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Índices da China e Hong Kong Registram Queda com Expectativa Menor Sobre Estímulo Fiscal

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Os índices acionários da China e de Hong Kong encerraram o pregão desta sexta-feira em queda, embora tenham registrado o melhor desempenho semanal em um mês. A redução nas expectativas em torno do pacote de estímulo fiscal do governo chinês e a realização de lucros antes do anúncio oficial explicam o movimento de recuo nos mercados.

O governo da China anunciou que permitirá aos governos locais emitir títulos no valor de seis trilhões de iuanes (aproximadamente 838,77 bilhões de dólares) para substituir dívidas “ocultas” ao longo de três anos. No entanto, os investidores expressaram decepção com o tamanho do pacote, o que levou o índice Hang Seng, de Hong Kong, a ampliar as perdas nos minutos finais da sessão.

A expectativa de um estímulo fiscal mais robusto vinha crescendo com o foco nos detalhes da política econômica de Pequim, especialmente após as eleições presidenciais nos Estados Unidos. Alguns investidores aguardavam um pacote mais vigoroso, impulsionado pelas ameaças de tarifas comerciais do presidente eleito, Donald Trump.

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De acordo com informações divulgadas anteriormente pela Reuters, a China estaria avaliando a possibilidade de autorizar a emissão de mais de 10 trilhões de iuanes (cerca de 1,4 trilhão de dólares) em dívida extra nos próximos anos, como parte de uma estratégia para reaquecer a economia, tratando de questões como dívidas locais, setor imobiliário e consumo.

Os mercados da China e de Hong Kong iniciaram o dia em alta, impulsionados pelos ganhos observados em Wall Street, após a decisão do Federal Reserve de cortar a taxa de juros em 25 pontos base, o que aumentou o apetite por ativos de risco, principalmente após a vitória de Trump nas eleições. No entanto, ao final do pregão, o índice CSI300 recuou 1%, enquanto o índice SSEC de Xangai caiu 0,53%. Mesmo assim, ambos os índices registraram ganhos superiores a 5% ao longo da semana.

O Hang Seng de Hong Kong perdeu 1,07%, mas conseguiu marcar sua primeira alta semanal desde outubro.

Índices em outras bolsas da Ásia

Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,3%, fechando a 39.500 pontos. Em Seul, o índice KOSPI teve uma leve queda de 0,14%, a 2.561 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX teve alta de 0,62%, fechando a 23.553 pontos. Já em Cingapura, o índice Straits Times valorizou-se em 1,39%, a 3.724 pontos. Por fim, em Sydney, o índice S&P/ASX 200 subiu 0,84%, a 8.295 pontos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de urucum impulsiona pequenas propriedades

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A colheita do urucum avança nas principais regiões produtoras do país com preços entre R$ 12,50 e R$ 15 por quilo das sementes. No noroeste do Paraná, onde a produtividade pode chegar a 1,5 tonelada por hectare, a regularidade das chuvas favoreceu as lavouras depois de dois ciclos prejudicados pela seca.

Nas áreas de melhor desempenho, a combinação entre produtividade e preço representa uma receita bruta potencial de R$ 22,5 mil por hectare. O valor não desconta os gastos com implantação, adubação, manejo, mão de obra, colheita e beneficiamento das sementes.

O Brasil ocupa a liderança mundial na produção de urucum. Levantamento do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), elaborado com dados de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimou uma colheita nacional de 13,6 mil toneladas, equivalente a aproximadamente 57% da produção global naquele ano.

São Paulo concentra o principal polo produtor do país, especialmente na Nova Alta Paulista. Municípios localizados entre Tupã e Panorama têm parte da economia agrícola ligada à cultura. Na região, a safra principal ocorre entre junho e agosto, com preços atuais entre R$ 12,50 e R$ 13 por quilo.

No Paraná, o cultivo comercial ganhou espaço a partir da década de 1980 e encontrou condições favoráveis nos municípios do noroeste. A combinação entre solo arenoso, elevada luminosidade e temperaturas adequadas permitiu o desenvolvimento da atividade, principalmente em pequenas propriedades.

