AGRONEGÓCIO

Integração entre Curso Técnico do Senar e UFV Gera Expectativas Positivas em Estudantes

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Estudantes do curso técnico em Zootecnia da Rede e-Tec Senar, do Polo de Ensino de Alvinópolis, realizaram uma visita técnica orientada aos setores de pesquisa e ensino da Universidade Federal de Viçosa (UFV), incluindo o Agro Maker Lab. A atividade, guiada pelo tutor Kelton Gomes, abrangeu áreas como pecuária leiteira, avicultura, cultivo de gramíneas, tecnologia e inovação, com o suporte do Sindicato dos Produtores Rurais de Alvinópolis.

O professor enfatizou a importância dessa vivência prática na formação dos futuros profissionais. “Temos alunos de diversas regiões do estado, com realidades distintas, que puderam observar o que há de mais avançado em pesquisa e levar essas lições para suas localidades, criando um elo com a extensão rural”, declarou. Ele também ressaltou o compromisso da Rede e-Tec em desenvolver o agronegócio por meio de uma formação integral. “Nosso papel vai além da transmissão de conhecimento; buscamos contribuir para a difusão de tecnologia e aprendizado nas regiões onde os futuros técnicos em Zootecnia do Senar atuarão.”

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A estudante Regina Couto, de Alvinópolis, destacou a expectativa em relação à visita, uma vez que a UFV é referência nas ciências agrárias. “Conhecer a UFV foi um estímulo para continuar a estudar.” Winny Queiroz, produtora rural de Catas Altas, acrescentou que a visita enriqueceu sua capacitação oferecida pelo Senar. “Foi excelente conhecer as tecnologias, os laboratórios e os manejos de pastagem e gado aplicados na universidade.” Ela acredita que essa experiência reforçará suas competências como técnica em Zootecnia. “É fundamental aprendermos sobre o cotidiano no campo e observar as diferenças entre os locais, pois isso nos proporcionará mais experiência ao interagir com os produtores rurais.”

Miller Pereira, também de Catas Altas e estudante da turma, avaliou a oportunidade de aprender fora da sala de aula como extremamente proveitosa. “A experiência foi enriquecedora, pois pudemos ver na prática muitos dos temas que estudamos. Levar essa vivência para nosso futuro como produtores e profissionais é essencial. Optei por este curso para aplicar esse conhecimento em minha propriedade e agregar valor à nossa produção.”

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Foco em Tecnologia e Inovação

Durante a visita, os estudantes tiveram a oportunidade de conhecer as potencialidades do Agro Maker Lab. Esse espaço, resultado da parceria entre o Sistema Faemg Senar e a Universidade Federal de Viçosa, através do Parque Tecnológico de Viçosa (tecnoPARQ), é voltado para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras. O laboratório proporciona um ambiente de aprendizado, experimentação e criação de soluções, reunindo estudantes, empreendedores, pesquisadores e a comunidade de Viçosa e região.

O tutor Kelton Gomes lembrou aos alunos a importância de buscar soluções para os desafios do campo, afirmando que “é fundamental que vocês estejam atentos ao que pode ser melhorado nas propriedades e tragam suas demandas para o Agro Maker, a fim de descobrir como podemos apoiar os produtores.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de trigo no Rio Grande do Sul deve cair em 2026 com impacto do El Niño e custos elevados

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A safra de trigo no Rio Grande do Sul deve registrar nova retração em 2026, em meio a um cenário de custos elevados, menor atratividade econômica e aumento da percepção de risco climático associado ao fenômeno El Niño. A semeadura já teve início no Estado, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para as principais cultivares.

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o cenário inicial indica redução significativa da área cultivada em relação ao ciclo anterior, com impacto direto sobre o planejamento das lavouras.

