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Fed reduz juros, mas nova gestão Trump traz desafios para economia

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O Federal Reserve (Fed) deve anunciar um corte de 0,25% na taxa de juros ao final de sua reunião de política monetária nesta quinta-feira. No entanto, a reeleição do ex-presidente Donald Trump e o possível controle republicano sobre o Congresso introduzem um cenário econômico incerto, que pode exigir novas estratégias do banco central.

A vitória de Trump na eleição presidencial de terça-feira e a provável maioria republicana nas duas Casas do Congresso sinalizam mudanças importantes, que vão desde novas tarifas e cortes de impostos até restrições na imigração. Essas políticas têm potencial para alterar as expectativas de crescimento e inflação para o próximo ano, dificultando o trabalho do Fed.

Ainda que leve tempo para que essas propostas sejam implementadas no Congresso, a perspectiva de um novo cenário econômico já impactou o mercado financeiro. Após o resultado das eleições, os rendimentos dos títulos do Tesouro (Treasuries) aumentaram, e investidores agora projetam cortes menos intensos nas taxas de juros, considerando um ambiente de crescimento e inflação mais altos a curto prazo, mas com riscos fiscais no futuro.

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“Com o tempo, o rumo dos déficits orçamentários e das tarifas pode se tornar um desafio para o Fed,” afirma Steven Blitz, economista-chefe da TSLombard para os Estados Unidos. Segundo ele, o banco central poderá enfrentar o desafio de manter a inflação sob controle enquanto lida com pressões por baixos índices de desemprego e possíveis alterações no comércio e nos fluxos globais de capital, impulsionadas pelas políticas do novo governo.

Durante seu primeiro mandato, Trump pressionou por taxas de juros baixas e chegou a criticar abertamente o presidente do Fed, Jerome Powell, considerando-o um “inimigo” devido aos aumentos nas taxas de juros que, segundo ele, dificultavam o crescimento econômico. Trump nomeou Powell para liderar o Fed em 2018, e o atual presidente, Joe Biden, o reconduziu ao cargo para um segundo mandato, que vai até maio de 2026. Powell já declarou que pretende concluir seu mandato.

A expectativa é que o Fed reduza a taxa de juros para uma faixa de 4,5% a 4,75% nesta quinta-feira, após um corte de 0,5% em setembro. No entanto, o mercado financeiro começa a mostrar incerteza em relação aos próximos passos, prevendo que o ciclo de cortes possa se encerrar em meados de 2024, com uma taxa na faixa de 3,75% a 4%, um valor acima do projetado pelo Fed em setembro.

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Este novo aperto monetário reflete o esforço do Fed para conter a inflação e alcançar a meta de 2%, um processo de desinflação que, ao que parece, ainda está em andamento e que Trump, agora reeleito, poderá preferir ver mantido, considerando a importância que o aumento de preços teve em sua campanha eleitoral.

Antes das eleições, o Fed reafirmou que suas decisões de política monetária não são influenciadas por propostas de qualquer governo específico. A instituição considera as decisões fiscais e regulatórias como “dadas” e ajusta sua política monetária com base nos resultados econômicos que elas geram.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Venda de soja acelera em Mato Grosso e comercialização da safra 2025/26 supera 81%; preços avançam

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Comercialização da soja em Mato Grosso avança com força e preços registram alta

A comercialização da soja em Mato Grosso ganhou ritmo nos últimos meses, impulsionada principalmente pela necessidade de abertura de espaço nos armazéns para a chegada da segunda safra de milho. O movimento também foi favorecido pela valorização dos preços da oleaginosa, levando produtores a intensificarem as negociações tanto da safra atual quanto dos ciclos futuros.

De acordo com levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), as vendas da safra 2025/26 alcançaram 81,04% da produção estimada até maio, representando avanço de 8,52 pontos percentuais em relação ao mês anterior. O percentual também supera em 5,02 pontos percentuais o registrado no mesmo período da temporada 2024/25.

Liberação de armazéns acelera negociações

O avanço da comercialização está diretamente relacionado à necessidade dos produtores de escoar os estoques de soja para receber a safra de milho, cuja colheita começa a ganhar intensidade em diversas regiões do estado.

Além da questão logística, a melhora nas cotações contribuiu para estimular novas vendas. O preço médio da soja da safra 2025/26 encerrou maio em R$ 106,58 por saca, registrando valorização de 1,85% em comparação com abril.

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O cenário reforça a estratégia adotada pelos produtores de aproveitar momentos de recuperação dos preços para ampliar a comercialização e reduzir riscos de mercado.

Safra 2026/27 também registra avanço nas vendas

O movimento de antecipação não se limita à temporada atual. Segundo o Imea, a comercialização da safra 2026/27 atingiu 18,49% da produção projetada, avanço de 4,96 pontos percentuais frente ao mês anterior.

O desempenho também supera em 4,34 pontos percentuais o registrado no mesmo período do ciclo anterior, evidenciando maior interesse dos produtores em travar parte da produção futura.

A antecipação das negociações foi favorecida pela valorização de 1,37% no preço médio mensal da safra futura, que encerrou maio cotada a R$ 109,11 por saca.

Custos elevados e clima mantêm produtores atentos

Apesar do avanço nas vendas, o cenário para os próximos ciclos continua cercado por desafios. O Imea destaca que os elevados custos de produção e as incertezas climáticas seguem sendo fatores de atenção para os agricultores mato-grossenses.

Diante desse ambiente, muitos produtores optam por aproveitar janelas favoráveis de preços para garantir margens e reduzir a exposição às oscilações do mercado.

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A estratégia de comercialização antecipada tem sido uma ferramenta importante para o gerenciamento de riscos, especialmente em um contexto de volatilidade nos mercados agrícolas e de custos ainda elevados para a implantação das lavouras.

Preço da soja disponível também avança

No mercado físico, a soja disponível em Mato Grosso registrou valorização na última semana. O indicador do Imea apresentou alta de 0,54%, encerrando a sexta-feira cotado a R$ 105,17 por saca.

O desempenho positivo reforça o cenário de maior movimentação comercial no estado, que segue como principal produtor de soja do Brasil e referência para o mercado nacional da oleaginosa.

Com a colheita do milho avançando e os produtores atentos às oportunidades de mercado, a tendência é de continuidade do fluxo de vendas nas próximas semanas, tanto para a safra atual quanto para os ciclos futuros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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