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Cutelaria: Jovens Rurais de Resende Costa Transformam Tradição em Empreendimento

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O casal Ana Paula Resende e Luiz Henrique Resende, juntos desde a adolescência, encontrou na pandemia uma oportunidade para redescobrir suas raízes. Durante esse período, um dos seus passatempos preferidos era acompanhar um programa de televisão que apresentava competições entre os melhores ferreiros, que criavam diversos artefatos cortantes, desde facas até espadas.

Cursando engenharia em Belo Horizonte, decidiram retornar ao campo em Resende Costa, na região do Campo das Vertentes, em Minas Gerais. Motivado por esse novo desafio, Luiz se aventurou a forjar suas próprias facas, mesmo sem experiência prévia. “Foi difícil, pois eu não sabia nem como afiar uma enxada, mas acabei aprendendo a afiar as peças por acidente”, recorda.

À medida que a paixão pelo ofício crescia, Luiz começou a investir em equipamentos e cursos para aprimorar suas habilidades. As primeiras facas foram presenteadas a amigos e familiares, que inicialmente consideraram sua nova empreitada insensata. “Todo mundo achou que ele estava doido, gastando dinheiro com isso em plena pandemia”, relembra Ana Paula.

No entanto, a aceitação do público foi rápida, e logo surgiram interessados em adquirir as peças artesanais. Assim nasceu a marca Facas Vencerás, com forte demanda por facas de churrasco e utensílios de cozinha. Enquanto Luiz produzia as facas em sua propriedade rural, Ana Paula gerenciava as vendas na cidade.

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A expansão da demanda levou o casal a abrir uma loja física em Resende Costa e a incrementar as vendas online. Para aumentar sua visibilidade, contaram com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), que os integrou ao ÉdoCampo, uma plataforma pública de vendas que prioriza produtos da agricultura familiar.

“Nós já fazíamos o trabalho de inseri-los em feiras, agora temos também o ÉdoCampo, que veio para somar e ser mais uma ferramenta de divulgação do trabalho deles”, explica a técnica da Emater-MG, Marina Moreira Rocha.

Lançado no final de 2023, o ÉdoCampo oferece uma ampla variedade de produtos do meio rural, incluindo doces, cafés, queijos, cachaça, mel e artesanato, como as Facas Vencerás. Atualmente, a plataforma reúne a produção de 86 agricultores mineiros, oferecendo cerca de 590 itens que podem ser entregues no endereço escolhido pelo consumidor, acessível pelo site www.edocampo.com.br.

A cutelaria, uma técnica milenar, é a arte de forjar facas e outros objetos cortantes. O espaço onde Luiz Henrique realiza suas criações remete a um cenário rústico, um antigo galpão que outrora serviu como laticínio. Ali, ele passa horas transformando barras de aço em peças exclusivas. “O que se destaca em cada peça é que nenhuma é igual à outra; cada cuteleiro tem sua própria assinatura, não pelo nome, mas pelas características do produto”, enfatiza Luiz Resende.

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Na dinâmica do casal, Luiz cuida da produção, enquanto Ana, mais extrovertida, se encarrega da administração e divulgação do negócio. Na loja física, além das facas, eles também expõem artesanatos em madeira feitos por Luiz. A Emater-MG não apenas auxilia na comercialização, mas também orienta o casal na obtenção do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).

Com esse registro, o casal passa a ter acesso a diversas políticas públicas voltadas para o setor, como crédito rural com condições facilitadas. Assim, já vislumbram a expansão dos negócios e a abertura da propriedade para experiências de turismo rural, trilhando uma trajetória de sucesso forjada com dedicação e criatividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado no Brasil, mas fundamentos globais apontam cenário mais favorável para os preços

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O mercado brasileiro de arroz continua operando em ritmo lento, com baixa liquidez e poucas referências de preços, refletindo a cautela de produtores e compradores diante de um cenário ainda marcado pelo excesso de oferta e pela necessidade de ampliar as exportações. Apesar das dificuldades no mercado interno, indicadores internacionais começam a sinalizar fundamentos mais positivos para o setor no médio prazo.