A colheita paranaense começa em março nas áreas mais precoces, atinge o maior volume entre junho e julho e pode seguir até setembro. A estimativa consolidada da produção regional deverá ser conhecida em outubro, depois do encerramento dos trabalhos nas lavouras.

Levantamentos locais indicam produtividade entre 800 e 1.500 quilos de sementes por hectare, dependendo da variedade, da idade das plantas, dos tratos culturais e das condições climáticas. A melhora dos preços também estimulou a retomada dos investimentos em adubação e manutenção das áreas.

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A maior parte dos agricultores utiliza as variedades Piave tradicional e Piave anão. A primeira forma árvores de maior porte. A segunda apresenta plantas mais baixas, característica que facilita o acesso às cápsulas e reduz o esforço necessário durante a colheita.

Segundo especialistas, o porte das plantas é um fator importante principalmente nas propriedades que dependem de mão de obra familiar. A uniformidade da maturação e a disposição dos galhos também interferem na velocidade da colheita e no aproveitamento das sementes.

O urucum tem espaço em áreas nas quais a produção de soja ou milho em grande escala encontra limitações econômicas e operacionais. Em propriedades de até dez hectares, a cultura pode complementar a renda obtida com a pecuária leiteira e outras atividades.

A colheita é semimecanizada. As cápsulas são retiradas dos galhos e encaminhadas para equipamentos que fazem a separação das sementes. O processo ainda exige participação considerável de trabalhadores, o que torna o custo e a disponibilidade de mão de obra pontos importantes no planejamento.

Os frutos do urucuzeiro são cápsulas revestidas por espinhos maleáveis. Em seu interior ficam as sementes cobertas por um pigmento avermelhado utilizado na fabricação de colorau e de corantes naturais.

A bixina, principal pigmento extraído das sementes, abastece sobretudo a indústria de alimentos. A substância é empregada na coloração de queijos, embutidos, massas, molhos, bebidas, sorvetes, doces e outros produtos.

A matéria-prima também possui aplicações nas indústrias cosmética, química, têxtil e de vernizes. A procura por corantes de origem natural ajuda a sustentar o mercado, mas a remuneração depende da qualidade das sementes e do conteúdo de pigmento.

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O teor de bixina é um dos principais critérios avaliados pela indústria. Sementes com maior concentração proporcionam melhor rendimento no processamento, o que aumenta a importância da escolha da variedade e do manejo correto da lavoura.

Pesquisas conduzidas pelo Instituto Agronômico (IAC), ligado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), buscam desenvolver plantas que reúnam porte reduzido, maior produtividade, elevado teor de bixina e resistência às principais doenças.

Entre os problemas acompanhados está o oídio, doença identificada pela formação de uma camada esbranquiçada nas folhas. Quando não controlada, pode reduzir a capacidade de desenvolvimento das plantas e afetar o potencial produtivo.

Os estudos também avaliam espaçamento, arquitetura das plantas, adaptação regional e diversidade genética. O instituto mantém um banco de germoplasma com 378 genótipos, utilizados na seleção de materiais com características de interesse dos agricultores e da indústria.

Por ser uma cultura perene, o urucum exige planejamento de longo prazo. A implantação das mudas deve ser feita preferencialmente entre a primavera e o verão, quando o período chuvoso favorece o crescimento inicial.

Antes de iniciar o cultivo, o produtor precisa avaliar a existência de compradores, a distância até as unidades de beneficiamento e a disponibilidade de trabalhadores. Ao contrário das grandes commodities, o urucum possui um mercado mais restrito e depende de canais comerciais organizados.

A produtividade elevada e os preços próximos de R$ 15 por quilo melhoram as perspectivas desta safra. Para as pequenas propriedades, a cultura representa uma alternativa de diversificação, mas o resultado depende de assistência técnica, qualidade das sementes, eficiência na colheita e segurança na comercialização.

Fonte: Pensar Agro

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