para R$ 5,50. Há quatro semanas, as projeções eram mais otimistas, com estimativas de R$ 5,42 e R$ 5,40, respectivamente, para os dois anos.

A pesquisa Focus é publicada semanalmente pelo Banco Central e reúne as expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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