AGRONEGÓCIO

Uberaba Prevê Expansão da Produção de Cana-de-Açúcar em 2025

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A produção de cana-de-açúcar em Uberaba, Minas Gerais, está prevista para crescer em 2025, impulsionada por uma tendência de aumento vertical nas lavouras e maior produtividade, de acordo com o secretário do Agronegócio (Sagri), Agnaldo Silva. Durante uma visita à fazenda São José, na região do Vale do Tijuco, a 40 quilômetros da área urbana de Uberaba, o secretário destacou o potencial de expansão do setor sucroalcooleiro no município.

A propriedade, onde o produtor Alexandre Cavalcante cultiva 700 hectares com quatro variedades de cana, atualmente está na metade da colheita, atrasada este ano por conta de fatores como seca, geadas e incêndios. Silva salientou que Uberaba mantém-se como o maior produtor nacional de cana-de-açúcar nos últimos cinco anos, o que, em 2024, contribuiu para posicionar o município como o 30º mais relevante no agronegócio brasileiro, conforme o ranking da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgado pelo IBGE em 2023.

O secretário ressaltou que a cidade se destaca há décadas pela liderança nos setores agrícola e pecuário e que, mais recentemente, consolidou-se especificamente na produção de cana-de-açúcar, com uma colheita anual de 9,6 milhões de toneladas. “Hoje, Uberaba conta com duas usinas e outras cinco com sedes em municípios vizinhos, que também cultivam aqui, gerando divisas por meio de ICMS e outras receitas que contribuem para investimentos em educação, saúde e infraestrutura,” explicou Silva.

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Além de estimular a economia, o setor gera emprego e renda, movimentando o comércio e a indústria local, acrescentou o secretário. Atualmente, Uberaba possui 120 mil hectares de cana plantada e outros 20 mil hectares em formação. “Esses números indicam a possibilidade de ampliação da área cultivada em 2025,” afirmou Silva, destacando que o principal impulso para o setor é o crescimento vertical, com menos área e maior qualidade e densidade de plantio para aumentar a produtividade.

“Em conversas com produtores, fornecedores e técnicos, a ênfase tem sido justamente esse foco: menos áreas de plantio, mas com canaviais mais produtivos e plantas de alta qualidade,” explicou o secretário.

Silva também frisou que, embora a cana-de-açúcar tenha grande relevância na economia local, Uberaba não está limitada à monocultura. O município também se destaca na produção de soja, sorgo e trigo de cerrado, além de expandir o setor de hortifrutigranjeiros, com crescentes colheitas de batata, cenoura e alho.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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