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Setor de Bioinsumos Avança na Proposta de Projeto de Lei para Regulamentação

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Desde fevereiro de 2024, 52 entidades representativas da indústria e do setor produtivo têm trabalhado para estruturar um texto consensual para o Projeto de Lei (PL) de Bioinsumos. O objetivo da proposta é harmonizar os interesses de produtores, indústrias, pesquisadores e órgãos reguladores, visando à criação de um marco regulatório para bioinsumos, produtos de origem biológica aplicados na agricultura. Essa proposta reúne elementos dos dois projetos de lei em tramitação sobre o tema: o PL 658/21, do deputado Zé Vitor (PL/MG), e o PL 3668/21, do senador Jaques Wagner (PT/BA).

Fundamentação e Estrutura da Proposta

O texto consolidado busca regulamentar a produção e o uso dos bioinsumos, atualmente enquadrados em normas destinadas, em sua maioria, a produtos químicos. A proposta visa um arcabouço jurídico próprio para esses insumos, considerando suas especificidades e os riscos biológicos envolvidos. Com uma legislação específica, será possível estabelecer um ambiente regulatório equilibrado, promovendo a convivência entre as partes e incentivando a preservação ambiental e a saúde pública.

Entre os pontos centrais da proposta, destacam-se:

Registro e Regulação pelo MAPA: O registro de bioinsumos será feito pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), com regulamentação específica (por meio de decretos, portarias, etc.) que definirá a classificação, as especificações e os requisitos mínimos para esses produtos. Atualmente, produtos como inoculantes e biofertilizantes são registrados exclusivamente no MAPA.

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Inclusão dos Inóculos de Bioinsumos: Os inóculos de bioinsumos comercializados deverão ser registrados no MAPA, assegurando que todos os produtos passem por avaliações técnicas. Esses inóculos poderão ser obtidos diretamente de bancos de germoplasma ou a partir de comunidades naturais.

Consulta aos Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente: O MAPA poderá consultar os Ministérios da Saúde e do Meio Ambiente para oferecer subsídios técnicos nos processos de registro de bioinsumos destinados ao controle fitossanitário.

Incentivos Fiscais e Tributários: O Poder Executivo poderá utilizar incentivos fiscais para fomentar a pesquisa, produção, uso e comercialização de bioinsumos para a agricultura, pecuária, aquicultura e silvicultura.

Produção para Uso Próprio: A proposta também regulamenta a produção de bioinsumos para uso próprio, com normas de boas práticas e rastreabilidade para assegurar segurança ambiental e à saúde. As unidades de produção de bioinsumos geridas por agricultores familiares, povos indígenas e comunidades tradicionais serão reconhecidas como categorias especiais e poderão produzir bioinsumos para uso próprio.

Regulamentação do Transporte de Bioinsumos: A proposta prevê normas para o transporte de bioinsumos, incluindo macrorganismos, de acordo com o nível de risco envolvido.

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Potencial do Brasil no Setor de Bioinsumos

O setor de bioinsumos no Brasil representa uma oportunidade estratégica para promover uma agricultura mais sustentável e ampliar a segurança alimentar. Atualmente, o país é o segundo maior mercado mundial para bioinsumos e tem atraído investimentos significativos. Além de se consolidar como grande consumidor, o Brasil visa posicionar-se como um dos principais produtores desses insumos, fomentando a independência tecnológica, a geração de empregos e o desenvolvimento econômico.

A criação de um marco regulatório para os bioinsumos promete aumentar a segurança jurídica para empresas, investidores e agricultores, fortalecendo ainda mais o papel do Brasil como protagonista na produção sustentável.

Assinaturas e Apoio

A proposta conta com o apoio de diversas entidades do setor, incluindo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE), a Associação Brasileira de Bioinsumos (ABBINS), a Associação dos Produtores de Soja (APROSOJA), entre outras importantes organizações. Essas associações reforçam a importância do projeto para o desenvolvimento e consolidação do mercado de bioinsumos no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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