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JBS Aloca R$ 70 Milhões para Expansão da Produção de Embalagens Metálicas

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A JBS anunciou um investimento de R$ 70 milhões na Zempack, sua unidade de embalagens metálicas, que ampliará significativamente a capacidade produtiva da empresa. Na unidade de Lins, localizada no interior de São Paulo, a produção de embalagens para alimentos, como proteínas pré-cozidas (luncheon meat), será ampliada em 180% até novembro. Em Guaiçara, também no interior paulista, a capacidade de fabricação de latas de aerossóis foi aumentada em 25% neste ano.

O aporte será direcionado principalmente à aquisição de novos maquinários para as linhas de produção. A unidade de Lins receberá mais de R$ 35 milhões até o final de novembro, enquanto Guaiçara já recebeu investimentos superiores a R$ 35 milhões nos últimos meses. Ambas as unidades possuem tecnologia de ponta e estão alinhadas com a Indústria 4.0. A planta de Guaiçara, inaugurada em 2021, é equipada com tecnologia europeia avançada, incluindo sistemas de manutenção remota e impressoras duplas para maior agilidade na litografia das embalagens.

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As embalagens metálicas desempenham um papel crucial na preservação das propriedades naturais dos alimentos, garantindo sua integridade por mais de dois anos, mesmo em condições adversas.

Marcelo Jorcovix, diretor da Zempack, destaca a importância desses investimentos: “Os aportes nas duas unidades serão fundamentais para o nosso crescimento. Eles nos ajudarão a expandir a oferta de soluções para segmentos estratégicos, como embalagens de aerossóis para inseticidas, higiene, limpeza e cosméticos em Guaiçara, e latas de luncheon meat em Lins.”

O investimento reflete a crescente demanda por embalagens no Brasil e no exterior, especialmente no mercado de aerossóis. O Brasil já é o quarto maior consumidor global de aerossóis, com 1,32 bilhão de unidades consumidas em 2022, conforme dados da Associação Brasileira de Aerossóis (ABAS). A expectativa é que o mercado global de latas de aerossóis cresça de 19 bilhões de unidades em 2024 para mais de 22 bilhões até 2029, de acordo com a pesquisa da Mordor Intelligence.

Com o aumento da produção, a Zempack planeja expandir seu quadro de funcionários em 20% na unidade de Guaiçara, consolidando a JBS como um dos principais empregadores na região de Lins, onde já conta com mais de 8.500 colaboradores.

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Compromisso com a Sustentabilidade

A Zempack mantém um forte compromisso com a sustentabilidade em todas as etapas de sua produção. Toda a energia utilizada nas fábricas provém da Biolins, unidade de energia elétrica da JBS em Lins, que utiliza 100% de matéria-prima renovável, como bagaço de cana e cavaco de reflorestamento. Além disso, a produção de embalagens de aço segue um sistema de logística reversa, com 100% do material descartado sendo reciclado pela JBS Ambiental e reintegrado à cadeia produtiva. Todas as embalagens produzidas pela Zempack são 100% recicláveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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