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Embrapa Lança Ferramenta Digital para Otimizar Planejamento Forrageiro de Pecuaristas

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A Embrapa Pecuária Sul (RS) desenvolveu o EstriboSim, uma ferramenta digital que auxilia pecuaristas e técnicos no uso da cultivar BRS Estribo de capim-sudão. A tecnologia, elaborada em parceria com a Lotus Web Systems, é um software online que gera laudos financeiros a partir de dados fornecidos pelos produtores, analisando cenários bioeconômicos que facilitam a avaliação de lucros, riscos e sustentabilidade do cultivo. Embora atualmente voltado ao capim-sudão, a Embrapa pretende expandir o EstriboSim para outras espécies.

De acordo com Vinícius Lampert, pesquisador da Embrapa, o EstriboSim facilita o planejamento forrageiro ao calcular rapidamente o potencial de lucro e outras variáveis financeiras a partir das informações inseridas. “A pecuária apresenta desafios complexos, e suas margens dependem fortemente de custos e produtividade, influenciadas por fatores como mercado, fertilidade do solo e manejo. O EstriboSim é uma ferramenta prática que oferece aos produtores mais segurança e previsibilidade financeira,” afirma Lampert.

A análise do EstriboSim considera custos de pastagem por hectare, preços de comercialização dos animais e produtividade por hectare, gerando previsões de lucro operacional. A ferramenta também permite simular cenários de lucro e prejuízo, facilitando a identificação de pontos de ajuste. “O software permite visualizar diferentes combinações de preços, custos e produtividade, facilitando uma tomada de decisão mais assertiva e reduzindo riscos financeiros”, destaca Lampert.

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Tecnologia acessível e resultados claros

Com uma interface amigável, o EstriboSim foi projetado para ser acessível, inclusive para produtores com pouca familiaridade tecnológica. Resultados são apresentados de forma intuitiva, com códigos de cores: verde para lucro, amarelo para equilíbrio e vermelho para prejuízo. Essa visualização auxilia o produtor na identificação rápida das melhores estratégias de manejo.

Para maior precisão, o software requer a entrada de variáveis essenciais como produtividade, custos e preços esperados. Com base nesses dados, o EstriboSim gera relatórios personalizados que servem como referência para as práticas de manejo. Lampert observa que o próximo passo é adaptar a ferramenta para outras cultivares, tornando-a ainda mais versátil e útil para o setor agropecuário.

BRS Estribo: ampla adoção e resultados produtivos

A cultivar BRS Estribo, uma espécie de capim-sudão de verão, é amplamente utilizada na Região Sul e foi cultivada em mais de 3,3 milhões de hectares desde seu lançamento. Apenas em 2022, 440 mil hectares foram destinados ao cultivo da BRS Estribo, consolidando a forrageira como a segunda mais produzida e comercializada no Rio Grande do Sul.

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Daniel Montardo, pesquisador da Embrapa, destaca que a BRS Estribo possui ciclo longo e alta produção, com grande flexibilidade de manejo, podendo ser usada tanto em pastejo contínuo quanto rotativo. Além disso, ela pode ser consorciada com outras forrageiras de ciclo hibernal, agregando valor em diferentes sistemas de pastagem, como o sistema “Pasto sobre Pasto”, também desenvolvido pela Embrapa.

Parcerias estratégicas para o desenvolvimento de forrageiras adaptadas

O capim-sudão BRS Estribo é resultado de uma colaboração entre a Embrapa, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Associação Sul-Brasileira para o Fomento e a Pesquisa de Forrageiras (Sulpasto). A parceria, firmada em 2011, já disponibilizou outras cultivares como azevém, trevo e aveias forrageiras. Além de novas cultivares, o programa da Embrapa também realiza pesquisas para aprimorar a qualidade das sementes e otimizar sistemas de produção e colheita, contribuindo para a sustentabilidade da pecuária na Região Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agropecuária do Paraná mais que dobra faturamento em seis anos e Valor Bruto da Produção alcança R$ 212,6 bilhões

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A agropecuária do Paraná consolidou sua posição como um dos principais pilares da economia estadual ao registrar um crescimento expressivo no Valor Bruto da Produção (VBP). Dados preliminares divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostram que o faturamento bruto gerado dentro das propriedades rurais mais que dobrou nos últimos seis anos, passando de R$ 98 bilhões, em 2019, para R$ 212,6 bilhões em 2025.