Segundo análise de Safras & Mercado, o ambiente segue sem fatores capazes de provocar mudanças significativas na dinâmica entre oferta e demanda, mantendo os agentes à espera de sinais mais consistentes para a tomada de decisões comerciais.

“O sentimento predominante continua sendo de espera, tanto por parte dos vendedores quanto dos compradores”, destaca o analista e consultor Evandro Oliveira.

Escoamento dos excedentes continua sendo principal desafio

Após a conclusão da colheita, o setor arrozeiro concentra atenções na necessidade de reduzir os estoques acumulados. O volume disponível no mercado doméstico permanece elevado, aumentando a dependência do comércio exterior para equilibrar a oferta.

Embora as exportações sigam ocorrendo, o ritmo dos embarques ainda está abaixo do necessário para promover uma redução significativa da disponibilidade física do cereal.

Na avaliação dos especialistas, o desempenho das vendas externas será determinante para a recuperação dos preços e para o equilíbrio do mercado nos próximos meses.

Dólar mais fraco reduz competitividade do arroz brasileiro

Outro fator que tem limitado o avanço do setor é o comportamento do câmbio. Após um período de valorização, o dólar perdeu força nas últimas semanas e voltou a operar próximo da faixa de R$ 5,00.

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A movimentação reduz a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional, uma vez que diminui a atratividade das exportações e enfraquece a paridade de exportação.

Em um momento em que o setor depende fortemente da ampliação dos embarques para absorver os excedentes da safra, o recuo da moeda norte-americana representa um desafio adicional para a cadeia produtiva.

Relatório do USDA fortalece perspectiva altista para o mercado global

Enquanto o mercado doméstico enfrenta dificuldades, o cenário internacional apresenta sinais mais construtivos para os próximos meses.

O relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe revisões importantes para o balanço global do arroz, indicando um aperto gradual na oferta mundial.

Entre os principais destaques estão:

  • Redução de 3,53 milhões de toneladas na produção global de arroz beneficiado;
  • Corte de 1,51 milhão de hectares na área cultivada mundial;
  • Diminuição dos estoques finais globais;
  • Manutenção do consumo mundial em níveis recordes.

Os números reforçam a percepção de que o mercado internacional poderá operar com menor folga entre oferta e demanda durante a temporada 2025/26.

Embora os estoques globais ainda sejam considerados confortáveis, a redução observada em relação aos últimos ciclos fortalece a expectativa de um ambiente mais favorável para a sustentação dos preços internacionais.

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Preços continuam pressionados no Rio Grande do Sul

Mesmo diante dos sinais positivos no mercado externo, os preços do arroz seguem pressionados no principal estado produtor do país.

A média da saca de 50 quilos de arroz em casca no Rio Grande do Sul, com padrão de 58% a 62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a última quinta-feira cotada a R$ 58,79.

O valor representa:

  • Queda de 0,37% em relação à semana anterior;
  • Recuo de 3,54% na comparação mensal;
  • Desvalorização de 13,03% frente ao mesmo período de 2025.

Os números refletem a dificuldade do mercado em absorver a oferta disponível e a necessidade de uma aceleração das exportações para que ocorra uma recuperação mais consistente das cotações.

Perspectiva para o setor

A expectativa dos agentes do mercado é de que a combinação entre redução da oferta mundial, estoques globais menores e consumo crescente possa criar um ambiente mais favorável para o arroz nos próximos meses.

Entretanto, a recuperação dos preços no Brasil continuará diretamente ligada ao desempenho das exportações, ao comportamento do câmbio e à capacidade de escoamento dos excedentes da safra.

Enquanto esses fatores não apresentarem mudanças mais significativas, o mercado deverá permanecer operando com baixa liquidez, negociações pontuais e forte atenção aos movimentos do cenário internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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