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Câmara dos Deputados Aprova Regulamentação da Produção de Clones de Animais

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No dia 16 de outubro, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que regulamenta a produção de clones de animais, especialmente voltados para a pecuária. A proposta, denominada Projeto de Lei 5.010/2013, é de autoria da senadora Kátia Abreu (Progressistas) e agora segue para sanção presidencial.

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) contribuiu significativamente para a elaboração e discussão deste marco regulatório, por meio de notas técnicas e participação em audiências públicas no Congresso Nacional, em colaboração com especialistas do Ministério da Agricultura (MAPA).

Segundo o pesquisador João Henrique Viana, que atuou no processo, a legislação atual (Lei 6.446, de 5 de outubro de 1977) não reflete os avanços nas biotecnologias de reprodução animal, especialmente em relação à produção de embriões em laboratório através de técnicas como a fertilização in vitro (FIV) e a clonagem. “O marco legal vigente não permite um controle efetivo da atividade pelo MAPA, gerando insegurança jurídica e ausência de regulamentação para o setor produtivo”, afirma Viana. Ele ressalta que as tecnologias de embriões tornaram-se essenciais para a pecuária moderna, acelerando o melhoramento genético e, por conseguinte, a produtividade e a competitividade nas produções de carne e leite.

Viana destaca ainda que estudos recentes demonstram a importância das biotecnologias na reprodução para a sustentabilidade do setor, uma vez que animais mais produtivos consomem menos água, ocupam menos espaço e minimizam a competição por alimentos, como milho e soja, com a população humana. Ele explica que a clonagem, por sua vez, é um processo de reprodução assexuada que não envolve manipulação genética, utilizando apenas material genético de um único indivíduo. Assim, os clones gerados não são considerados organismos geneticamente manipulados (OGMs) e, portanto, não estão sujeitos às normas específicas que regulamentam os OGMs.

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De acordo com Viana, a clonagem é uma técnica em evolução, e problemas observados no passado, como envelhecimento precoce e nascimento de animais com peso elevado, foram mitigados ou reduzidos significativamente. “A expectativa é que, futuramente, o avanço tecnológico possibilite o nascimento de indivíduos com saúde comparável àquela de animais gerados naturalmente”, ressalta.

A clonagem também possui aplicações em conservação de espécies ameaçadas ou em risco de extinção. Viana aponta que, em muitos casos, essa tecnologia é a única viável para preservar o material genético de fêmeas. Existem diversas iniciativas globais em andamento para a criação de bancos de células com o intuito de resgatar espécies de mamíferos em perigo de extinção. “A aprovação do PL 5.010 é um passo fundamental para promover o uso responsável da clonagem, proporcionando ao MAPA os instrumentos necessários para regulamentar e fiscalizar a atividade”, conclui.

Controle e Monitoramento da Produção de Clones

Segundo reportagem da Agência Câmara de Notícias, todos os clones gerados deverão ser controlados e identificados ao longo de seu ciclo de vida por meio de um banco de dados mantido pelo governo, que incluirá informações genéticas para assegurar a identidade e a propriedade do material genético animal e dos clones.

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Informações sobre a produção, circulação, manutenção e destinação do material genético e dos clones utilizados para gerar outros clones de interesse zootécnico serão centralizadas em um banco de dados de acesso público. Um regulamento determinará quais animais deverão permanecer em ciclo de produção fechado, caracterizado como um regime de contenção, evitando sua liberação no meio ambiente.

A circulação e manutenção do material genético ou de clones no Brasil deverão ser acompanhadas e documentadas pelo poder público federal. Além disso, um registro genealógico será mantido sob a orientação do órgão competente.

A supervisão e emissão de certificados sanitários e de propriedade estarão sob a responsabilidade dos serviços veterinários oficiais, que também terão a função de autorizar o fornecimento de material genético e clones para a produção de novos clones.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Programação em Cuiabá marca o Dia Nacional da Libras com debates sobre políticas públicas

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Em celebração ao Dia Nacional da Língua Brasileira de Sinais (Libras), comemorado nesta sexta-feira (24), a Prefeitura de Cuiabá realizou uma programação voltada à acessibilidade e à valorização da comunidade surda. Com o tema “Cuiabá que fala com as mãos: Libras é inclusão, é direito e é comunicação”, o evento reuniu gestores, educadores e representantes do segmento para discutir políticas públicas e práticas inclusivas.

A iniciativa foi conduzida pela Secretaria Adjunta de Inclusão, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, e contou com palestras e apresentações que destacaram a Libras como instrumento de cidadania. Participaram o secretário adjunto da pasta, Andrico Xavier, o vereador Dilemário Alencar e profissionais da educação especial.

Durante a programação, foi abordada a ampliação de ações intersetoriais no município, com destaque para o mapeamento de pessoas com deficiência e o fortalecimento de políticas de acessibilidade. A proposta inclui estratégias educacionais que considerem a língua de sinais como primeira língua para estudantes surdos.

O secretário adjunto de Inclusão, Andrico, destacou o avanço na construção de políticas específicas para a comunidade surda, especialmente na área educacional. “A Libras é a língua materna da pessoa surda. O município tem trabalhado para fortalecer esse direito, com ações integradas e o projeto de uma escola bilíngue, para garantir um ambiente adequado de aprendizagem e convivência”, afirmou.

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Apresentação em Libras

A programação também contou com participação musical de alunas do Programa Simininas, da unidade do bairro São Isabel, que iniciaram recentemente o aprendizado em Libras.

A educadora Maria Rosa de Andrade Martins, conhecida como Tia Rosinha, responsável pelo grupo, explicou o processo de inclusão da linguagem no cotidiano das alunas.

“Em poucos dias, elas já conseguiram desenvolver sinais básicos e se apresentaram com segurança. A aceitação foi muito positiva, e a proposta é ampliar essa prática ao longo do ano”, pontuou.

No campo legislativo, o evento também reforçou marcos já instituídos no município, como a Lei nº 6.710/2021, que criou o Dia Municipal do Tradutor e Intérprete de Libras. A legislação integra um conjunto de medidas voltadas à ampliação do acesso à comunicação nos serviços públicos.

O vereador Dilemário Alencar ressaltou a necessidade de continuidade das políticas de inclusão. “É fundamental garantir o acesso à comunicação em espaços públicos e ampliar oportunidades para pessoas com deficiência. A inclusão precisa estar presente na educação, na saúde e no mercado de trabalho”, disse.

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A programação incluiu ainda palestra do professor Luiz Dinarte Faria, reconhecido como o primeiro professor de Libras em Mato Grosso capacitado pelo Ministério da Educação, em parceria com a Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos.

Ao final, o evento reforçou a importância da Libras como ferramenta essencial para a construção de uma sociedade mais acessível, destacando o papel do poder público na promoção de políticas que garantam o direito à comunicação e à inclusão social.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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