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Cafés do Cerrado Mineiro brilham no Cup of Excellence 2024

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A região do Cerrado Mineiro se destacou mais uma vez no Cup of Excellence 2024, um dos mais importantes concursos de cafés especiais do mundo, realizado em Franca, São Paulo, no dia 2 de novembro. Com 13 amostras entre as finalistas, o Cerrado Mineiro reafirma sua posição de referência na produção de cafés de alta qualidade. Dois produtores locais foram premiados, consolidando a excelência da região no setor cafeeiro.

A competição, que celebrou sua 25ª edição, contou com 40 amostras finalistas distribuídas em três categorias: Experimental, Via Seca e Via Úmida. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Apex-Brasil e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), é reconhecido por sua importância na valorização e promoção de cafés especiais de excelência.

Destaque na Categoria Experimental

Na categoria Experimental, dedicada à avaliação de cafés fermentados de forma induzida, o produtor Marcelo Assis Nogueira, da Bioma Café – M&F Coffee, de Campos Altos, conquistou o primeiro lugar, com uma impressionante pontuação de 93,14 – a mais alta do concurso. Outros lotes da Bioma Café também se destacaram, alcançando a segunda e sexta colocações na categoria Via Úmida e a oitava e 12ª posições na categoria Via Seca. Fabiano Ferreira da Silva, da Fazenda Queixadas/Cachoeira e Palmital, também em Campos Altos, e a Abex Exportação e Comércio de Café Ltda, da Fazenda Lagoa Seca, em Serra do Salitre, ficaram com o terceiro e quarto lugares, respectivamente.

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Marcelo Assis Nogueira compartilhou sua emoção: “Superamos muitos desafios nos últimos anos, incluindo problemas climáticos severos. Apesar de perdas significativas na safra de 2021/2022, conseguimos manter a excelência em nossos cafés. Esse prêmio é resultado do trabalho árduo de nossa equipe, e estamos imensamente orgulhosos de representar o Cerrado Mineiro.”

Vitoria na Categoria Via Úmida

Na categoria Via Úmida, que avalia cafés despolpados, desmucilados e cerejas descascadas, o Cerrado Mineiro novamente foi destaque, com Vitor Marcelo Queiroz Barbosa, da Fazenda Sobro e Bonito de Cima – D’Barbosa Coffee, de Coromandel, conquistando o primeiro lugar com uma pontuação de 91,93. Flávio Marcio Ferreira da Silva, da Fazenda Olhos D’Água, também em Campos Altos, ficou com o segundo lugar, enquanto Marcelo Assis Nogueira, da Fazenda Paredão, garantiu o sexto lugar.

Vitor Marcelo Queiroz Barbosa expressou seu orgulho: “Apesar de um ano desafiador, com temperaturas elevadas e escassez de chuvas, conseguimos superar as expectativas com a qualidade do nosso café. Este prêmio é uma grande honra para toda nossa equipe e para o Cerrado Mineiro.”

Reconhecimento global e perspectivas futuras

O Cup of Excellence oferece aos produtores brasileiros de café arábica a oportunidade de expor seus produtos em um mercado global. Em dezembro, os lotes vencedores serão leiloados online, com compradores internacionais ansiosos para adquirir alguns dos melhores cafés do mundo.

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O desempenho do Cerrado Mineiro, com 13 amostras finalistas, reafirma a região como pioneira na Denominação de Origem (DO) para café no Brasil e como uma produtora de grãos de características únicas e qualidade superior. Juliano Tarabal, diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, destaca: “O Cerrado Mineiro segue se consolidando como uma referência no cenário global dos cafés especiais.”

A vitória no Cup of Excellence é também vista como um reflexo do esforço coletivo das cooperativas e produtores da região, como enfatizaram líderes do setor, como Cleber Wilhiam Ribeiro do Amaral, diretor presidente da Carmocer, e Fernando Nogues Beloni, presidente da Expocacer. Ambos parabenizaram os produtores premiados e ressaltaram a importância da conquista para a cafeicultura local.

