AGRONEGÓCIO

Circuito de Palestras e Treinamentos Fomenta Cultivo Sustentável da Noz-Pecã no Brasil e Uruguai

Publicado em

A Divinut, reconhecida como referência nacional na produção de mudas e processamento da noz-pecã, está promovendo um circuito de palestras e treinamentos com o objetivo de compartilhar conhecimentos sobre o cultivo sustentável dessa cultura, que se apresenta como uma alternativa rentável para propriedades rurais. O projeto é liderado por Edson Ortiz, fundador e diretor da Divinut, que há mais de três décadas atua na área, abrangendo desde a produção de mudas até o processamento e exportação do produto.

O primeiro evento do circuito será um treinamento voltado para os funcionários do Sicredi Gerações, programado para o dia 12 de novembro, em Cachoeira do Sul. Segundo Ortiz, “o intuito da atividade é capacitar os colaboradores da carteira agrícola para que possam transmitir informações relevantes sobre a nogueira aos produtores da região”. Para impulsionar essa iniciativa, a Divinut doou 700 mudas para uma área experimental da cooperativa em Barra do Ribeiro, destacando que “essa doação visa estimular a pesquisa e a demonstração, incentivando novos plantios na área de atuação do Sicredi Gerações no Rio Grande do Sul, contribuindo para a diversificação econômica da região”.

Leia Também:   Fluminense garante vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil com vitória sobre Sampaio Corrêa

Em continuidade ao circuito, a Divinut marcará presença na Arena Exportação da Farsul, no dia 14 de novembro, onde abordará o Prêmio Exportação recebido pela empresa em agosto. O Prêmio Exportação RS 2024 – Destaque Agro, promovido pela Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB), homenageia as organizações mais destacadas na exportação de inteligência, serviços e produtos. A Divinut se destacou entre os 68 empreendimentos premiados, sendo uma das 11 empresas gaúchas a receber o reconhecimento na categoria Destaque Setorial Agro.

Para encerrar o ciclo de palestras, Edson Ortiz será um dos palestrantes do III Simpósio Sul-Americano de Nozes-Pecã, a ser realizado em Canelones, Uruguai, no dia 15 de novembro. Neste evento internacional, Ortiz apresentará um painel sobre exportação. O simpósio reunirá diversos segmentos da cadeia produtiva da noz-pecã, incluindo pesquisa, produção, industrialização e assessoria técnica, com mais de 20 especialistas da Argentina, Brasil e Uruguai discutindo temas relevantes como genética, cultivares, fenologia, manejo sanitário e comercialização.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  FMC Destaca Inovações no Coopercitrus Expo 2024

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Tarifas dos EUA colocam exportações brasileiras sob pressão e ampliam exigências de rastreabilidade no agronegócio

Published

on

O Brasil entrou em uma corrida contra o tempo para evitar novos obstáculos às exportações para os Estados Unidos. O governo brasileiro tem até 15 de julho para apresentar argumentos e negociar uma proposta americana que prevê a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos vinculados a suspeitas de trabalho forçado. Caso seja implementada e somada aos 25% já anunciados anteriormente pelos Estados Unidos, a cobrança poderá atingir 37,5% em determinados produtos brasileiros.

Embora os principais produtos do agronegócio nacional, como carne bovina, café, suco de laranja, petróleo e gás, permaneçam fora do escopo direto da investigação, especialistas alertam que o maior desafio pode estar além das tarifas: a crescente exigência internacional por rastreabilidade, governança e conformidade socioambiental.

Agronegócio brasileiro enfrenta risco reputacional crescente

A avaliação de analistas de mercado é que os impactos econômicos imediatos tendem a ser limitados para as principais cadeias exportadoras. No entanto, a inclusão do Brasil em uma discussão internacional relacionada ao combate ao trabalho forçado pode gerar efeitos indiretos relevantes sobre a imagem do país perante compradores, investidores e instituições financeiras.

O principal receio é que importadores passem a exigir processos mais rigorosos de auditoria, monitoramento da cadeia de suprimentos e comprovação da origem dos produtos. Esse movimento já vem ocorrendo em diversos mercados internacionais e pode ganhar força caso a proposta americana avance.

