AGRONEGÓCIO

Exportações de Café Não Torrado Registram Crescimento de 53,7% no Faturamento Diário em Novembro de 2024

Publicado em

As exportações de café não torrado brasileiras apresentaram um crescimento notável nos primeiros dias úteis de novembro de 2024, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Nos seis primeiros dias do mês, a média diária de café não torrado exportado foi de 11.954 toneladas, representando um aumento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2023, quando a média diária foi de 11.735 toneladas. No total, o volume exportado de café não torrado atingiu 71.726 toneladas, comparado a 234.706 toneladas registradas nos 20 dias úteis de novembro do ano anterior.

O faturamento gerado pelas exportações de café não torrado entre os dias 1º e 6 de novembro de 2024 foi de US$ 339,33 milhões. Esse valor reflete um aumento significativo de 53,7% em relação ao faturamento médio diário de novembro de 2023, que foi de US$ 36,79 milhões. A média diária de faturamento neste mês foi de US$ 56,55 milhões.

Leia Também:  Balança Comercial registra superávit de US$ 2,1 bilhões na 4ª semana de novembro

Além disso, o valor médio de exportação do café não torrado também registrou um avanço de 50,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O preço médio de venda foi de US$ 4.730,90 por tonelada nos primeiros seis dias úteis de novembro/24, enquanto no mês de novembro/23, o preço médio foi de US$ 3.134,90.

Quanto ao café torrado, extratos, essências e concentrados, o volume exportado no início de novembro/24 foi de 2.702 toneladas, enquanto no mês de novembro/23 o total foi de 6.883 toneladas. A média diária de exportação deste produto foi de 450 toneladas, um aumento de 30,8% em relação à média de 344 toneladas registradas no mês de novembro/23. O preço médio de negociação do café torrado foi de US$ 10.879,20 por tonelada, o que representa uma valorização de 25,2% em comparação ao valor médio de US$ 8.687,60 registrado no ano passado.

O faturamento das exportações de café torrado também apresentou um desempenho positivo. Nos seis primeiros dias úteis de novembro/24, a receita alcançou US$ 29,39 milhões, superando os US$ 59,80 milhões do mês de novembro/23. A média diária de faturamento foi de US$ 4,90 milhões, representando um avanço de 63,8% em relação à média diária do mesmo mês do ano anterior, que foi de US$ 2,99 milhões.

Leia Também:  ExpoZebu 2023 registra crescimento recorde e já prepara próxima edição

Esses resultados reforçam a importância estratégica das exportações de café para a economia brasileira e destacam a sólida presença do Brasil no mercado global de café.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

Published

on

A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

Leia Também:  Preço médio do suíno vivo em novembro absorve quedas na comparação mensal e em 12 meses

Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

Leia Também:  Algodão: Exportações se Destacam e Mantêm Atratividade na Safra 2022/23

O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA