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Executiva Global do Rabobank Visita o Brasil para Discutir Oportunidades Sustentáveis no Agronegócio

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A crescente preocupação com os impactos das mudanças climáticas nas diversas regiões do Brasil tem se tornado um dos maiores desafios para o agronegócio do país. De acordo com pesquisa da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos, até 2060, 74% das terras agrícolas na fronteira entre a Amazônia e o Cerrado poderão ser afetadas pelas variações climáticas. Nesse contexto, o Rabobank, banco especializado em soluções financeiras para o agronegócio, tem se posicionado como um importante aliado na transição para práticas mais sustentáveis. Com mais de 35 anos de presença no Brasil, a instituição tem contribuído para o desenvolvimento sustentável do setor agrícola brasileiro.

Em outubro, Els Kamphof, membro do Conselho Global do Rabobank, esteve no Brasil para conhecer mais de perto as inovações que estão sendo implementadas por produtores e empresas no país. Durante sua visita, ela destacou as práticas sustentáveis que têm sido adotadas em diversas regiões, que representam um exemplo de liderança no setor agropecuário mundial.

“Tive a oportunidade de ver algumas das principais inovações implementadas pelos brasileiros. É fundamental que essas práticas sejam amplamente divulgadas. Ao compreender as soluções adotadas aqui, podemos apoiar nossos clientes na implementação de práticas sustentáveis globalmente, ajudando os produtores a se tornarem líderes no cenário internacional”, afirmou Kamphof.

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A executiva ressaltou que, para o Rabobank, a sustentabilidade ambiental e financeira devem caminhar juntas para promover uma mudança no sistema alimentar. Segundo ela, alimentar o mundo de maneira sustentável dentro dos limites do planeta pode parecer um desafio, mas, na verdade, o Brasil tem grandes oportunidades de se consolidar como um hub de inovações tecnológicas e de boas práticas agrícolas.

Tecnologia como Impulso para a Sustentabilidade

A tecnologia tem se mostrado um fator crucial para aumentar a eficiência e a produtividade no agronegócio brasileiro. Exemplos disso incluem a agricultura regenerativa e o uso da análise de dados para otimizar a produção de alimentos de forma mais eficiente e menos impactante ao clima.

“É fundamental compartilhar e disseminar as experiências dos nossos clientes no Brasil, que já estão implementando transformações essenciais para uma agricultura mais sustentável. Estamos acompanhando os impactos das mudanças climáticas e suas consequências sobre os produtores. Por isso, é importante que todos participem dessa conversa, para que possamos contribuir para a solução”, enfatizou Kamphof.

Embora os desafios sejam grandes, a executiva destacou o progresso do agronegócio brasileiro, que já adota boas práticas na gestão de recursos hídricos e utiliza tecnologias avançadas em práticas agrícolas regenerativas. Para ela, um sistema alimentar que esteja preparado para o futuro precisa restaurar o equilíbrio e a resiliência na natureza, na agricultura e nos modelos de negócios.

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O Papel Estratégico do Brasil no Agronegócio Global

O setor agrícola brasileiro desempenha um papel crucial não apenas para a economia do país, mas também para a segurança alimentar global. Além de ser o maior país da América do Sul, o Brasil possui a maior extensão de terras aráveis do continente e é um dos maiores exportadores agrícolas do mundo. O país responde por mais de 50% das exportações globais de soja, por exemplo.

“O agronegócio brasileiro representa mais de 25% do PIB do país e emprega milhões de pessoas. O Brasil se destaca especialmente pela pesquisa avançada em práticas agrícolas sustentáveis e inovações tecnológicas, que são essenciais para enfrentar os desafios globais de segurança alimentar. O setor agropecuário do Brasil não só é vital para o crescimento do país, mas também serve como um modelo de inovação para outros setores da economia mundial”, conclui Els Kamphof.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de café deve dar salto e atingir 73,3 milhões de sacas em 2026/27

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Após ciclos consecutivos castigados por intempéries climáticas e gargalos na oferta, o parque cafeeiro brasileiro prepara-se para uma virada expressiva. A produção nacional de café deve registrar uma robusta recuperação na safra 2026/27, projetada para alcançar a marca de 73,3 milhões de sacas de 60 quilos. O avanço reflete diretamente a recomposição do cinturão produtor nacional, historicamente fragilizado por restrições hídricas nas últimas temporadas.

O diagnóstico consta do mais recente relatório mensal divulgado pelo banco Holandês Rabobank, instituição global líder em financiamento do agronegócio. De acordo com a análise setorial a recuperação será capitaneada pelo café do tipo arábica, amplamente favorecido pela regularidade do regime de chuvas nas principais regiões produtoras. Do volume total estimado, o arábica responderá por 48,7 milhões de sacas, enquanto o conilon (robusta) deve somar 24,6 milhões de sacas.

Se as perspectivas para o campo são de fartura, o ritmo do comércio exterior caminha em marcha mais lenta. O fluxo de exportações brasileiras iniciou o ano sob o signo da cautela. No fechamento do primeiro trimestre de 2026, os embarques ao exterior totalizaram 8,5 milhões de sacas, um tombo severo de 21% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

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Mesmo com uma reação pontual registrada em março — quando o País embarcou 3,04 milhões de sacas, um incremento de 15% sobre fevereiro —, o resultado mensal ainda empacou 7,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo a área de inteligência de mercado do Rabobank, o encolhimento do comércio exterior não sinaliza falta de produto, mas sim uma decisão estratégica do cafeicultor. Diante de elevados diferenciais de preços globais e de uma pontual perda de competitividade do grão nacional frente a concorrentes externos, os produtores vêm optando por reter os lotes, adotando uma postura nitidamente defensiva.

Para além das porteiras, o cenário de incertezas globais emergiu como o principal freio à rentabilidade da lavoura. As fricções geopolíticas no Oriente Médio, centralizadas na escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, continuam a injetar forte volatilidade nas bolsas internacionais, com reflexo direto nos custos de produção.

A crise pressiona as cotações de energia e derivados de petróleo, encarecendo o frete e a operação de maquinários. O maior impacto, contudo, recai sobre a cadeia de fertilizantes. O Brasil possui uma vulnerabilidade estrutural crônica no setor, dependendo da importação de aproximadamente 90% de todos os nutrientes minerais aplicados no solo. Sob a ameaça de bloqueios logísticos e pressões inflacionárias globais, o preço dos insumos disparou, intensificando os riscos cambiais e tornando a fixação prévia de preços uma engenharia de alto risco para as cooperativas e produtores.

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A perda do poder de compra do agricultor fica evidente na forte deterioração da relação de troca. Em abril, o cafeicultor precisou desembolsar 4,97 sacas de arábica para adquirir uma única tonelada do adubo blend 20-05-20, contra 4,66 sacas exigidas em março. O tombo na comparação anual é dramático: em abril de 2025, bastavam apenas 2,25 sacas para comprar o mesmo volume de nutrientes.

Embora o comportamento lateralizado e as realizações de lucros tragam volatilidade, o arábica subiu 3% em março e 2% em abril, enquanto o robusta recuou 9% e recuperou 3% nos respectivos meses, as cotações internacionais se mantêm em patamares historicamente elevados, o que mitiga parcialmente o aperto das margens.

Fonte: Pensar Agro

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