Para especialistas, a simples associação do Brasil a questionamentos sobre fiscalização trabalhista pode aumentar a pressão por certificações, mecanismos de rastreabilidade e controles adicionais de compliance, mesmo para empresas que não estejam diretamente relacionadas aos setores investigados.

Leia Também:  Demanda Aquecida Impulsiona Preços do Etanol no Início de 2025
Cadeias produtivas precisarão reforçar transparência

O novo cenário reforça uma tendência global que vem transformando o comércio internacional. Cada vez mais, a competitividade dos exportadores não depende apenas de preço, qualidade e produtividade, mas também da capacidade de demonstrar conformidade com critérios ambientais, sociais e de governança.

No agronegócio, essa realidade se traduz na necessidade de ampliar investimentos em rastreabilidade, documentação de processos produtivos e monitoramento de fornecedores.

Empresas que já possuem sistemas robustos de controle tendem a enfrentar menos dificuldades. Por outro lado, organizações com baixa transparência operacional podem encontrar barreiras adicionais para acessar mercados estratégicos.

Crédito pode ficar mais seletivo

Além dos reflexos comerciais, o endurecimento das exigências regulatórias pode afetar o acesso ao crédito.

Instituições financeiras e investidores internacionais têm incorporado critérios ESG e de compliance em suas análises de risco. Nesse contexto, empresas com fragilidades em governança ou dificuldades para comprovar a origem de seus produtos podem enfrentar custos mais elevados de financiamento.

O movimento acompanha uma transformação global em que transparência e conformidade deixam de ser diferenciais e passam a representar requisitos básicos para obtenção de capital e participação em mercados internacionais.

Brasil terá seis semanas para negociar

O cronograma estabelecido pelas autoridades americanas prevê consulta pública e audiência em 6 de julho, com decisão final prevista para 15 de julho.

Até lá, especialistas defendem uma atuação coordenada entre governo e iniciativa privada. Entre as prioridades estão a ampliação das negociações diplomáticas, a apresentação de evidências sobre os mecanismos brasileiros de combate ao trabalho análogo à escravidão e o fortalecimento da interlocução com importadores e entidades empresariais dos Estados Unidos.

Leia Também:  Chuvas Regulares Impulsionam Boa Perspectiva para Safra de Feijão no Rio Grande do Sul

Também ganha importância a mobilização de dados que demonstrem a relevância do Brasil para o abastecimento de matérias-primas estratégicas da economia americana, especialmente no agronegócio e na mineração.

Governança será diferencial competitivo

Para o mercado, o cenário ainda é considerado administrável. Entretanto, a discussão evidencia uma mudança estrutural no comércio internacional: as barreiras comerciais deixam de ser apenas tarifárias e passam a incorporar critérios regulatórios, sociais e reputacionais.

Nesse ambiente, a capacidade de comprovar origem, regularidade e conformidade torna-se um ativo estratégico para exportadores brasileiros.

A avaliação predominante entre especialistas é que empresas e cadeias produtivas capazes de demonstrar elevados padrões de governança terão vantagem competitiva nos próximos anos. Já aquelas que não conseguirem atender às novas exigências poderão enfrentar restrições comerciais, aumento do custo de capital e perda de espaço nos mercados internacionais.

Agronegócio brasileiro precisa transformar compliance em oportunidade

O avanço das exigências globais de rastreabilidade e responsabilidade social representa um desafio, mas também uma oportunidade para o agronegócio brasileiro consolidar sua imagem como fornecedor confiável e sustentável.

Com poucas semanas para o encerramento das negociações, o resultado dependerá não apenas da atuação diplomática do governo, mas também da capacidade do setor produtivo de demonstrar transparência, segurança jurídica e compromisso com as melhores práticas internacionais.

Palavras-chave para SEO: tarifas dos EUA, exportações brasileiras, agronegócio brasileiro, rastreabilidade no agronegócio, compliance agrícola, comércio exterior, trabalho forçado, exportação de alimentos, mercado internacional, governança no agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA