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Alta no Preço do Milho e Estratégias de Comercialização para Produtores

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O mercado interno de milho tem registrado significativa valorização nos últimos meses, impulsionado por fatores como a elevação dos preços em Chicago e a desvalorização do real, segundo relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA. O documento analisa os elementos que contribuíram para o aumento e aponta fatores que podem limitar a continuidade desse movimento, oferecendo também uma estratégia de comercialização do grão, proposta pela Mesa Agro do Itaú BBA, para gestão de riscos no atual cenário.

Principais Fatores por Trás da Valorização do Milho

O preço do milho no Brasil teve uma alta expressiva, em parte devido ao fortalecimento das cotações no mercado de Chicago e ao câmbio desfavorável. Além disso, preocupações quanto à área plantada na primeira safra e o atraso no plantio da soja – que interfere no calendário da segunda safra do milho – também contribuíram para a elevação dos preços no mercado interno.

Apesar disso, as previsões climáticas indicam boas chuvas nas próximas semanas, o que poderá acelerar o plantio e reduzir as incertezas sobre a segunda safra. Outro fator relevante é o ritmo lento de comercialização do cereal das safras 2023/24 e 2024/25, que está abaixo da média histórica. Com a entrada da safra de soja, o escoamento do milho armazenado nos silos poderá exercer pressão sobre os preços futuramente.

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Perspectivas e Recomendações para Produtores

Diante do cenário atual de preços elevados, o Itaú BBA recomenda que produtores considerem estratégias para proteger suas margens, uma vez que a alta pode ser temporária. Com o avanço do plantio, a confirmação de um bom regime de chuvas poderia dissipar as incertezas sobre a segunda safra, o que, por sua vez, pode afetar a sustentação dos preços.

Outro ponto a ser considerado é a relação de troca entre milho e fertilizantes, que se encontra favorável ao grão, representando um incentivo adicional ao cultivo da safrinha, especialmente com a regularização do plantio da soja.

Estratégias de Comercialização da Mesa Agro do Itaú BBA

A Mesa Agro do Itaú BBA sugere o uso de ferramentas de proteção para minimizar os riscos de queda nos preços. A “opção de venda” é uma dessas alternativas, permitindo ao produtor se proteger contra reduções de preços, enquanto mantém a possibilidade de lucrar com novas altas.

Atualmente, a volatilidade do preço do milho está baixa em relação à média histórica, o que torna essa estratégia mais acessível. Um exemplo é a opção de venda para março de 2025, que oferece proteção para um preço mínimo de R$72 por saca, ao custo de R$1,80 por saca, com base na cotação de vencimento da B3 para o período.

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Essa estratégia também inclui o armazenamento do produto para busca de uma melhor valorização futura. De acordo com dados históricos, o basis – diferença entre o preço local e o de referência – tende a se valorizar na entressafra, especialmente entre os meses de setembro e março, conforme mostrado em gráficos da região de Sorriso-MT.

Conclusão

O atual movimento de alta no mercado de milho é favorecido por uma combinação de fatores internacionais e domésticos, incluindo câmbio, clima e calendário agrícola. Para os produtores, estratégias de proteção, como as oferecidas pelo Itaú BBA, são fundamentais para garantir segurança financeira em um mercado volátil e altamente influenciado por condições climáticas e externas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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