A importância da qualidade

A região do Cerrado Mineiro continua a se destacar por sua busca incessante pela qualidade superior dos cafés, com investimentos em boas práticas agrícolas, tecnologias sustentáveis e dedicação ao aprimoramento contínuo. O reconhecimento internacional é um reflexo direto do compromisso dos produtores com a excelência, elevando o nome do Cerrado Mineiro tanto no Brasil quanto no exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Manejo integrado pode reduzir perdas por geadas no trigo do Sul, alerta Vittia

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A adoção de manejo integrado nas lavouras de trigo do Sul do Brasil pode ser decisiva para reduzir perdas causadas por geadas e outros eventos climáticos típicos do inverno. A avaliação é da Vittia, que defende o uso combinado de fertilizantes foliares, bioestimulantes e soluções biológicas como forma de fortalecer as plantas e ampliar sua capacidade de tolerar o estresse térmico.

Com a chegada do período mais frio do ano, produtores da região Sul enfrentam desafios recorrentes relacionados a baixas temperaturas, excesso de umidade e ocorrência de geadas, fatores que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Produção de trigo projetada em 6,38 milhões de toneladas na safra 2026

De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de trigo na safra 2026 deve atingir cerca de 6,38 milhões de toneladas. A área cultivada, por sua vez, tende a recuar para aproximadamente 2,14 milhões de hectares, o que reforça a necessidade de maior eficiência produtiva e redução de perdas no campo.

Nesse contexto, o manejo adequado da lavoura passa a ser um fator estratégico para proteger o investimento do produtor rural, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático.

Geada é um dos principais riscos da cultura do trigo

Segundo a Vittia, a geada está entre os principais fatores de risco para a cultura do trigo no Brasil, podendo impactar diferentes fases de desenvolvimento da planta.

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O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da empresa para a Região Sul, Gustavo Rubim, destaca que o planejamento antecipado é essencial para reduzir os impactos das baixas temperaturas.

“Mesmo em um inverno sob influência do El Niño, o produtor não deve descuidar do risco de geadas, sendo fundamental adotar estratégias de manejo bem definidas para reduzir possíveis impactos sobre o desenvolvimento e a produtividade das plantas”, afirma.

Além do frio intenso, Rubim ressalta que o período de inverno também traz outros desafios, como excesso de umidade, maior pressão de doenças e limitações operacionais no campo.

Manejo integrado é fundamental para reduzir riscos climáticos

De acordo com a Vittia, a combinação de práticas de manejo é determinante para aumentar a resiliência das lavouras. Entre as principais estratégias estão:

Principais pilares do manejo integrado:

  • Manejo adequado do solo
  • Nutrição equilibrada das plantas
  • Controle fitossanitário eficiente
  • Uso de soluções biológicas
  • Monitoramento climático constante
  • Escolha correta da época de semeadura
  • Cultivares adaptadas à região

Essas práticas ajudam a reduzir o risco de que fases críticas da cultura coincidam com períodos de maior incidência de geadas.

Impactos da geada variam conforme o estágio da cultura

A Vittia alerta que os danos provocados pelo frio intenso dependem diretamente do estágio fenológico do trigo no momento da ocorrência.

Fase vegetativa: danos geralmente limitados à queima de folhas e redução temporária do crescimento, com possibilidade de recuperação

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Espigamento, florescimento e enchimento de grãos: riscos mais elevados, com possível esterilidade de espiguetas, falhas na formação dos grãos e redução da produtividade e qualidade

Nutrição foliar e bioestimulantes ajudam na recuperação das plantas

Entre as ferramentas recomendadas para mitigar os efeitos do estresse térmico estão fertilizantes foliares e bioestimulantes. Segundo a empresa, esses produtos atuam como suporte fisiológico, ajudando a manter as plantas mais nutridas e preparadas para enfrentar condições adversas.

Nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes contribuem para o equilíbrio metabólico da planta. Já compostos como aminoácidos e extratos de algas auxiliam na recuperação após eventos de geada.

Além disso, os bioestimulantes estimulam mecanismos naturais de defesa, aumentando a atividade antioxidante e reduzindo danos celulares causados pelo frio.

Estratégia deve ser preventiva e integrada, reforça Vittia

Para a Vittia, o uso dessas tecnologias deve estar inserido em uma estratégia de manejo mais ampla, com foco preventivo e planejamento antecipado.

“Não é possível controlar o clima, mas contribuir para que a planta esteja mais equilibrada nutricionalmente antes do evento e tenha melhores condições de recuperação”, destacou Gustavo Rubim.

O cenário reforça a importância de tecnologias agrícolas e práticas integradas como ferramentas essenciais para reduzir riscos climáticos e garantir maior estabilidade produtiva no trigo cultivado na região Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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