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Monitoramento Renovabio: Impactos da Lei “Combustível do Futuro” no Mercado de CBios

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O relatório de novembro da Consultoria Agro do Itaú BBA, referente ao Monitoramento Renovabio, analisa os efeitos da Lei “Combustível do Futuro” sobre o mercado de CBios e a oferta de biocombustíveis no Brasil. O programa Renovabio, que visa promover uma significativa redução da pegada de carbono no setor de transportes, ganha impulso com essa nova legislação, que estabelece o aumento dos percentuais de biocombustíveis na gasolina e no diesel, além de criar programas voltados para combustíveis mais sustentáveis, como o combustível sustentável de aviação (SAF), o diesel verde e o biometano.

A Lei, sancionada em outubro, tem o potencial de aumentar consideravelmente a participação dos biocombustíveis na matriz energética do Brasil. Apesar de já apresentar impactos no curto prazo, as mudanças mais significativas são esperadas para o longo prazo, o que deve refletir positivamente na oferta de CBios, com uma projeção de crescimento de 9% ao ano para as metas obrigatórias do programa Renovabio. No entanto, a experiência dos primeiros cinco anos do programa revela que as metas de longo prazo podem ser ajustadas conforme necessário. A meta obrigatória de 66,9 milhões de CBios em 2024, inicialmente definida em 2020, foi revista para 38,8 milhões de CBios em dezembro de 2023.

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Portanto, embora as metas sejam ambiciosas, um ambiente regulatório favorável e a implementação de políticas eficazes são essenciais para garantir o cumprimento das metas de longo prazo. Com a sanção da Lei do Combustível do Futuro, a probabilidade de que as metas estabelecidas sejam mantidas e alcançadas aumentou consideravelmente, aproximando o Brasil de seus objetivos de descarbonização da matriz energética, especialmente no setor de transportes.

Preços e Volume de Negócios dos CBios

Os preços dos CBios registraram um aumento de 5% em outubro, fechando a R$ 83,50, após dois meses consecutivos de alta. Este valor, contudo, ainda está 7% abaixo da média de 2024, que é de R$ 89,70. O volume de CBios negociados também apresentou crescimento significativo, alcançando 10,3 milhões de créditos, um aumento de 21% em relação ao mês anterior e o maior volume mensal registrado no ano.

Emissão de CBios

Em outubro, a emissão de CBios foi de 4,22 milhões, um aumento de 32% em comparação ao mesmo mês de 2023, e 36% superior ao mês de setembro. No acumulado de 2024 até 31 de outubro, foram emitidos 35,2 milhões de CBios, o que representa um crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2023.

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Balanço de Oferta e Demanda de CBios

Os estoques de CBios chegaram a 28,5 milhões em 31 de outubro, com um aumento de 0,2 milhão de créditos em relação ao início do mês. A parte obrigada acumulou 16,2 milhões de CBios, dos quais 14,3 milhões já foram aposentados, quase 4,1 milhões no mês de outubro. Considerando os 2,3 milhões de créditos aposentados antecipadamente em 2023, a parte obrigada já adquiriu 32,8 milhões de CBios, representando 70,6% da meta anual de 46,4 milhões, que inclui a meta obrigatória de 2024 e os créditos não entregues em 2023.

A regulamentação do Decreto 11.141/22, publicado em 21 de julho de 2022, alterou os prazos para a comprovação das metas de aposentadoria de CBios pelas partes obrigadas. Embora tenha sido definido um prazo excepcional até 30 de setembro de 2023 para o cumprimento das metas de 2022, o Ministério de Minas e Energia reestabeleceu a data limite para o cumprimento das metas como sendo 31 de dezembro de cada ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão de Mato Grosso batem recorde em junho e China amplia compras da pluma brasileira

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As exportações de algodão em pluma de Mato Grosso registraram um novo recorde para o mês de junho, consolidando o protagonismo do estado no comércio internacional da fibra. Impulsionadas pelo forte avanço da demanda chinesa e pela competitividade da pluma brasileira, as vendas externas apresentaram crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborada com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 217,04 mil toneladas de algodão em pluma em junho de 2026. Embora o volume represente uma retração de 25,46% frente a maio, houve avanço de 63,41% na comparação com junho de 2025.

Mato Grosso lidera exportações brasileiras de algodão

Em Mato Grosso, os embarques somaram 154,18 mil toneladas em junho, resultado que representa queda mensal de 20,70%, mas crescimento de 66,38% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

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O desempenho estabeleceu um novo recorde para junho na série histórica da Secex, reforçando a liderança do estado nas exportações brasileiras de algodão.

Safra 2024/25 mantém ritmo forte nas vendas externas

No acumulado da safra 2024/25, entre agosto de 2025 e junho de 2026, Mato Grosso exportou 1,97 milhão de toneladas de algodão em pluma.

O volume representa um crescimento de 13,57% em comparação ao mesmo período da temporada anterior, evidenciando o fortalecimento da presença brasileira no mercado internacional da fibra.

China amplia importações e consolida liderança entre os compradores

Segundo o Imea, a China permaneceu como o principal destino do algodão mato-grossense na safra 2024/25.

As compras chinesas cresceram 53,97% em relação ao ciclo anterior e passaram a representar 19,75% de todas as exportações de algodão realizadas pelo estado.

O instituto atribui esse avanço à maior competitividade da pluma brasileira em um cenário de elevada oferta exportável, fator que aumentou a atratividade do produto nacional frente aos concorrentes internacionais.

Mato Grosso concentra embarques para o mercado chinês

Com o forte crescimento da demanda asiática, Mato Grosso respondeu por mais da metade das exportações brasileiras de algodão destinadas à China, reforçando sua posição estratégica no abastecimento do maior mercado consumidor mundial da fibra.

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A combinação entre elevada produção, qualidade da pluma e competitividade nos preços segue fortalecendo o estado como principal polo exportador de algodão do Brasil e um dos mais relevantes fornecedores do mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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