Avanço inicial do plantio ocorre com limitações de umidade

As condições de tempo seco têm favorecido operações de manejo da resteva, dessecação e preparo de solo, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. No entanto, a baixa umidade do solo em diversas regiões tem dificultado a germinação e emergência das primeiras áreas semeadas, levando produtores a aguardarem chuvas mais regulares.

Na safra anterior, o Estado cultivou 1,16 milhão de hectares de trigo, com produção de 3,45 milhões de toneladas e produtividade média de 2.968 kg/ha, segundo dados do IBGE.

Fatores econômicos e climáticos pressionam decisão dos produtores

Segundo a Emater/RS-Ascar, a expectativa de redução da área está ligada a três fatores principais: custos elevados de produção, baixa rentabilidade do cereal e maior percepção de risco climático durante o inverno e a primavera.

Mesmo com esse cenário, parte dos produtores tem optado por antecipar a semeadura em áreas sem financiamento ou seguro rural, buscando posicionar fases críticas da cultura, como florescimento e enchimento de grãos, fora dos períodos de maior intensidade de chuvas da primavera.

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Regiões gaúchas apresentam comportamento desigual na safra

Na Fronteira Oeste, municípios como Manoel Viana e São Borja registram avanço lento da semeadura. Em Manoel Viana, produtores já possuem insumos e áreas preparadas, mas aguardam precipitações para melhorar a umidade do solo. Em São Borja, cresce o número de desistências do cultivo, impulsionado pela combinação entre incertezas climáticas, custos elevados e exigências de qualidade.

Na região da Campanha, produtores seguem aproveitando o tempo seco para preparo do solo, com expectativa de início mais intenso do plantio no fim de junho.

Na Serra Gaúcha, a semeadura ainda não começou. Em Caxias do Sul, o plantio deve ocorrer entre a segunda quinzena de junho e início de julho, enquanto nos Campos de Cima da Serra a concentração das atividades ocorre ao longo de julho. A estimativa regional aponta retração de aproximadamente 30% da área cultivada.

Já na regional de Frederico Westphalen, a projeção inicial indica redução próxima de 20% na área plantada.

Avanço da semeadura ainda é pontual em algumas regiões

Em Ijuí, cerca de 7% da área projetada já foi semeada. As sementes encontram-se em fase de embebição, sem emergência observada até o momento. O avanço foi favorecido pelo início do período recomendado pelo zoneamento e por melhores condições operacionais do solo, além da continuidade dos trabalhos de dessecação para controle de plantas espontâneas.

Na regional de Santa Rosa, a semeadura atinge cerca de 6% da área prevista, concentrada principalmente em lavouras sem financiamento ou cobertura de seguro rural. A expectativa de menor incidência de geadas também tem estimulado a antecipação do plantio.

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Em Soledade, a projeção é de redução superior a 30% da área cultivada, com cerca de 7% já semeada até o momento.

Mudanças estruturais e migração de culturas

O boletim da Emater destaca ainda mudanças no perfil produtivo regional. Empresas do setor energético vêm incentivando o cultivo de grãos voltados à produção de etanol, o que tem estimulado a substituição parcial do trigo destinado à indústria alimentícia.

Além disso, a baixa disponibilidade de crédito e menor acesso a sementes fiscalizadas têm levado ao aumento do uso de sementes salvas e recursos próprios, reforçando a tendência de redução da área cultivada.

Em algumas regiões, produtores também têm migrado para culturas alternativas como canola, carinata, linhaça e painço, diante da maior previsibilidade econômica dessas atividades.

Tendência de retração marca safra 2026

A combinação entre fatores climáticos, econômicos e estruturais reforça a expectativa de retração da safra de trigo no Rio Grande do Sul em 2026. Mesmo com o início do plantio dentro do período recomendado pelo ZARC, o cenário aponta para uma reconfiguração da cultura no Estado, com menor área e maior seletividade produtiva.

A evolução das chuvas nas próximas semanas e o comportamento do mercado serão determinantes para o ritmo final da semeadura e para o tamanho efetivo da safra gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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