O avanço nominal de 117% evidencia o fortalecimento do agronegócio paranaense, resultado da expansão da produção agrícola, do desempenho da pecuária, da valorização de diversas cadeias produtivas e da recuperação das condições climáticas nas últimas safras.

O Valor Bruto da Produção é um dos principais indicadores econômicos do setor agropecuário, reunindo aproximadamente 350 produtos, entre grãos, carnes, leite, frutas, hortaliças, produtos florestais, flores e demais atividades desenvolvidas no campo.

Pecuária lidera crescimento e representa mais da metade do VBP

A pecuária permaneceu como a principal responsável pelo crescimento da agropecuária paranaense. Em 2025, o segmento respondeu por 53% de todo o Valor Bruto da Produção estadual, alcançando faturamento de R$ 111,7 bilhões, frente aos R$ 48,7 bilhões registrados em 2019.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelas cadeias de frango de corte, bovinocultura de leite, bovinocultura de corte e recria para engorda, beneficiadas tanto pelo aumento da produção quanto pela valorização dos produtos no mercado.

O frango de corte manteve-se entre as atividades econômicas mais importantes do Estado, movimentando R$ 35,5 bilhões e representando cerca de 17% do VBP estadual. Já a produção leiteira ultrapassou a marca de 4,7 bilhões de litros, enquanto a recria para engorda alcançou faturamento de R$ 7,1 bilhões.

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Agricultura registra forte expansão com soja e milho em destaque

A agricultura também apresentou desempenho expressivo no período analisado. O Valor Bruto da Produção agrícola passou de R$ 45 bilhões para R$ 91,2 bilhões entre 2019 e 2025, crescimento nominal de 103%.

A soja permaneceu como a principal atividade individual da agropecuária paranaense, gerando R$ 42,3 bilhões em faturamento. O milho também teve participação decisiva, com produção das duas safras somando aproximadamente 21 milhões de toneladas e movimentando R$ 19,1 bilhões.

Segundo o levantamento, a recuperação das condições climáticas na safra 2024/2025 favoreceu o aumento da produtividade nas principais culturas de verão e inverno, contribuindo diretamente para a elevação da renda dos produtores rurais.

Setor florestal amplia participação na economia estadual

O segmento florestal também apresentou evolução consistente ao longo dos últimos anos. O faturamento passou de R$ 4,4 bilhões em 2019 para R$ 9,7 bilhões em 2025, crescimento de 121%.

As atividades ligadas à produção de madeira, papel, celulose e demais produtos florestais passaram a representar aproximadamente 5% do Valor Bruto da Produção agropecuária do Paraná, reforçando a diversificação da economia rural do Estado.

Desempenho do campo impulsiona PIB e fortalece exportações

O crescimento do agronegócio teve impacto direto sobre a economia paranaense. Dados do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) apontam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado avançou 2,8% em 2025, superando o crescimento de 2,3% registrado pela economia brasileira.

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No setor primário, a expansão foi ainda mais expressiva, chegando a 13,1%, acima da média nacional da agropecuária, que ficou em 11,7%.

O desempenho foi sustentado pela recuperação da produção agrícola e pelos recordes registrados nas cadeias de proteínas animais, como frangos, suínos, peixes, leite e ovos.

O fortalecimento do setor também refletiu na logística e no comércio exterior. Em 2025, os portos do Paraná movimentaram 73,5 milhões de toneladas de cargas, o maior volume da história e um crescimento de 10,1% em relação ao ano anterior. Entre os principais produtos exportados estiveram soja, milho, açúcar, óleos vegetais, madeira e outros itens do agronegócio.

Indicador mede a força econômica do campo

O Valor Bruto da Produção Agropecuária é calculado anualmente pelos técnicos do Deral a partir do levantamento dos preços recebidos pelos produtores e dos volumes produzidos em todos os municípios paranaenses.

Os dados divulgados para 2025 ainda são preliminares e permanecerão abertos para eventuais contestações por parte dos municípios durante o prazo legal. Após a análise dos recursos, o Deral publicará os números definitivos do indicador, que serve como uma das principais referências para avaliar o desempenho econômico da agropecuária paranaense.

Para o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Natalino Avance de Souza, o crescimento do VBP demonstra a capacidade de adaptação e a competitividade do agronegócio paranaense. Segundo ele, os resultados refletem o trabalho dos produtores rurais, das cooperativas, das entidades do setor e das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da produção no Estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

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