AGRONEGÓCIO

Hughes do Brasil Apresenta Solução de IoT Via Satélite na Agrishow 2025

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A Hughes do Brasil, subsidiária da Hughes Network Systems, LLC, marca presença na Agrishow 2025, um dos maiores eventos do agronegócio latino-americano, com sua solução de Internet das Coisas (IoT) via satélite. Desenvolvida para atender a operações críticas em regiões remotas, a tecnologia oferece uma combinação robusta e econômica de terminais de satélite avançados, cobertura nacional e uma plataforma de gestão remota, garantindo conectividade confiável, baixo consumo de dados e energia, e alta disponibilidade.

A solução de IoT via satélite da Hughes é apresentada como um serviço completo, que inclui desde a instalação até o suporte técnico especializado e a monitorização remota segura. Voltada para setores como agricultura, mineração, óleo e gás, logística, utilities e energia, a plataforma permite a automação e o monitoramento em tempo real de equipamentos, sensores e processos operacionais, mesmo em locais sem infraestrutura terrestre.

Ricardo Amaral, Vice-Presidente de Vendas e Marketing de Enterprise da Hughes do Brasil, destaca o papel da empresa como uma integradora de soluções para o campo: “Não nos limitamos à conectividade. Oferecemos inteligência operacional, controle e eficiência para transformar o agronegócio”, afirma.

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Um exemplo prático de como a solução pode transformar operações agrícolas foi o projeto-piloto realizado em parceria com a Soil Tecnologia e a Irrigabras. Em uma propriedade de 60 hectares em Itatiba (SP), produtores utilizaram a tecnologia satelital da Hughes para controlar pivôs de irrigação de forma remota, otimizando o uso da água e reduzindo o desperdício. “A automação só foi possível devido à conectividade confiável. A tecnologia satelital transforma a irrigação em um processo inteligente e sustentável, impactando diretamente a produtividade e os custos operacionais”, complementa Amaral.

A solução de IoT via satélite também tem amplo potencial para outros setores estratégicos. Na mineração, ela permite o monitoramento remoto de veículos e sensores, proporcionando visibilidade operacional em tempo real em locais de difícil acesso. No setor de óleo e gás, é aplicada para monitorar a pressão em dutos, prevenindo vazamentos e melhorando a segurança e a eficiência das operações. Na logística, a tecnologia pode ser integrada a sistemas de monitoramento ferroviário, oferecendo antecipação de riscos e contribuindo para a segurança operacional.

Além de seu impacto no agronegócio, a Hughes do Brasil também investe em iniciativas de inclusão energética. A empresa atua em regiões ribeirinhas do Norte do Brasil, onde instala painéis solares conectados via IoT por satélite para monitorar a geração e o consumo de energia em casas flutuantes. Essa solução aumenta a segurança e a qualidade de vida das comunidades isoladas.

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Parte do grupo EchoStar, a Hughes do Brasil aposta no mercado brasileiro como uma plataforma para unir conectividade robusta, automação e escalabilidade, com o objetivo de acelerar a transformação digital em setores estratégicos. “Queremos levar tecnologia a quem mais precisa”, conclui Amaral.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Produção avança no Maranhão e Piauí e reforça expansão agrícola do Matopiba

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A produção de grãos continua ganhando espaço no Matopiba. Maranhão e Piauí acrescentaram cerca de 43 mil hectares ao cultivo de soja na safra 2025/26 e já somam aproximadamente 2,72 milhões de hectares plantados com a oleaginosa. O avanço ocorre junto com o crescimento do milho de primeira safra, cuja área aumentou perto de 23% nos dois Estados.

Os dados são da terceira edição da série Mapas Agro, levantamento da Serasa Experian que compara as safras 2024/25 e 2025/26. Os números mostram que a expansão agrícola permanece concentrada em importantes polos de produção do Matopiba, região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

O Piauí apresentou o maior crescimento da soja entre os Estados analisados. A área chegou a aproximadamente 1,1 milhão de hectares, 32 mil hectares a mais que no ciclo anterior.

O avanço fica ainda mais evidente quando observado em um período maior. Desde 2020/21, o cultivo de soja no Piauí cresceu 40,2%, com a incorporação de aproximadamente 320 mil hectares. Santa Filomena e Currais lideraram a expansão mais recente, com acréscimos de 8,6 mil e 8,3 mil hectares, respectivamente.

No Maranhão, a soja ocupa cerca de 1,62 milhão de hectares, aumento de aproximadamente 11 mil hectares em uma safra. Em seis ciclos, porém, a expansão acumulada chega a 51,2%, equivalente a cerca de 550 mil novos hectares. Mirador apresentou o maior avanço municipal na temporada, com aproximadamente 5,9 mil hectares adicionais.

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Somada à Bahia, onde levantamento anterior identificou 2,27 milhões de hectares, a soja cultivada nos três Estados se aproxima de 5 milhões de hectares. Os números reforçam o peso crescente do Nordeste na produção brasileira da oleaginosa.

O milho também acompanha esse movimento. Maranhão e Piauí alcançaram juntos 322.842 hectares de milho de primeira safra em 2025/26, crescimento próximo de 23% em relação ao ciclo anterior. O Piauí responde por 166.243 hectares e o Maranhão, por 156.599 hectares.

Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro, no Piauí, e Balsas e Bom Jesus das Selvas, no Maranhão, aparecem entre as áreas de expansão do cereal.

O crescimento ganha importância diante dos investimentos na cadeia de etanol de milho na região. A instalação e expansão de unidades industriais tende a criar demanda mais próxima das áreas produtoras, ampliar as alternativas de comercialização do cereal e estimular investimentos em armazenagem, transporte e outros serviços ligados à produção.

O levantamento também mostra que a expansão não ocorre de maneira uniforme no País. Acre e Amazonas, que possuem participação ainda pequena no cultivo nacional, reduziram conjuntamente a área de soja em cerca de 4 mil hectares, para aproximadamente 28 mil hectares. Mesmo assim, a área cultivada nos dois Estados ainda acumula crescimento de 232,6% desde 2020/21.

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Além de medir a evolução das lavouras, o Mapas Agro cruza informações produtivas com indicadores territoriais e socioambientais. A presença de soja em imóveis com registros de desmatamento identificados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), também integra a análise.

O registro, por si só, não caracteriza desmatamento ilegal. A regularidade depende das condições e autorizações previstas na legislação ambiental, e a documentação é exigida nas operações sujeitas às regras do Manual de Crédito Rural.

Para o produtor, a consolidação de novas áreas de grãos tem efeitos que ultrapassam a porteira. O aumento da produção tende a elevar a demanda por armazenagem, transporte, insumos, crédito e seguro rural e, ao mesmo tempo, pode favorecer a chegada de indústrias consumidoras de soja e milho.

Os números de Maranhão e Piauí mostram, sobretudo, que o Matopiba continua ampliando sua participação no mapa agrícola brasileiro, com novos polos produtivos e maior diversificação das oportunidades de comercialização de grãos.

Fonte: Pensar Agro

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